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Palestinas no Brasil e propostas para cessar-fogo em Gaza – 19/10/2024 – Bianca Santana

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“Algumas vezes, resistir é uma jovem tocar alaúde para distrair crianças palestinas do som das bombas. Resistir é transformar as associações de mulheres em Gaza em centros para atender feridos, que são muitos e graves. Resistir é uma médica continuar a atender enquanto o hospital é bombardeado”, me disse Soraya Misleh, jornalista palestino-brasileira, mestra e doutora em estudos árabes pela USP, coordenadora da Frente em Defesa do Povo Palestino SP.

Soraya esteve três vezes na Palestina, na Cisjordânia. Somente em uma delas, em 2010, conheceu o lugar onde o pai nasceu, de onde foi expulso com a família aos 13 anos de idade. “A aldeia do meu pai foi uma das cerca de 500 destruídas em 1948. Quando fui pra lá, ele me pediu duas coisas: terra e azeite”.

Em 2011 e 2015, Soraya tentou voltar ao local de nascimento do pai. “Israel proibiu a minha entrada dizendo que eu era ameaça à segurança pelo fato de eu ser de origem palestina, ser jornalista e expor os crimes da colonização, denunciar.”

Apesar da intensa cobertura da imprensa na região, Soraya afirma que a perspectiva das mulheres palestinas não aparece. O objetivo de palestinas organizadas no Brasil, segundo ela, é pressionar Israel aos moldes do que foi a campanha de boicote à África do Sul nos anos 1990. “Todos os Estados têm responsabilidade com a convenção para a prevenção e repressão ao genocídio. O Brasil é signatário desde 1952. Então, precisa romper relações com Israel.”

Tenho tido a oportunidade de ouvir mulheres e homens palestinos, israelenses e brasileiros, com pontos de vista e proposições políticas diversas. A defesa da coexistência pacífica de dois Estados, com respeito às convenções e acordos internacionais, é uma proposta comum a diferentes grupos. Assim como há os que defendem um único Estado —Palestina ou Israel— na região. Complexidade que precisamos buscar compreender sem abrir mão da defesa de que todas as pessoas, de qualquer nacionalidade e religião, possam viver com proteção e liberdade.

“Meu pai, em 1948, foi um dos 800 mil palestinos expulsos das suas terras violentamente, quando Israel se criou sobre os corpos palestinos e os escombros das aldeias em 78% do território histórico da Palestina”, contou Soraya.

“Desde então, todas as famílias ficaram inteiramente fragmentadas, a sociedade inteiramente fragmentada e isso continua em um regime institucionalizado de apartheid, com metade da população palestina, de 13 milhões de pessoas, fora das suas terras na diáspora ou no refúgio e metade sob apartheid, limpeza étnica, genocídio, colonização, ocupação também dividida dentro da sua própria terra.”

Violência anterior ao 7 de outubro de 2023, que tem pouca visibilidade no debate público e é fundamental para compreender o contexto mais amplo do próprio 7 de outubro. No último ano, 11 mil mães palestinas perderam suas crianças em Gaza. Há solidariedade a cada uma delas e luta organizada pelo cessar-fogo e pela paz, com diferentes táticas, entre palestinas e também israelenses, entre islâmicas, cristãs, judias, candomblecistas, budistas. É preciso ouvir as mulheres.


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Seminário em governança pública ocorre na Ufac até 16/08 — Universidade Federal do Acre

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Seminário em governança pública ocorre na Ufac até 16_08-interna2.jpg

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, desenvolvido entre a Ufac e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), realizou a abertura do 21º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública. A cerimônia ocorreu nesta terça-feira, 14, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e marcou o início da programação, que segue até 16 de agosto, reunindo estudantes, professores, pesquisadores e profissionais interessados no assunto.

Durante a programação, serão debatidos temas relacionados ao desenvolvimento regional, mobilidade urbana, educação, empreendedorismo e gestão pública. As atividades incluem palestras, mesas de discussão e apresentações acadêmicas voltadas à troca de experiências e à divulgação de pesquisas desenvolvidas no âmbito do programa.

Na abertura do evento, a reitora Guida Aquino destacou a expansão da pós-graduação na universidade e o fortalecimento das parcerias institucionais voltadas à qualificação de servidores e profissionais. Ela também ressaltou a importância da cooperação entre a Ufac e a UTFPR para a oferta do programa de pós-graduação.

O coordenador do programa, Rogério Duenhas, disse que o curso contribui para formação de profissionais e pesquisadores na área de planejamento e governança pública, especialmente na região Norte.

Seminário em governança pública ocorre na Ufac até 16_08-interna-1.jpg

A presidente da comissão organizadora, discente Ana Caroline, destacou que o seminário busca promover discussões sobre desafios estruturais enfrentados pelo Acre e incentivar reflexões sobre políticas públicas e planejamento. Segundo ela, a proposta é ampliar o debate sobre temas que impactam diretamente o desenvolvimento do Estado e das instituições públicas.

Também participaram da mesa de abertura o vice-reitor e reitor eleito, Josimar Batista; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Lima Carvalho; a pró-reitora de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação, Alana Chocorosqui Fernandes, do Ifac; além de representantes da UTFPR, convidados e integrantes da comunidade acadêmica.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Projeto Capes/Cofecub executa missão de trabalho em MG — Universidade Federal do Acre

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Projeto Capes/Cofecub executa missão de trabalho em MG — Universidade Federal do Acre

O projeto “Agricultura Tropical e Subtropical, Pecuária e Desenvolvimento Regional: Cooperação entre Brasil e França”, coordenado pela Ufac, realizou visitas técnicas em Minas Gerais, entre 26 de junho e 5 de julho. Aprovado em chamada pública do programa Capes/Cofecub, o Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil, o projeto está no segundo ano de execução, num total de quatro anos.

A missão ocorreu no Centro de Pesquisa de Cana-de-açúcar da Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (Ridesa); na Unidade de Ensino, Pesquisa e Extensão em Melhoramento Genético e Sistemas de Produção de Palmáceas e Outras Oleaginosas; na Universidade Federal de Viçosa (UFV); nas fazendas São Pedro, Guimarinho, Santa Cruz e Serra das Cabeças, além do sítio Jardim.

É a primeira vez na história do programa Capes/Cofecub, iniciado na década de 1970, que uma instituição acreana coordena um projeto aprovado, cuja execução fica a cargo de professores e pós-graduandos das Universidade Federais do Acre, de Viçosa e do Paraná, além do Instituto Agrícola de Dijon (Agro Dijon, França).

Participaram das visitas os pesquisadores Almecina Balbino e Eduardo Mattar, da Ufac; Natalia Torres, do PPG em Produção Vegetal, da Ufac; Luís Cláudio da Silveira, Denise Cunha, Raquel Barro e Aziz da Silva Junior, da UFV; Ridha Ibidhi e Christelle Phileppeau, do Agro Dijon.

Rede de trabalho

O projeto formou uma rede de trabalho internacional que objetiva propor sistemas integrados de produção focados em uma sustentabilidade econômica, social e ambiental, através de proposição de sistemas e execução de pesquisas aplicadas. Até o momento, estão sendo executados estes projetos de pesquisa em cooperação:

– Early Development of Trichanthera Gigantea Under Different Light Conditions;

– ‘Cratylia argentea’ (Desv.) Kuntze: Da Prospecção de Acessos à Conservação Ex Situ na Amazônia Ocidental;

– Caracterização Ecológica de Espécies Forrageiras Não Convencionais Arbóreas e Arbustivas para Uso de Sistemas Silvipastoris;

– Representação Dasimétrica da Lotação Animal Bovina: Um Estudo de Caso no Acre;

– Sistema Silvipastoril Sucessional: Opção para Recomposição de Reserva Legal na Amazônia Sul-Ocidental Brasileira;

– Ecosystem Services in Livestock-Based Integrated Systems in South America: A Bibliometric and Qualitative Review;

– Agroecological Performance of Dairy Farms in the Brazilian Amazon: An Assessment Using the TAPE Methodology;

– Agroecological Performance of Integrated Farming Systems in the Brazilian Amazon: Evidence from Reca Cooperative Using the TAPE Methodology.

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Ufac lança Plano de Acessibilidade no campus-sede em 17/07 — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança Plano de Acessibilidade no campus-sede em 17_07.jpg

O projeto Ufac em Ação: Acessibilidade, Inclusão e Segurança realiza o lançamento do Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física da Ufac 2026-2029, nesta sexta-feira, 17, às 9h, no auditório Pedro Martinello, no Centro de Convenções. O objetivo da ação é promover a acessibilidade e a inclusão, além de eliminar barreiras na infraestrutura física da universidade.

 



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