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Palestinos em Gaza olham para o futuro com esperança e medo em meio a um cessar-fogo incerto | Notícias do conflito Israel-Palestina
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2 anos atrásem
Deir el-Balah, Gaza – Depois de um cessar-fogo há muito aguardado acordado entre Israel e o Hamas ter entrado em vigor em Gaza no domingo, marcando uma pausa numa das guerras mais devastadoras da região, os residentes enfrentam agora uma mistura de alívio e descrença.
Com os céus finalmente silenciosos após meses de ataques implacáveis israelitas, as pessoas estão a regressar aos seus bairros devastados, enfrentando os imensos desafios de reconstruir vidas dilaceradas pela guerra de 15 meses.
Residentes deslocados que se abrigam em campos improvisados em Deir el-Balah, no centro de Gaza, conversaram com a Al Jazeera para partilhar as suas emoções confusas, perdas e as suas esperanças e medos para o futuro.
Hamza al-Ramlawi, 70 anos, de Tal al-Hawa, Cidade de Gaza
“Estamos muito felizes e aliviados por finalmente ter sido alcançado um acordo de cessar-fogo”, disse al-Ramlawi.
“A tristeza permanecerá em nossos corações. Lembraremos daqueles que perdemos entre familiares e entes queridos. Há alegria por retornarmos, mas é uma alegria repleta de perdas e tristezas.
“Vou me lembrar do meu filho, Mohammed, que perdi num atentado bombista perto da nossa tenda em az-Zawayda, no centro de Gaza. Sua perda é tão vasta quanto o universo.
“Para nós, estamos passando os dias com paz de espírito, agora que o derramamento de sangue finalmente parou.
“Esta é a primeira noite em que dormimos de forma pacífica e estável. Todas as noites, durante a guerra, dormíamos com medo de qualquer ataque que pudesse nos atingir.
“Já tivemos guerras suficientes. Espero que ambos os lados se acalmem e deixem as pessoas viverem suas vidas.
“Esperamos que esta trégua dure. Não podemos suportar esta grande batalha que transformou as nossas vidas numa catástrofe.
“Eu estaria mentindo se dissesse que voltaria feliz para minha casa no norte quando perdesse meu filho. Deixe-me ficar em silêncio.”
Suleiman Abdel Qader, 74 anos, residente de Deir el-Balah
“Agradecemos a Deus porque a guerra finalmente foi interrompida. Espero que todos os deslocados possam regressar às suas casas em breve”, disse Abdel Qader.
“As pessoas estão miseráveis e perderam muito. Alguns dos nossos familiares ainda estão enterrados sob os escombros e outros estão desaparecidos.
“Ainda sinto raiva do mundo europeu e da América porque não exerceram pressão suficiente no início destes 15 meses de guerra.
“Foi um grande sofrimento que cada indivíduo em Gaza suportou.
“Espero que as pessoas curem as suas feridas, que os feridos encontrem tratamento e que aqueles que perderam entes queridos encontrem conforto.
“Esperamos que o cessar-fogo continue, apesar dos meus muitos receios, porque Israel não cumpre as suas promessas.”
Samah Shalail, 44 anos, mãe de cinco filhos de Beit Lahiya, norte de Gaza:
“O primeiro dia do cessar-fogo foi estranho. Algumas pessoas estavam comemorando e felizes, enquanto outras choravam e lembravam de seus entes queridos que foram mortos nesta guerra”, disse Shalail.
“Esta é a primeira noite que dormimos em paz, sentindo-nos tranquilos sabendo que o derramamento de sangue vai parar, que voltaremos às nossas terras e que estamos prestes a começar uma nova vida.
“O povo palestino está cheio de esperança e determinação para continuar.

“No início do anúncio do cessar-fogo, senti-me cautelosamente optimista. Mas quando começaram as trocas de prisioneiros e os aviões desapareceram dos céus, comecei a sentir um pouco de alívio.
“O coração ainda está ferido. Não podemos falar de alegria e felicidade, mas há alívio psicológico. Ainda temos medo dos obstáculos que nos aguardam. O país foi completamente devastado.
“Espero que o cessar-fogo dure enquanto houver acordos para a libertação de prisioneiros e reféns.
“Estou entusiasmado com o próximo período, para que a vida seja retomada mais uma vez. Quero que meus filhos voltem para suas carteiras escolares.”
Soheila Hazem, 65 anos, de Deir el-Balah:
“A sensação do cessar-fogo é indescritível”, disse Hazem. “Ainda estamos profundamente afetados e sofrendo pela guerra.
“Perdi meu filho Hatem, de 30 anos, pai de três filhas, em junho passado, num atentado bombista em Deir el-Balah. Minha irmã também perdeu o único filho, meu irmão perdeu o filho e outros parentes também. Ninguém foi poupado da perda. Todos nós sofremos muito nesta guerra.
“Finalmente dormimos nossas longas noites depois de uma ausência tão longa. Não conseguíamos dormir por causa dos bombardeios e do medo. Se o atentado não fosse contra nós, seria contra meu vizinho, minha família ou pessoas que conhecemos em algum outro lugar. Todas as noites, quando a escuridão chegava, a preocupação e o medo também apareciam.
“Somos todos uma família nesta guerra e as nossas feridas são partilhadas. Esperamos que a guerra terminasse para podermos saber o destino daqueles com quem perdemos contacto devido às falhas de comunicação.

“As coisas estão mais fáceis agora para nós. Sentimos uma grande sensação de alívio e esperamos que os esforços internacionais continuem a estabilizar a trégua.
“Todos devem saber que esta é a nossa terra e que é nosso direito viver aqui. Pedimos a Deus que nos compense pelo que perdemos.
“Eu não tenho planos. Só quero viver normalmente e com estabilidade.”
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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