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Partidos negociam união mesmo após fiascos de federações – 11/01/2025 – Poder
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Ranier Bragon
Partidos à direita e à esquerda debatem desde o ano passado uniões por meio de fusão, incorporação ou federação, apesar dos fracos resultados eleitorais desse último modelo, em vigor desde 2021.
As negociações têm por objetivo ampliar a influência política no Legislativo e no Executivo e também servir, às legendas menores, como um escape ao risco de extinção.
Há atualmente três federações aprovadas em 2022 com vigência até pelo menos o primeiro semestre de 2026: 1) PT, PC do B e PV, 2) PSDB e Cidadania e 3) PSOL e Rede.
Há conversas tanto para alteração da composição dessas federações no ano que vem como para a criação de outras. Paralelamente, partidos discutem fusão e incorporação.
O PSDB, que tem sofrido uma constante desidratação com os últimos resultados eleitorais, protagoniza várias dessas conversas.
A federação com o Cidadania de pouco adiantou, tendo sido a que amargou os piores resultados eleitorais entre as três formadas.
Com isso, o partido discute alterar a atual federação, tendo travado já várias conversas com o Solidariedade, do deputado federal Paulinho da Força (SP), e com o Podemos.
Mais recentemente, integrantes do partido têm mantido negociações para ele se fundir ou ser incorporado ao PSD de Gilberto Kassab ou, como antecipou o jornal O Globo, com o MDB, sigla da qual se desgarrou nos anos 1980 para trilhar caminho solo.
“A gente está demonstrando para eles que há um interesse do MDB como um todo dessa reunificação com o PSDB. Não é uma coisa isolada. A gente tem o mesmo DNA”, disse o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi.
O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) disse que em fevereiro haverá intensificação dessas negociações.
“O PSDB vai construir uma aliança ao centro com forças que estejam dispostas a isso e, por isso, nós temos ampliado as nossas conversas”, afirmou, ressalvando apenas que, se depender dele, não haverá cooptação isolada de quadros do partido.
Embora não cite nomes, a insatisfação é direcionada a Kassab, que nega que esteja agindo dessa forma.
Além das conversas entre o MDB e o PSDB, o partido de Baleia Rossi também avalia uma federação com o PSD para fazer frente a uma possível união de partidos do centrão.
Essa outra superfederação uniria o PP de Arthur Lira (AL) e Ciro Nogueira (PI) ao União Brasil de Davi Alcolumbre (AP) e ao Republicanos de Hugo Motta (PB) —esses dois últimos os respectivos favoritos para comandar Senado e Câmara a partir de fevereiro.
Caso formada, essa federação teria como objetivo unir forças para ter mais influência no Congresso e nos estados, além de ampliar o poder de barganha com o governo federal.
Hoje, os três partidos apadrinham cinco ministros do governo Lula.
Se formada, a federação PP-União-Republicanos terá 153 das 513 cadeiras da Câmara e 17 das 81 do Senado.
Brasília Hoje
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O Congresso aprovou em 2021 a possibilidade de os partidos se unirem em federação, medida tomada à época em resposta à proibição das coligações e ao avanço da chamada cláusula de barreira (ou de desempenho), que visa tirar de circulação legendas com baixo desempenho eleitoral.
Ao se federarem, os partidos são obrigados a atuar em conjunto no Legislativo e nas eleições por ao menos quatro anos.
Em tese, isso eleva a chance de eleição para vagas no Congresso, Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais, já que o atual sistema eleitoral toma como base para a distribuição das vagas a soma de todos os votos dados aos candidatos do partido ou da federação.
Isso também aumenta as chances de partidos pequenos saírem da degola da cláusula de barreira, que corta verbas e propaganda de siglas que não atingirem um desempenho eleitoral mínimo, em uma escala inciada com 1,5% dos votos nacionais para deputado federal em 2018 e que vai chegar a 3% em 2030.
Assim como as demais regras eleitorais e partidárias, as federações fazem parte de um sistema altamente volátil, alvo de sucessivas mudanças ao longo dos anos. Como tal, também podem sofrer alterações até a próxima disputa, em 2026.
Atualmente há 29 partidos políticos em atividade, mas esse número já chegou a 35 e só diminuiu justamente devido à cláusula de barreira, que obrigou legendas a se fundir ou formar federações.
As três uniões criadas serviram, na prática, para manter PC do B, PV, Cidadania e Rede com acesso à propaganda e às verbas de mais de R$ 1 bilhão do fundo partidário, já que, se esses partidos fossem sozinhos para a disputa, não iriam cumprir a cláusula de barreira.
Desde 2018 a cláusula já levou à extinção, seja por fusão ou incorporação, de PPL, PRP, PHS, Pros, PSC, Patriota e PTB.
O desempenho das federações nas urnas, porém, foi negativo ou fraco para a maioria dos partidos que as compõem, exceção para uma leve melhora do PT.
O partido do presidente Lula subiu de 54 deputados federais eleitos em 2018 para 68 em 2022, além de uma modesta recuperação no número de prefeitos eleitos em outubro passado (252 contra 183 de quatro anos antes).
PC do B e PV, porém, mantiveram o baixíssimo desempenho de eleitos para o Congresso e também viram o seu já reduzido número de prefeitos eleitos em 2020 encolher mais ainda em 2024.
Na federação PSOL-Rede, os resultados são similares —ou estagnação em um baixíssimo patamar ou recuo.
A união entre PSDB e Cidadania apresentou os piores resultados. Além dos resultados ruins dos tucanos, o Cidadania encolheu de 8 para 5 deputados federais e de 139 para 33 prefeitos eleitos.
Nos bastidores, dirigentes das siglas menores, em especial do PV e do Cidadania, reclamam dos parceiros afirmando não terem o devido espaço nem na gestão das federações nem na montagem das chapas eleitorais.
Nas eleições municipais de outubro, por exemplo, em vários estados houve embates internos entre as legendas parceiras, em um cenário de federação “apenas no papel” e uma prevalência dos partidos maiores que lideram a união.
Além da discussão sobre mudanças ou a formação de novas federações, há na Câmara quem defenda a alteração das regras de federação e da cláusula de barreira para 2026.
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Exame Nacional de Acesso ENA/Profmat em 2026 — Universidade Federal do Acre
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13 de janeiro de 2026A Coordenação Institucional do Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (PROFMAT/UFAC) divulga a lista de pedidos de matrícula deferidos pela Coordenação, no âmbito do Exame Nacional de Acesso 2026.
LISTA DE PEDIDO DE MATRÍCULA DEFERIDOS
1 ALEXANDRE SANTA CATARINA
2 CARLOS KEVEN DE MORAIS MAIA
3 FELIPE VALENTIM DA SILVA
4 LUCAS NASCIMENTO DA SILVA
5 CARLOS FERREIRA DE ALMEIDA
6 ISRAEL FARAZ DE SOUZA
7 MARCUS WILLIAM MACIEL OLIVEIRA
8 WESLEY BEZERRA
9 SÉRGIO MELO DE SOUZA BATALHA SALES
10 NARCIZO CORREIA DE AMORIM JÚNIOR
Informamos aos candidatos que as aulas terão início a partir do dia 6 de março de 2026, no Bloco dos Mestrados da Universidade Federal do Acre. O horário das aulas será informado oportunamente.
Esclarecemos, ainda, que os pedidos de matrícula serão encaminhados ao Núcleo de Registro e Controle Acadêmico da UFAC, que poderá solicitar documentação complementar.
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Linguagem e Identidade — Universidade Federal do Acre
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12 de janeiro de 2026O programa de pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI) da Ufac chega aos 20 anos com um legado consolidado na formação de profissionais da educação na Amazônia. Criado em 2005 e com sua primeira turma de mestrado iniciada em 2006, o PPGLI passou a ofertar curso de doutorado a partir de 2019. Em 2026, o programa contabiliza 330 mestres e doutores titulados, muitos deles com inserção em instituições de ensino e pesquisa na região.
Os dados mais recentes apontam que 41% dos egressos do PPGLI atuam como docentes na própria Ufac e no Instituto Federal do Acre (Ifac), enquanto 39,4% contribuem com a educação básica. Com conceito 5 na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) no quadriênio 2017-2020, o PPGLI figura entre os melhores da região Norte.
“Ao longo dessas duas décadas, o programa de pós-graduação em Linguagem e Identidade destaca-se pela excelência acadêmica e pela forte relevância social”, disse a reitora Guida Aquino. “Sua trajetória tem contribuído de forma decisiva para a produção científica e cultural, especialmente no campo dos estudos sobre linguagens e identidades, fortalecendo o compromisso da Ufac com formação qualificada, pesquisa e transformação social.”
O coordenador do programa, Gerson Albuquerque, destacou que, apesar de recente no contexto da pós-graduação brasileira, o PPGLI promove uma transformação na educação superior da Amazônia acreana. “Nesses 20 anos, o PPGLI foi responsável não apenas pela formação de centenas de profissionais altamente qualificados, mas por inúmeras outras iniciativas e realizações que impactam diretamente a sociedade.”
Entre essas ações, Gerson citou a implementação de uma política linguística pioneira que possibilitou o ingresso e permanência de estudantes indígenas e de outras minorias linguísticas, além do protagonismo de pesquisadores indígenas em projetos voltados ao fortalecimento de suas culturas e línguas. “As ações do PPGLI transcenderam os limites acadêmicos, gerando impactos sociais, culturais e econômicos significativos”, opinou. “O programa contribui para a construção de uma sociedade mais inclusiva e consciente de sua riqueza linguística e cultural.”
Educação básica, pesquisa e projetos
Sobre a inserção dos egressos na educação básica, Gerson considerou que, embora a formação stricto sensu seja voltada prioritariamente ao ensino superior e à pesquisa, o alcance do PPGLI vai além. “Se analisarmos o perfil de nossos mestres e doutores, 72% atuam em instituições de ensino superior, técnico, tecnológico ou na educação básica. Isso atesta a importância do programa para a Amazônia e para a área de linguística e literatura, uma das que mais forma mestres e doutores no país.”
O professor também destacou a trajetória de 15 egressos que hoje se destacam em instituições de ensino, projetos de extensão e pesquisa, tanto no Brasil quanto no exterior. Para ele, esses exemplos ilustram a diversidade de atuações do corpo formado pelo programa, que inclui professores indígenas, pesquisadores em literatura comparada, especialistas em língua brasileira de sinais (Libras), artistas da palavra, autores de livros, lideranças educacionais e docentes em universidades peruanas.
A produção científica do PPGLI também foi ressaltada pelo coordenador, que apontou os avanços no quadriênio 2021-2024 como reflexo de um projeto acadêmico articulado com os desafios amazônicos. “Promovemos ações de ensino, pesquisa e extensão com foco na diversidade étnica, linguística e cultural. Nossas parcerias internacionais ampliam o alcance do programa sem perder o vínculo com as realidades locais, especialmente as regiões de fronteira com Peru e Bolívia.”
Entre os destaques estão as políticas afirmativas, a produção de material didático bilíngue para escolas indígenas, a inserção em redes de pesquisa e eventos científicos, a publicação de livros e dossiês temáticos e a atuação dos docentes e discentes em comunidades ribeirinhas e florestais.
Para os próximos anos, o desafio, segundo Gerson, é manter e ampliar essas ações. “Nosso foco está no aprimoramento das estratégias de educação inclusiva e no fortalecimento do impacto social do Programa”, afirmou. Para marcar a data, o PPGLI irá realizar um seminário comemorativo no início de fevereiro de 2026, além de uma série de homenagens e atividades acadêmico-culturais ao longo do ano.
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Ufac lança nova versão do SEI com melhorias e interface moderna — Universidade Federal do Acre
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12 de janeiro de 2026A Ufac realizou a solenidade de lançamento da nova versão do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), que passa a operar na versão 5.0.3. A atualização oferece interface mais moderna, melhorias de desempenho, maior segurança e avanços significativos na gestão de documentos eletrônicos. O evento ocorreu nesta segunda-feira, 12, no auditório da Pró-Reitoria de Graduação.
A reitora Guida Aquino destacou a importância da modernização para a eficiência institucional. Ela lembrou que a primeira implantação do SEI ocorreu em 2020, antes mesmo do início da pandemia, permitindo à universidade manter suas atividades administrativas durante o período de restrições sanitárias. “Esse sistema coroou um momento importante da nossa história. Agora, com a versão 5.0, damos mais um passo na economia de papel, na praticidade e na sustentabilidade. Não tenho dúvida de que teremos mais celeridade e eficiência no nosso dia a dia.”
Ela também pontuou que a universidade está entre as primeiras do país a operar com a versão mais atual do sistema e reforçou o compromisso da gestão em concluir o mandato com entregas concretas. “Trabalharei até o último dia para garantir que a Ufac continue avançando. Não fiz da Reitoria trampolim político. Fizemos obras, sim, mas também implementamos políticas. Digitalizamos assentamentos, reorganizamos processos, criamos oportunidades para estudantes e servidores. E tudo isso se comunica diretamente com o que estamos lançando hoje.”
Guida reforçou que a credibilidade institucional conquistada ao longo dos anos é resultado de um esforço coletivo. “Tudo o que fiz na Reitoria foi com compromisso com esta universidade. E farei até o último dia. Continuamos avançando porque a Ufac merece.”
Mudanças e gestão documental
Responsável técnico pela atualização, o diretor do Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI), Jerbisclei de Souza Silva, explicou que a nova versão exigiu mudanças profundas na infraestrutura de servidores e bancos de dados, devido ao crescimento exponencial de documentos armazenados.
“São milhões de arquivos em PDF e externos que exigem processamento, armazenamento e desempenho. A atualização envolveu um trabalho complexo e minucioso da nossa equipe, que fez tudo com o máximo cuidado para garantir segurança e estabilidade”, explicou. Ele ressaltou ainda que o novo SEI já conta com recursos de inteligência artificial e apresentou melhora perceptível na velocidade de navegação.

O coordenador de Documentos Eletrônicos e gestor do SEI, Márcio Pontes, reforçou que a nova versão transforma o sistema em uma ferramenta de gestão documental mais ampla, com funcionalidades como classificação, eliminação e descrição de documentos conforme tabela de temporalidade. “Passamos a ter um controle mais efetivo sobre o ciclo de vida dos documentos. Isso representa um avanço muito importante para a universidade.” Ele informou ainda que nesta quinta-feira, 15, será realizada uma live, às 10h, no canal UfacTV no YouTube, para apresentar todas as novidades do sistema e tirar dúvidas dos usuários.
A coordenação do SEI passou a funcionar em novo endereço: saiu do pavimento superior e agora está localizada no térreo do prédio do Nurca/Arquivo Central, com acesso facilitado ao público. Os canais de atendimento seguem ativos pelo WhatsApp (68) 99257-9587 e e-mail sei@ufac.br.
Também participaram da solenidade o pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; e a pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino.
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