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Palco montado para a batalha das dinastias enquanto os olhos de Rodrigo Duterte voltam à política nas Filipinas | Filipinas
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2 anos atrásem
Rebecca Ratcliffe
O ex-presidente das Filipinas Rodrigo Duterte, 79, voltou à política esta semana quando registrado para concorrer como prefeito na fortaleza de sua família, a cidade de Davao. Não há dúvidas: duas das famílias políticas mais poderosas do país, os Duterte e os Marcos, estão prestes a travar uma luta épica pelo poder.
Para os Dutertes, poderia ser uma batalha pela sua sobrevivência. Rodrigo Duterte enfrenta um investigação do tribunal penal internacional por crimes contra a humanidade devido à sua guerra brutal contra as drogas, e a família precisa de influência política e de amigos poderosos.
As eleições intercalares do próximo ano, nas quais serão disputados milhares de assentos regionais e municipais, bem como 317 assentos no Congresso e, sobretudo, 12 cargos no Senado, constituirão um teste mais amplo à relevância da família. Eles enfrentam um desafio de uma dinastia emergente no seu reduto, Davao, que, segundo os analistas, representa a ameaça mais significativa ao seu poder naquele país em duas décadas, e estão a lutar contra os formidáveis recursos e maquinaria do Presidente Ferdinand Marcos Jr no cenário nacional.
Para Marcos Jr, filho e homónimo do falecido ditador Ferdinand Marcos Sr, as eleições intercalares do próximo ano serão cruciais para cimentar o seu legado antes que ele chegue ao fim do seu mandato único de seis anos.
Ambas as famílias já estão de olho nas eleições presidenciais de 2028, uma votação que poderá ter grandes implicações para a política externa do país, que sob Marcos Jr. tornou-se muito mais alinhada com os EUA. As relações com Washington e Pequim são apenas uma das muitas questões sobre as quais Marcos Jr e o seu antecessor divergem.
Um verniz de unidade
Há apenas alguns anos, Marcos e Duterte deveriam ser aliados. Marcos Jr. obteve uma vitória estrondosa em 2022 depois de fazer campanha conjunta com a agora vice-presidente Sara Duterte, filha do ex-presidente.
Seu pai, que permaneceu muito popular mesmo depois de atingir o fim do mandato, sempre ficou insatisfeito com a decisão dela de se aliar aos Marcos em vez de buscar ela mesma o cargo mais importante.
O verniz de unidade não durou muito. Críticas e tiradas pitorescas surgiram diversas vezes. Um ano após o início da aliança, Sara Duterte chamou a atenção quando, em um comentário enigmático, pareceu chamar o primo de Marcos Jr e presidente da Câmara dos Deputados, Martin Romualdez, de “tambaloslos” – uma criatura mítica Visayan, conhecida por sua boca alargada e genitais, que tem a reputação de desencaminhar as pessoas. Os insultos e as críticas aumentaram. No início deste ano, Rodrigo Duterte, em comentários carregados de palavrões, acusou seu sucessor Marcos Jr de ser viciado em drogas que procurava remover os limites constitucionais dos mandatos para que a sua família pudesse manter-se no poder.
Em junho, Sara Duterte renunciou ao cargo de ministra da Educação. Desde então, ela tem criticado a resposta de Marcos Jr às enchentes em sua cidade natal, Davao, e a forma como uma caçada policial procurou o agora detido pastor Apollo Quiboloy, que está acusado de abuso infantil e tráfico de pessoasdizendo que a polícia demonstrou “grosseiro abuso de poder”. A vice-presidente até apareceu para se dirigir aos seguidores de Quiboloy durante uma caçada policial e pediu desculpas a eles por sua campanha anterior por Marcos Jr.
Quiboloy, um aliado de Rodrigo Duterte e um líder religioso politicamente influente cuja seita reivindica milhões de seguidores, também se inscreveu esta semana para concorrer às eleições para o Senadoapesar de estar na prisão.
Os Duterte esperam que os seus aliados garantam o maior número possível de assentos no influente Senado, onde 12 dos 24 lugares estão disponíveis. A sua presença poderia oferecer algum nível de isolamento contra ameaças legais, inclusive do TPI.
“(Eles poderiam dizer que se) você permitir que ele seja preso, você não terá meu voto na legislação fundamental que deseja aprovar”, disse Aries Arugay, pesquisador sênior visitante do Instituto ISEAS-Yusof Ishak.
Marcos Jr já havia dito que não cooperaria com a investigação do TPI sobre as repressões antidrogas de Duterte, nas quais se estima que entre 12 mil e 30 mil civis tenham sido mortos.
É cada vez mais provável que Marcos Jr mude de posição, disse a professora Maria Ela L Atienza, que leciona ciências políticas na Universidade do Filipinas.
“Agora é muito óbvio que não há mais unidade”, disse ela. Cooperar com o TPI pode ser arriscado para Marcos Jr, mas ela acrescentou que isso “dependerá de como o público vê Duterte e se ele ainda é relevante e popular”.
Os índices de aprovação e confiança de Sara Duterte diminuíram nos últimos meses após a sua demissão do gabinete de Marcos Jr – mas ela continua a ter uma pontuação superior à do presidente, com um apoio especialmente elevado em Mindanao.
Independentemente disso, os analistas alertam que não podem ser complacentes, mesmo no seu próprio reduto. Esta semana, um candidato de uma dinastia rival, os Nograles, inscreveu-se para concorrer contra Rodrigo Duterte para a prefeitura, enquanto outro membro da família se inscreveu para concorrer contra seu filho, Paolo Duterte, que busca a reeleição para o Congresso. É a primeira vez em duas décadas que os Duterte enfrentam um adversário real em Davao, disse Arugay.
“Eles podem representar um desafio sério. E se o governo Marcos Jr. realmente injetar recursos (por meio) da política monetária – nenhum bailiwick está a salvo disso”, disse Arugay.
Se tiver sucesso, a família Marcos poderá “isolar ainda mais Sara Duterte, a ponto de ela ser a única Duterte a ocupar cargos políticos”, acrescentou.
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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