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Paquistão liberta 190 reféns sequestrados em ataque a trem – 12/03/2025 – Mundo

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Paquistão liberta 190 reféns sequestrados em ataque a trem - 12/03/2025 - Mundo

A operação que o Paquistão iniciou nesta quarta-feira (12) para resgatar o trem sequestrado na véspera por um grupo separatista do Baluchistão, no sudoeste do país, já libertou 190 dos mais de 400 passageiros que estavam no veículo, de acordo com agências de notícias.

Não há informação oficial sobre quantas pessoas permanecem sob poder dos agressores —na terça, o grupo afirmou que estava mantendo 214 reféns.

A AFP atribui a informação sobre o número de resgatados a um funcionário do setor de segurança do país, segundo o qual 30 agressores foram mortos. Os separatistas, usando coletes suicidas, estavam sentados ao lado de reféns, complicando os esforços da operação, segundo a Reuters.

O ataque de terça (11), reivindicado pelo BLA (sigla para Exército de Libertação de Baluchistão), fez dezenas de reféns após cerca de 60 homens armados explodirem parte de uma linha ferroviária nessa empobrecida província com reservas de petróleo e minerais que faz fronteira com o Afeganistão e o Irã.

Um vídeo publicado no aplicativo de mensagens Telegram pelo porta-voz do grupo mostra um trem passando por um desfiladeiro deserto antes de uma explosão na linha férrea lançar uma coluna de fumaça no ar. Em seguida, aparecem imagens de pessoas sendo retiradas do trem. A Reuters não pôde verificar independentemente a autenticidade do material.

Após o trem ser forçado a parar, os agressores teriam atirado contra os vagões, ferindo passageiros.

O número de mortos pelos homens armados é incerto. De acordo com um balanço provisório, três pessoas que estavam no trem morreram durante o ataque —incluindo o maquinista, que teria sofrido ferimentos graves. Um agente de segurança que falou com a Reuters, porém, estimou que pelo menos 11 pessoas, incluindo soldados paramilitares, foram mortos.

O grupo ameaçou começar a executar reféns se as autoridades não atenderem um prazo de 48 horas para a libertação de prisioneiros balochis, ativistas e desaparecidos que, segundo o grupo, foram sequestrados pelo Exército.

“Os camaradas estão derramando seu sangue por você, por esta pátria”, disse um dos combatentes no trem em uma mensagem do Telegram que pedia à população de Baluchistão para se juntar à luta do grupo contra o governo.

Algumas pessoas que conseguiram escapar afirmaram à AFP que precisaram caminhar durante horas pela remota área montanhosa do distrito de Sibi para escapar dos criminosos. “Não tenho palavras para descrever como conseguimos escapar. Foi aterrorizante”, disse à agência Muhamad Bilal, que viajava com sua mãe no trem Jafar Express.

Falando sob anonimato, um policial afirmou à AFP que 80 reféns libertados foram levados à Quetta, capital da província de mesmo nome, com um forte esquema de segurança. Um jornalista da Reuters viu quase 100 caixões vazios chegando na estação ferroviária dessa cidade.

Enquanto visitava os passageiros libertados, o ministro provincial Mir Zahoor Buledi foi confrontado por uma mulher que disse que seu filho estava entre os reféns. “Eu te imploro, por favor traga meu filho de volta”, disse ela. “Por que você não parou os trens se eles não estavam seguros? Se o trem nunca fosse chegar ao seu destino, por que deixá-lo partir?”

Buledi disse aos jornalistas que o governo está trabalhando para reforçar a segurança na região.

A Pakistan Railways, operadora ferroviária estatal do Paquistão, suspendeu os serviços das províncias de Punjab e Sinde para Baluchistão até que as autoridades confirmem que a área está segura, disse a imprensa local nesta quarta.

O trem havia saído da cidade de Sibi às 9h locais desta terça (17h no Brasil) em direção a Peshawar, em uma viagem que duraria mais de 30 horas. O assalto, porém, interrompeu o trajeto quando ela completava quatro horas.

Forças de segurança combatem há décadas os insurgentes desta província. Os grupos rebeldes acusam as autoridades de permitir que estrangeiros explorem seus recursos naturais sem que isso beneficie a população.



Leia Mais: Folha

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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



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Ações de projeto da Ufac previnem violência sexual contra crianças — Universidade Federal do Acre

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Ações de projeto da Ufac previnem violência sexual contra crianças — Universidade Federal do Acre

O projeto de extensão Infância Segura: Prevenção à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, da Ufac, realizado na Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Flaviano Flavio Batista, marcou oficialmente a realização de suas ações no local com a solenidade de descerramento de uma placa-selo, ocorrida na sexta-feira, 6.

O objetivo do projeto é promover a proteção integral da infância por meio de ações educativas, formativas e preventivas junto a escolas, famílias e comunidades. O evento contou com a presença do pró-reitor de Extensão e Cultura em exercício, Francisco Gilvan Martins do Nascimento, professores da escola e uma manhã de recreação com os estudantes.

Entre setembro e dezembro de 2024, o projeto, coordenado pela professora Alcione Maria Groff, desenvolveu sua experiência-piloto na escola, com resultados positivos. A partir disso, recebeu apoio do senador Sérgio Peteção (PSD-AC), que abraçou a causa e garantiu recursos para que mais cinco escolas de Rio Branco sejam contempladas com ações do Infância Segura.

 



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