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Panamá comemora entrega do canal apesar do apelo de Trump ao controle dos EUA | Notícias do governo
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2 anos atrásem
Os principais líderes políticos do Panamá realizaram uma cerimônia para marcar o 25º aniversário do retorno do Canal do Panamá depois de décadas de controle dos Estados Unidos.
Mas a celebração ocorreu sob uma sombra, como o presidente eleito dos EUA, Donald Trump chamadas continuadas para que seu país reafirmar o domínio sobre a importante hidrovia, que liga o Oceano Pacífico ao Mar do Caribe.
O presidente panamenho, José Raul Mulino, um líder de direita como Trump, esteve entre os oradores na cerimónia principal de terça-feira na capital, Cidade do Panamá.
Ele garantiu aos espectadores que o Canal do Panamá permaneceria na posse do seu país, rejeitando a ideia de Trump. observações sem mencionar o nome do líder dos EUA.
“Não há outros envolvidos no canal além do Panamá”, disse Mulino. “Fique tranquilo, estará em nossas mãos para sempre.”
Mas Trump tem pressionado cada vez mais a governação do canal pelos EUA, como parte da sua retórica expansionista mais ampla.
No início deste mês, Trump sugeriu que o Canadá deveria tornar-se o 51º estado dos EUA e repetiu o seu desejo de comprar a Gronelândia, uma ideia que apresentou durante o seu primeiro mandato.
Mas enquanto Trump se prepara para um segundo mandato em 20 de Janeiro, alarmou alguns observadores com ameaças de potencialmente retirar o Canal do Panamá do controlo do Panamá.
Em 21 de dezembro, numa publicação na sua plataforma online Truth Social, Trump acusou as autoridades panamenhas de cobrarem “preços exorbitantes” pela passagem no canal.
O canal permite que navios cargueiros passem do Pacífico ao Oceano Atlântico sem ter que navegar por toda a América do Sul, uma rota perigosa que se estende por milhares de quilômetros.
Mas o canal tem visto um aumento no tráfego nas últimas décadas. Também sofreu uma seca severa que impediu as viagens através do seu sistema de eclusas: câmaras de água que levantam e descem os barcos quando o terreno circundante não está nivelado.
Nas suas publicações, no entanto, Trump indicou que o Panamá estava a violar um acordo de 1977 que estabelecia condições para que o canal passasse das mãos dos EUA para as mãos do Panamá.
“Esta ‘roubada’ completa do nosso país irá parar imediatamente”, escreveu Trump no primeiro de duas longas postagens. No segundoele continuou com um aviso.
“Se os princípios, tanto morais como legais, deste gesto magnânimo de doação não forem seguidos, então exigiremos que o Canal do Panamá nos seja devolvido, na íntegra e sem questionamentos”, escreveu ele.
“Aos funcionários do Panamá, por favor, sejam orientados de acordo.”

Uma história de controle
A construção do canal através do istmo do Panamá sempre foi uma ambição das potências coloniais ocidentais.
No final da década de 1800, por exemplo, os EUA fizeram propostas para construir o canal no Panamá – parte da Colômbia na altura – mas o país sul-americano recusou o acordo.
Quando o Panamá declarou mais tarde a independência, os EUA rapidamente apoiaram a sua secessão. Os EUA foram o primeiro país a reconhecer o Panamá como seu próprio estado.
Em troca do apoio dos EUA, o Panamá concedeu ao país norte-americano o direito de construir o canal e supervisionar as terras que o rodeiam. Essa área ficou conhecida como Zona do Canal do Panamá.
Mas os críticos consideraram o acordo uma violação da soberania do Panamá. Por fim, em 1977, o então presidente dos EUA, Jimmy Carter, assinou dois tratados para arquitetar a devolução do canal e das terras vizinhas.
Essa transferência entrou em vigor em 31 de dezembro de 1999, exatamente 25 anos atrás.
Carter morreu no domingo, pouco antes do aniversário. Mulino pagou tributo ao falecido presidente dos EUA na terça-feira, mantendo um momento de silêncio.
Em seu discurso, Mulino descreveu sentir uma “mistura de felicidade por este 25º aniversário” e “tristeza” pela morte de Carter.

Lembrando ‘mártires’
As celebrações de terça-feira também reconheceram os manifestantes que morreram defendendo o retorno do canal ao controle panamenho.
Entre os homenageados estavam os mais de 20 participantes mortos num protesto estudantil em 9 de janeiro de 1964.
Naquele dia, conhecido no Panamá como o Dia dos Mártires, estudantes tentaram hastear uma bandeira panamenha ao lado de uma bandeira norte-americana numa escola secundária na zona do canal. A violência eclodiu, resultando na morte dos manifestantes, bem como de quatro soldados norte-americanos.
Nos últimos dias, Trump acusado Panamá de violar os termos da devolução do canal, ao supostamente permitir que soldados chineses operassem a rota marítima.
Mas as autoridades panamenhas negaram que a China tenha qualquer influência sobre o canal.
Jorge Luis Quijano, que atuou como administrador do canal de 2014 a 2019, foi citado na Associated Press como tendo dito que Trump não tem base legal para as suas reivindicações sobre o canal.
“Não há cláusula de qualquer tipo no acordo de neutralidade que permita a retomada do canal”, disse Quijano.
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Profecia publicada 20 dias antes chama atenção após terremoto no Peru ser sentido no Acre
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6 horas atrásem
31 de julho de 2026Valter Silva Ferreira havia mencionado tremores no Peru e no Acre, citando expressamente Tarauacá; abalo durou alguns segundos e provocou relatos em diversos municípios acreanos
Uma publicação feita por Valter Silva Ferreira no dia 10 de julho de 2026, às 16h50, voltou a repercutir nas redes sociais depois que um terremoto registrado no Peru foi sentido por moradores de diferentes municípios do Acre na noite desta quinta-feira, 30.
Veja a profecia de Valter, publicada 20 dias atrás:
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Na mensagem, divulgada exatamente vinte dias antes do fenômeno, Valter afirmou ter visto “a devastação do Peru com tremores no Acre” e mencionou nominalmente Porto Walter, Tarauacá e Foz do Jordão. A proximidade entre o conteúdo publicado e o acontecimento posterior chamou a atenção de seguidores, especialmente porque Tarauacá esteve entre os municípios onde moradores efetivamente relataram que casas, móveis e objetos balançaram.
O núcleo central da previsão — um terremoto no Peru com reflexos perceptíveis no Acre — concretizou-se na noite de 30 de julho.
O abalo ocorreu às 19h58min43s, no horário local do Acre e do Peru. O Instituto Geofísico do Peru registrou magnitude 5,7, profundidade de 116 quilômetros e epicentro a 42 quilômetros a nordeste de Pucallpa, na região de Ucayali. Em Pucallpa, o fenômeno atingiu intensidade IV na Escala Mercalli Modificada. (Indeci)
Ponto vermelho indica região onde foi registrado o terremoto, na fronteira entre Brasil e Peru — Foto: GFZ
O Serviço Geológico dos Estados Unidos — USGS — calculou magnitude 5,6, profundidade de 154,4 quilômetros e localização a 13 quilômetros a leste-nordeste de San Fernando, no Peru. O registro norte-americano, revisado por sismólogos, fixou o horário em 00h58min44s UTC, correspondente a 19h58min44s no Acre. (USGS Sismologia)
TREMOR DUROU ALGUNS SEGUNDOS E BALANÇOU CASAS
No Acre, os primeiros relatos surgiram por volta das 20 horas. Em Tarauacá, o jornalista Gilson Amorim contou que estava sentado no sofá quando percebeu a casa balançar e viu um espelho fixado na parede se movimentar.
Em Marechal Thaumaturgo, uma moradora relatou que assistia televisão com o marido quando “balançou tudo”. Mensagens compartilhadas em grupos locais mencionaram uma sequência de “três balanços”. Os depoimentos indicam que o movimento perceptível na superfície durou apenas alguns segundos, embora tenha sido suficiente para provocar susto e movimentar objetos dentro das residências. (Tv Gru Web)
Também foram registrados relatos em Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves. Em Cruzeiro do Sul, moradores disseram ter percebido o chão, prédios, residências e estabelecimentos comerciais tremendo. Uma profissional relatou que o movimento foi sentido no prédio do Senac e que outras pessoas também o perceberam em suas casas e na Unidade de Pronto Atendimento. (Semear Notícias)
Relatos atribuídos a moradores de Rio Branco também circularam em redes sociais e grupos de mensagens. Entretanto, até o fechamento desta matéria, a percepção do tremor na capital ainda não havia sido formalmente confirmada por órgão técnico ou pela Defesa Civil. Nas cidades do Vale do Juruá, por outro lado, existem depoimentos diretos e registros jornalísticos da movimentação.
Não houve informação sobre vítimas ou danos materiais no lado brasileiro.
ACERTO DA PREVISÃO IMPRESSIONA SEGUIDORES
O aspecto que mais chamou a atenção foi a referência expressa feita por Valter ao Peru, ao Acre e a Tarauacá. A publicação não tratava genericamente de um terremoto em algum ponto do planeta: indicava uma área geográfica específica e relacionava o fenômeno peruano a tremores sentidos em território acreano.
Vinte dias depois, um terremoto efetivamente ocorreu na região de Ucayali, próxima à fronteira brasileira, e foi percebido em Tarauacá e em outros municípios do Acre.
Do ponto de vista jornalístico, porém, é necessário registrar que o número “7.6” colocado na imagem não corresponde à magnitude do evento de 30 de julho, calculada entre 5,6 e 5,7 pelos serviços sismológicos. Também não ocorreu a anunciada destruição de Lima.
Assim, o acerto está concentrado no núcleo geográfico e factual da previsão: terremoto no Peru, reflexos no Acre e percepção do tremor em Tarauacá. A magnitude e a destruição mencionadas na postagem não se confirmaram.
SEM MORTES OU FERIDOS NO PERU
No Peru, o Centro de Operações de Emergência Nacional informou que o terremoto foi percebido de maneira leve ou moderada em vários distritos de Ucayali. A percepção foi classificada como moderada em Raymondi, Sepahua, Tahuania, Yuruá, Campoverde, Iparía, Nueva Requena e Yarinacocha. Em Pucallpa, Manantay e Masisea, foi considerada leve.
Até as 22h30 do dia 30 de julho, as autoridades peruanas não haviam registrado mortes, feridos ou danos à saúde das pessoas. A avaliação de eventuais prejuízos materiais continuava em andamento, enquanto os governos locais e os órgãos de emergência monitoravam suas respectivas áreas.
O tremor também foi percebido em pontos mais distantes do território peruano, inclusive em Lima, segundo a agência oficial de notícias do país. (Agencia Andina)
A grande profundidade do terremoto reduziu seu potencial destrutivo na superfície, mas permitiu que as ondas sísmicas se propagassem por uma área extensa. Essa característica ajuda a explicar por que o fenômeno foi percebido a centenas de quilômetros do epicentro, inclusive em municípios do Acre, sem deixar, até o momento, um cenário de destruição.
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Plácido de Castro e Acrelândia recebem graduações da Ufac — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
28 de julho de 2026O programa de interiorização da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), da Ufac, realizou a aula inaugural dos cursos de Enfermagem, em Plácido de Castro (AC), e Letras/Português, em Acrelândia (AC). Ambos os cursos contemplam alunos dos dois municípios. Após a cerimônia, que ocorreu nessa segunda-feira, 27, foram distribuídos kits estudantis de boas-vindas aos discentes.
Os eventos ocorreram na Câmara Municipal de Plácido de Castro, para Enfermagem, e no Centro Estadual de Educação Permanente, polo educacional de Acrelândia, para Letras/Português, reunindo autoridades da Ufac e representantes dos municípios.
A reitora Guida Aquino ressaltou que levar a Ufac para além da capital é uma estratégia fundamental para ampliar o acesso à educação superior e impulsionar o desenvolvimento do Estado. Segundo ela, a presença da instituição no interior permite que estudantes permaneçam em suas comunidades enquanto constroem sua formação acadêmica, fortalecendo a inclusão educacional e reduzindo desigualdades.
Para o prefeito de Plácido de Castro, Camilo da Silva (PP), a ampliação da oferta de cursos da Ufac representa um marco para os municípios. “Quero parabenizar a reitora Guida Aquino pela visão e pelo compromisso com o povo acreano”, disse. “A implantação de novos cursos de graduação no interior, chegando a atender 16 municípios do Acre, demonstra sensibilidade com as necessidades dos nossos municípios e um olhar voltado para o futuro.”
Também participaram da solenidade, em Plácido de Castro, o diretor de Apoio à Interiorização e de Programas Especiais, Marcelo Feliciano de Melo; o coordenador do curso de Enfermagem, João Francalino da Rocha; o presidente da Câmara Municipal de Plácido de Castro, Rogério Ribeiro (PP); a representante do Coren-AC, Iunaira Cavalcante; a representante do Sindicato dos Enfermeiros do Acre, Ionara Araújo.
Também participaram da solenidade, em Acrelândia, o diretor de Apoio à Interiorização e de Programas Especiais, Marcelo Feliciano de Melo; o coordenador do curso de Letras/Português, Sérgio da Silva Santos; o vice-diretor do Centro de Educação, Letras e Artes, Micael Carmo Côrtes Gomes; o vice-prefeito de Plácido de Castro, Luiz Américo Azimoto (Republicanos); o presidente da Câmara Municipal de Acrelândia, Vitor Martinelli (União).
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Alunos da Ufac se apresentam em congresso sobre socioeconomia rural — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
27 de julho de 2026Quatro estudantes de graduação da Ufac representaram a instituição no 64º Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (Sober, na sigla em inglês), ocorrido na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, de 19 a 23 de julho, com o tema “Políticas para Natureza, Alimentação e Nutrição em Tempos de Incerteza e Mudanças Climáticas”.
Os trabalhos, desenvolvidos no âmbito dos grupos de pesquisa Estudos em Economia, Finanças, Política e Segurança Alimentar e Nutricional (Elos) e Governança Fundiária, Desenvolvimento Econômico e Políticas Públicas (GPD), contaram com a coautoria e orientação dos professores e coordenadores dos grupos, Graziela Gomes Bezerra, Elyson Ferreira de Souza e Gisele Elaine de Araújo Batista Souza.
Cultivo do cacaueiro
O aluno de Sistemas de Informação, Guilherme Félix Cavalcante, apresentou, na quarta-feira, 22, o trabalho “Cacauicultura na Região Norte: Análise do Desempenho Produtivo, Dinâmica Comercial e Sustentabilidade”. O estudo aborda a cacauicultura e oferece uma análise do desempenho produtivo, da dinâmica comercial e dos aspectos de sustentabilidade, fornecendo dados para o desenvolvimento rural, territorial e regional, além de subsidiar práticas mais sustentáveis para a cadeia produtiva do cacau.
“A participação no evento é um marco significativo em minha formação acadêmica”, disse Guilherme. “Dissemina os resultados da minha pesquisa e fomenta o desenvolvimento de habilidades de comunicação, pensamento crítico e construção de uma rede de contatos profissionais.”
Bananicultura no Acre
A aluna de Ciências Econômicas, Maria Eduarda Souza Diniz, apresentou, na quarta-feira, 22, o trabalho “Desenvolvimento Produtivo e Dinâmica da Bananicultura no Acre: Uma Análise da Produção e dos Mercados (1994-2024)”, o qual analisa a evolução da bananicultura no Acre durante três décadas, contribuindo para o entendimento das transformações produtivas e comerciais desse setor, além de fornecer subsídios para o fomento de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural, territorial e regional.
“O congresso proporciona um ambiente de aprendizado e troca de experiências com outros pesquisadores e profissionais da área”, contou Maria Eduarda. “Isso enriquece minha formação e contribui para consolidação da Ufac como um polo de produção científica de excelência.”
Mulheres na gestão
A aluna de Ciências Econômicas, Riely Nilce de Melo Avilar, apresentou, na terça-feira, 21, o trabalho “Mulheres na Gestão de Propriedades Rurais na Amazônia Legal”. A pesquisa trata da atuação feminina no desenvolvimento regional e contribui para o debate sobre agricultura familiar, ruralidades e relações de gênero no meio rural, oferecendo perspectivas para promoção da equidade e do desenvolvimento sustentável na região. Esse estudo teve, ainda, coautoria de Raiza Gabriele Lima dos Santos.
“Apresentar um trabalho num congresso de relevância nacional, como o da Sober, e para uma audiência especializada é fundamental para minha formação profissional e promoção de intercâmbios”, pontuou Riely.
Milho e inflação
O aluno de Ciências Econômicas, Rogério Gonçalves Bezerra Junior, apresentou, na segunda-feira, 20, o trabalho “Análise da Inflação na Cadeia Produtiva do Milho: Evidências a Partir de Dados de Produção”, com o qual investigou como fatores econômicos afetam a produção do milho e o custo de vida, servindo como base para formuladores de políticas públicas e agentes do mercado.
“Além de projetar a pesquisa desenvolvida na Ufac para um público qualificado, tive a oportunidade de uma experiência inestimável de intercâmbio científico”, comentou Rogério. “Também destaco a discussão de ideias, o recebimento de feedback e a mobilização de contatos.”
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