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Passageiros trocam de ônibus em ponto de bloqueio da BR entre AC e RO para seguir viagem

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Por causa do protesto pela volta do transporte escolar rural, na Extrema, em Rondônia (RO), as empresas de ônibus que fazem transporte de passageiros para outros estados com saída de Rio Branco estão fazendo baldeação dos passageiros no local da manifestação.

O bloqueio chegou ao segundo dia nesta quarta-feira (10) no Km 1.042 da BR-364. Os manifestantes fecharam a estrada e pedem a volta do transporte escolar rural e melhorias na via. Apenas veículos pequenos e ambulâncias são liberados para passar pelo bloqueio.

O gerente de uma das empresas, Célio Calixto, explica que a troca está sendo feita após uma conversa com os manifestantes que permitiram a passagem dos passageiros.

“Estamos com uma equipe lá, vários colaboradores que estão fazendo a baldeação. As pessoas têm necessidade de viajar e a gente está dando todas as informações que elas precisam saber, mas não estão deixando de viajar”, disse ao G1.

Calixto explica que, inicialmente, houve filas, mas, após uma conversa, foi permitido que os ônibus se aproximassem para facilitar a troca de um coletivo para o outro.

Marcos Aurélio é o encarregado de uma dessas empresas e contou que a baldeação é feita em uma pequena distância de ao menos 300 metros.

“Eles [passageiros] descem e se encaminham para outro o veículo e nós ficamos responsáveis pelas bagagens. É dessa forma que está sendo feito”, explica.

Além disso, Aurélio revela que são pelo menos sete pessoas da empresa envolvidas nesse processo.

Atrasos e prejuízos

Os atrasos no período de troca variam de 20 a 30 minutos, segundo informou o encarregado. Já a chegada em Porto Velho, pode atrasar em até uma hora e meia.

“Para chegar em Porto Velho, a nossa primeira parada de embarque e desembarque é de mais ou menos uma hora e meia”, explica o gerente.

Calixto diz que toda essa mobilização acaba gerando um custo muito alto para a empresa. “Vamos continuar dessa forma, apesar de a gente ter um gasto a mais. Ainda não conseguimos calcular, mas o prejuízo é real”, pontua.

Viagem tranquila

Apesar de os esforços para fazer a baldeação, a passageira Domingas de Oliveira, de 48 anos, fez o percurso entre Cuiabá (MT) e Rio Branco e não considerou como transtorno a necessidade de mudar de veículo.

“A troca não foi ruim. Foi mais chato porque a gente teve que pegar as malas, ajudar a levar, mas não foi difícil. Não demorou”, contou.

Para Francisca Nascimento, também de 48 anos, que estava prestes a embarcar para Porto Velho na manhã da terça (9), a expectativa é de que dê tudo certo no trajeto.

“Não sabia que a estrada estava fechada até chegar aqui, mas eu acredito que vai dar tudo certo, que vamos chegar lá em paz”, pontuou

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