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Parece não haver limite para quão longe Israel pode ir em seu genocídio em Gaza | Opiniões

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Parece não haver limite para quão longe Israel pode ir em seu genocídio em Gaza | Opiniões

Nós, o povo de Gaza, fomos ameaçados repetidamente. Fomos ameaçados de ser “limpos”, com a morte em massa, com “todo o inferno se soltando”.

O problema é que já passamos pelo inferno. Eu, como dois milhões de outros palestinos em Gaza, sobrevivi ao inferno genocida de 7 de outubro de 2023 a 19 de janeiro de 2025.

Se eu tenho que ser honesto, não sobreviveu ao sair da vida. Não, eu sobrevivi largando o “F” na vida e segurando “mentir”.

Quanto mais eu mentia para mim mesma, mais sustentava minha frágil existência.

Ainda me lembro da primeira mentira que disse a mim mesma. Foi muito antes do genocídio.

Lembro-me de dizer a mim mesma após a agressão israelense de 2008-09 contra Gaza que nunca mais testemunharia algo como essa guerra. Era uma pequena mentira ingênua. Testemunhei a guerra novamente em 2012 e novamente em 2014, e novamente em 2021, e mais uma vez em maio de 2023.

Na noite de 7 de outubro de 2023, abraçei minha mãe quando ela explodiu chorando quando os caças israelenses tocavam indiscriminadamente o todo de Gaza.

Eu escolhi dizer a ela a verdade a ela e a mim mesmo: que este seria o episódio final de nossas vidas miseráveis. Eu senti que ia morrer de uma maneira ou de outra no que deveria seguir. Ela se sentiu da mesma maneira; É por isso que ela estava chorando.

Mas como alguém pode existir na aceitação total da morte iminente? Os seres humanos por natureza querem viver. Então comecei a mentir para mim mesmo novamente.

Logo depois, quando Israel bombardeou o Hospital Batista em 17 de outubro, matando centenas de pessoas, menti. Eu disse a mim mesma que o mundo se levantaria para Gaza e o sol não brilharia em caças israelenses bombardeando Gaza novamente. Foi uma mentira de curta duração. O bombardeio israelense apenas se intensificou, atingindo taxas genocidas.

Quando Israel me deslocou à força em dezembro daquele ano, eu disse a mim mesmo que seria apenas alguns dias e eu voltaria. Quando voltei em maio de 2024, disse a mim mesma que não seria deslocada novamente.

Quando voltei para casa depois do meu sétimo deslocamento forçado em setembro de 2024, Israel havia restrito a entrada de ajuda em Gaza, e eu disse a mim mesma que o mundo não os deixava morrer de fome. Mas isso aconteceu. Durante semanas, minha família e eu sobrevivemos no pão, zaatar e algumas latas de atum que salvamos do nosso tempo sendo deslocadas em al-Mawasi.

Mas, da pior mentira, eu disse a mim mesmo quando a Fase Um do Ceasefire entrou em vigor. “É isso”, eu disse a mim mesmo. “A versão militar do genocídio terminou, porque o que mais Israel pode fazer e que ainda não fez? Passamos por todas as formas de tormento e horror!”

Mas no fundo eu sabia que estava mentindo para mim mesma.

Eu sabia, como tantas pessoas em Gaza, que era uma questão de quando e como Israel retomar o genocídio.

Não demorou muito para termos uma indicação de que estava chegando. Logo após o início do Ramadã, Israel interrompeu a entrada de toda a ajuda, desencadeando outra fome. Duas semanas depois, em vez do pedido de Suhoor, fomos despertados pelo som de grande bombardeio.

Mais de 400 pessoas, incluindo pelo menos 100 crianças, foram massacradas em questão de horas.

Então, agora a questão de quando foi respondida, mas a de como – permanece. Quantas mais crianças matarão Israel para perceber sua chamada vitória “total”? Quanto tempo eles levarão desta vez para “terminar o trabalho”? Quanto horror e miséria teremos que suportar? E como vai terminar desta vez?

Apesar de viver 15 meses da guerra genocida de Israel, não tenho resposta a essas perguntas, porque Israel me surpreende com o quanto o mal tem na loja. Quero dizer, é isso? A fase final do genocídio? Retomando o ataque enquanto bloqueia toda a ajuda e cortando água e eletricidade? Receio que Israel ainda possa ir além.

O governo israelense diz que esta rodada de ataques continuará até que ele recupere seus cativos. Se fosse esse o caso, para que foi o cessar -fogo? Um descanso para os assassinos de todo o assassinato?

Enquanto isso, o mundo está novamente emitindo condenações vazias e não tomando medidas. Isso nos falhou tantas vezes que parei de contar. O mínimo que isso pode fazer é não tomar nossa dor e miséria como garantida, como se tivéssemos nascido nela, como se estivéssemos programados para sofrer o tempo todo.

Fui criado em meio a guerras e sobrevivi a 15 meses de genocídio, e ainda estou surpreso por não ter desenvolvido uma imunidade a temer, dada a grande quantidade de tormento que passei. Ainda tenho medo do que está por vir.

Enquanto enfrento a morte mais uma vez, quero ser sincero comigo mesmo. Quero dizer que mereço uma vida muito melhor do que a que Israel me impôs opressivamente. Eu mereço uma vida chata, sem intercorrências e segura, livre de bombas, fome e perda inimaginável.

Não quero mais mentir, quero viver.

As opiniões expressas neste artigo são do autor e não refletem necessariamente a postura editorial da Al Jazeera.



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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.

A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.

Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.

O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade



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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.

O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.

A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.

Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.

O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.

A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.

Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.

Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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