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Papa lança ano jubilar que deverá trazer milhões de visitantes a Roma | Religião

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Agence France-Presse in Vatican City

Papa Francisco abriu a “Porta Santa” da Basílica de São Pedro na véspera de Natal, inaugurando o ano jubilar de As celebrações católicas devem atrair mais de 30 milhões de peregrinos a Roma.

O pontífice de 88 anos, que recentemente sofreu de um resfriado, foi empurrado em uma cadeira de rodas até a enorme porta de bronze ornamentada e bateu nela, antes que a porta se abrisse.

Numa cerimónia assistida através de ecrãs por milhares de fiéis no exterior da Praça de São Pedro, o pontífice argentino passou pela porta seguido de uma procissão, enquanto soavam os sinos da Vaticano basílica soou.

Nos próximos 12 meses, os peregrinos católicos passarão pela porta – normalmente fechada com tijolos – pela tradição beneficiando de uma “indulgência plenária”, uma espécie de perdão pelos seus pecados.

O Papa Francisco presidiu então a missa da véspera de Natal na Basílica de São Pedro, onde se dirigiu mais uma vez às vítimas da guerra.

“Pensamos nas guerras, nas crianças metralhadas, nas bombas nas escolas e nos hospitais”, disse ele na sua homilia.

O papa obteve uma resposta irada de Israel no fim de semana por condenar a “crueldade” dos ataques de Israel em Gaza que mataram crianças.

Ele deveria entregar sua tradicional bênção do dia de Natal, Urbi et Orbi (à cidade e ao mundo), ao meio-dia de quarta-feira.

Cerca de 700 agentes de segurança estão a ser destacados para o Vaticano e Roma para as celebrações do jubileu, com medidas ainda mais reforçadas após o ataque de sexta-feira com um carro num mercado de Natal na Alemanha.

Grande parte de Roma também passou por uma reforma em preparação, com monumentos como a Fonte de Trevi e a Ponte Sant’Angelo limpos e estradas redesenhadas para melhorar o fluxo do tráfego.

Muitos moradores questionaram como a Cidade Eterna – onde locais importantes já estão superlotados e o transporte público não é confiável – irá lidar com a situação. milhões de visitantes a mais no próximo ano.

Os principais projetos do jubileu só foram concluídos nos últimos dias, após meses de trabalho que transformaram grande parte da cidade em um canteiro de obras.

Ao inaugurar um novo túnel rodoviário na Piazza Pia, próximo ao Vaticano, na segunda-feira, a primeira-ministra Giorgia Meloni disse que foi necessário um “pequeno milagre civil” para concluir o projeto a tempo.

Ao longo dos próximos dias, portas sagradas serão abertas nas três principais basílicas de Roma e nas igrejas católicas de todo o mundo.

Na quinta-feira, o Papa Francisco abrirá uma porta sagrada na prisão de Rebibbia, em Roma, e presidirá uma missa numa demonstração de apoio aos presos.

Organizado pela igreja a cada 25 anos, o jubileu pretende ser um período de reflexão e penitência, e é marcado por uma longa lista de eventos culturais e religiosos, desde missas a exposições, conferências e concertos.

“É a minha primeira vez em Roma e por estar aqui no Vaticano, já me sinto abençoada”, disse Lisbeth Dembele, uma turista francesa de 52 anos que visitou a Praça de São Pedro mais cedo.

O jubileu, cujo lema este ano é “Peregrinos da Esperança”, dirige-se aos quase 1,4 mil milhões de católicos do mundo, mas também pretende atingir um público mais vasto.

As tradições evoluíram desde o primeiro evento desse tipo em 1300, lançado pelo Papa Bonifácio VIII.

Este ano, o Vaticano forneceu aos peregrinos registo online e aplicações telefónicas multilingues para navegar nos eventos.

Jubileu 2025 também tem um mascote chamado Luce (que significa Luz em latim) inspirado em desenhos de anime japoneses.

O evento verá grupos de todo o mundo virem a Roma ao longo de 2025, desde figuras desportivas e empresariais a migrantes, artistas e jovens.

Entre os grupos registrados no site oficial está o grupo LGBTQ italiano La Tenda di Gionata, refletindo o apelo do papa para que a Igreja seja aberta a todos.

Na sua homilia, o Papa disse que o Jubileu era um momento de “renovação espiritual” e de esperança, inclusive para “a nossa mãe Terra, desfigurada pela especulação” e “para os países mais pobres sobrecarregados por dívidas injustas”.

Além dos jubileus regulares a cada 25 anos, a igreja organizou jubileus extraordinários, o mais recente em 2016. O próximo será em 2033 para comemorar a crucificação de Jesus Cristo.



Leia Mais: The Guardian

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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