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Panamá relata queda acentuada na migração irregular através de Darien Gap | Notícias sobre migração
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2 anos atrásem
O número de migrantes e requerentes de asilo que atravessam o Darien Gap – a traiçoeira faixa de selva que liga a América do Sul e a América do Norte – caiu quase 41% no último ano.
Na quinta-feira, o presidente de direita do Panamá, José Raul Mulino, anunciou o declínio, apresentando-o como um sucesso para os esforços do país para limitar a migração irregular.
“Conseguimos uma redução de 41 por cento no fluxo de migrantes que atravessam a selva de Darién”, disse Raul Mulino num discurso no Congresso do Panamá.
“Trabalhamos todos os dias para garantir que a migração ilegal não chegue (à Cidade do Panamá) ou ao resto do país.”
Panamá enfrentou pressão para reprimir a migração irregular nos últimos anos, à medida que o número de migrantes e requerentes de asilo que viajam para o norte atingiu níveis recordes.
No ano fiscal de 2023, os Estados Unidos relataram 2,48 milhões de “encontros” com migrantes e requerentes de asilo na sua fronteira sul com o México.
Este foi um novo ponto alto para os EUA e levou a uma reação política, com a imigração a ter um lugar de destaque nas eleições gerais do país em 2024.
Por exemplo, o presidente eleito Donald Trump – o vencedor na corrida presidencial de 2024 – prometeu prosseguir uma “deportação em massa”campanha ao assumir o cargo em 20 de janeiro.
Da mesma forma, no Panamá, 2023 quebrou recordes de migrantes e requerentes de asilo navegando no Darien Gap.
Estima-se que 520.085 pessoas passaram pela perigosa selva, conhecida pelo seu terreno íngreme, rios rápidos e redes criminosas.
Mas em 2024, as autoridades de imigração do Panamá registaram uma queda acentuada no número de pessoas que arriscaram as suas vidas na selva. Cerca de 302.203 cruzaram o Darien Gap no ano passado.
Os EUA também registaram uma queda nos números na sua fronteira sul. No ano fiscal de 2024, a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA documentou 2,14 milhões de “encontros” irregulares com migrantes e requerentes de asilo, uma queda de 14%.
Só em Novembro registou-se o menor total mensal de passagens irregulares da fronteira nos quatro anos do mandato do presidente dos EUA, Joe Biden.
Mas os EUA tentaram reprimir a migração irregular nos últimos meses. No ano passado, Biden implementou medidas duras limitante acesso ao asilo para aqueles que cruzam a fronteira EUA-México fora dos canais oficiais.
As penalidades incluíam uma proibição de cinco anos dos EUA e possível processo criminal.
Biden também ameaçou suspender petições de asilo no total, se o número médio diário de passagens irregulares da fronteira atingisse 2.500 por dia.
Críticos alertaram essas medidas poderia violar o direito humanitário internacional e dos EUA, limitando a capacidade dos requerentes de asilo de fugirem urgentemente da perseguição.
Mas os defensores das novas políticas argumentaram que eram necessárias para controlar a migração irregular.
Os EUA também pressionaram os seus aliados na América do Sul e Central para limitarem a migração irregular para o norte.
O Panamá e os EUA, por exemplo, assinaram um acordo acordo em Julho para “fechar a passagem de migrantes ilegais” através de Darien Gap, com os EUA a oferecerem-se para financiar voos de deportação e outras logísticas.
Aproximadamente 1.548 migrantes e requerentes de asilo foram repatriados desde então em voos de deportação apoiados pelos EUA do Panamá.
Os EUA também criaram “Gabinetes de Mobilidade Segura” em países como a Costa Rica, a Guatemala e a Colômbia, num esforço para dissuadir os potenciais migrantes e requerentes de asilo de fazerem a perigosa viagem até à fronteira.
Mulino revelou em dezembro que pelo menos 55 migrantes e requerentes de asilo morreram enquanto navegavam no Darien Gap em 2024, e cerca de 180 crianças foram abandonados.
Dada a natureza inóspita do terreno, alguns corpos nunca são relatados ou encontrados.
Os críticos salientam que os esforços para erradicar a migração irregular muitas vezes ignoram as questões fundamentais que estimulam os migrantes e os requerentes de asilo a fazerem viagens com risco de vida em primeiro lugar.
No ano passado, por exemplo, estima-se que 69 por cento dos migrantes e requerentes de asilo documentados no Darién Gap eram provenientes da Venezuela.
Lá, especialistas em direitos humanos alertam para abusos governamentais, especialmente na sequência de uma disputada corrida presidencial que viu 2.000 presos e 23 mortos em protestos pós-eleitorais.
A Venezuela também sofreu com a turbulência económica que colocou o acesso a bens básicos, como alimentos e medicamentos, fora do alcance de muitos residentes. Cerca de 7,7 milhões de pessoas fugiram do país.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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