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Panamá diz a Trump que a soberania do canal é “inegociável” – DW – 01/08/2025

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O Panamá reiterou na terça-feira que a soberania do seu canal de navios de mesmo nome não estava em discussão após Presidente eleito dos EUA, Donald Trump recusou-se a descartar uma ação militar para recuperar o controle.

“A soberania do nosso canal não é negociável e faz parte da nossa história de luta”, disse o ministro das Relações Exteriores, Javier Martinez-Acha, acrescentando que Presidente José Raúl Mulino deixou clara sua posição.

Trump fez os comentários durante uma coletiva de imprensa realizada em sua casa no sul da Flórida, que deveria acontecer por volta de Emirados Árabes Unidos investimento em tecnologia dos EUA.

Mas o presidente eleito desviou-se do caminho, repetindo afirmações infundadas de que o Canal do Panamá – que foi construído pelo Estados Unidos no início do século XX e entregue ao Panamá em parte em 1977 e totalmente em 1999 – era agora operado pela China.

“Olha, o Canal do Panamá é vital para o nosso país”, disse Trump. “Está sendo operado pela China – China! – e entregamos o Canal do Panamá para Panamánão o demos à China. Eles abusaram desse dom.”

Martinez-Acha rejeitou a reclamação, dizendo: “Os únicos trabalhadores que operam o canal são os panamenhos e é assim que ele vai permanecer”.

Trump ameaça retomar o controle do Canal do Panamá

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A China realmente controla o Canal do Panamá?

Trump tinha feito comentários erróneos semelhantes em Dezembro, quando desejou um Feliz Natal aos “maravilhosos soldados da China, que estão amorosamente, mas ilegalmente, a operar o Canal do Panamá”.

O presidente do Panamá descreveu a afirmação como “absurda”, dizendo que “não houve absolutamente nenhuma interferência chinesa”.

A China é o segundo maior usuário do Canal do Panamá, depois dos EUA, e também é um grande investidor no país centro-americanocomo acontece em muitas partes do mundo.

Dois portos nas entradas do canal são administrados por uma subsidiária da Hong KongA CK Hutchison Holdings e Pequim ajudaram a financiar uma nova ponte sobre a hidrovia, mas a China não possui nem controla o canal, nem há qualquer evidência de envolvimento militar chinês.

O presidente do Panamá, José Raul Mulino, discursa durante sua cerimônia de posse
O presidente do Panamá, José Raul Mulino, também repreendeu as sugestões de Trump em relação ao Canal do Panamá.Imagem: Martin Bernetti/AFP/Getty Images

O Panamá está “roubando” os Estados Unidos?

Trump também afirmou que o Panamá está “roubando” os Estados Unidos com altas taxas de envio, gerando protestos em frente à embaixada dos EUA.

De acordo com a publicação marítima Lloyd’s List, os custos de trânsito do canal realmente aumentaram durante o ano passado devido a uma seca histórica, mas não apenas para os EUA.

A construção do Canal do Panamá foi originalmente iniciada por França na década de 1880, mas foi interrompido depois que o número de mortes entre trabalhadores nas condições adversas se tornou insustentável e a empresa que administrava a operação faliu. Os Estados Unidos adquiriram o projeto em 1904 e as obras foram concluídas dois anos antes do previsto em 1914.

O canal foi oficialmente entregue ao Panamá em 1977 por ex-presidente dos EUA Jimmy Carterque faleceu em 29 de dezembro e cujo corpo foi retornado na terça-feira a Washington para uma série de ritos funerários oficiais.

Mas isso não impediu Trump de dizer aos repórteres: “Eu gostava dele como homem. Discordei das suas políticas. Ele achava que entregar o Canal do Panamá era uma coisa boa”.

As recentes ameaças de Trump ao Canal do Panamá foram acompanhadas por reivindicações territoriais beligerantes e bizarras adicionais contra o Canadá, Groenlândia e México.

mf/zc (AFP, AP, EFE)



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



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