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Pelo menos 17 mortos em ataque israelense a escola transformada em abrigo em Nuseirat | Guerra Israel-Gaza
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Bethan McKernan in Jerusalem
Pelo menos 17 pessoas, incluindo várias crianças, foram mortas no bombardeio israelense contra uma escola transformada em abrigo no campo de refugiados de Nuseirat, no centro da Faixa de Gaza, disseram médicos no território.
O ataque, o mais recente atentado a bomba contra uma escola que abriga pessoas deslocadas em Gaza, ocorreu no momento em que a rede de televisão do Catar Al Jazeera acusou Israel de transformar os seus jornalistas que reportam do norte de Gaza em alvos depois de os militares israelitas terem afirmado um dia antes que seis repórteres eram membros do Hamas ou da Jihad Islâmica Palestiniana.
Os esforços de resgate ainda estavam em andamento no campo, disse Mahmoud Bassal, porta-voz da agência de defesa civil de Gaza. Os militares israelenses disseram que a escola estava sendo usada como Hamas centro de comando e controle. O ataque de Nuseirat ocorre no momento em que Israel continua uma nova ofensiva no norte de Gaza, que Bassal disse ter matado 770 pessoas desde que começou, em 6 de outubro.
A agência de defesa civil disse na quinta-feira que foi forçada a suspender as operações no norte Gaza depois do que chamou de ameaças dos militares israelenses de “bombardear e matar” equipes de resgate que trabalhavam no campo de Jabaliya, foco da nova ofensiva israelense. Três trabalhadores foram feridos e outros cinco foram presos pelo exército israelense, e o único carro de bombeiros em funcionamento foi destruído por um incêndio de tanque, disse ele.
Um médico foi morto por fogo israelense e outro detido a caminho do trabalho, de acordo com o hospital indonésio, uma das três instalações médicas em dificuldades que ainda operam na área, na quinta-feira.
Israel afirma que a operação é necessária para evitar o reagrupamento do Hamas e nega as alegações de que pretende expulsar as restantes 400 mil pessoas que ainda vivem no terço norte de Gaza. Israel dividiu o território em dois ao construir o corredor Netzarim, que divide a faixa logo ao sul da Cidade de Gaza.
Na quarta-feira, os militares israelitas publicaram documentos que afirmaram ter encontrado em Gaza que provavam que seis jornalistas da Al Jazeera tinham uma filiação militar no Hamas ou na Jihad Islâmica Palestiniana; os documentos não puderam ser verificados imediatamente de forma independente.
Num comunicado divulgado na quinta-feira, a Al Jazeera disse que as acusações de Israel eram “criminosas, draconianas e irresponsáveis” e “parte de um padrão mais amplo de hostilidade”. Vários jornalistas da rede foram mortos por fogo israelita na guerra de Gaza, mortes que os militares israelitas negam terem sido deliberadas.
Israel proibiu a Al Jazeera no início deste ano pelo que chamou de “razões de segurança” e invadiu os seus escritórios na Cisjordânia ocupada.
O programa do Comité para a Proteção dos Jornalistas no Médio Oriente disse no X que as alegações equivaliam a difamar jornalistas palestinianos “com rótulos terroristas infundados”.
As negociações indiretas destinadas a um cessar-fogo e a um acordo de libertação de reféns na guerra em Gaza, mediadas pelos EUA, Qatar e Egito, estão num impasse desde o assassinato em julho de Ismail Haniyeho líder do Hamas e seu principal negociador. Acredita-se que o ataque na capital iraniana, Teerã, tenha sido perpetrado por Israel, embora o país não tenha assumido a responsabilidade.
A comunidade internacional pressionou por um regresso às negociações após a decisão de Israel assassinato este mês do arquitecto dos ataques de 7 de Outubro, Yahya Sinwar. Sinwar, que tinha a palavra final sobre a posição do Hamas nas negociações, bloqueou repetidamente o progresso rumo a um acordo.
O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse após reuniões em Doha com a liderança do Catar na quinta-feira que se esperava que os negociadores israelenses e norte-americanos se reunissem novamente “nos próximos dias”.
Blinken fez mais de uma dúzia de viagens ao Médio Oriente no ano passado, num esforço para acabar com a guerra em Gaza e acalmar as tensões regionais com o Irão e os seus aliados, mas quase sempre saiu de mãos vazias.
O Hamas, que ainda não nomeou o sucessor de Sinwar, disse na quinta-feira que delegações do grupo visitavam a Turquia, o Qatar e a Rússia e estavam em contacto com responsáveis da ONU, do Egipto e do Irão.
Separadamente na quinta-feira, França organizou uma conferência internacional de ajuda ao Líbanomas os esforços diplomáticos para pôr fim à nova guerra terrestre entre Israel e o poderoso grupo libanês Hezbollah ainda não deram frutos.
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Podcast da Ufac entrevista novo reitor Josimar Ferreira — Universidade Federal do Acre
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17 de agosto de 2026O canal UfacTV no YouTube transmitiu ao vivo, na quinta-feira, 13, a estreia da terceira temporada do CapiCast, podcast oficial produzido pela Assessoria de Comunicação da universidade. O episódio inaugural trouxe como convidado o professor Josimar Ferreira, que assumiu a Reitoria da instituição para o quadriênio 2026-2030, em uma entrevista conduzida pela apresentadora e assessora de Comunicação Nattércia Damasceno. A solenidade oficial de transmissão de cargo será na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.
Com a temática geral “Ufac em Perspectiva: Floresta, Conhecimento, Futuro”, a nova temporada busca debater o papel da universidade na transformação social e no desenvolvimento regional, integrando a produção acadêmica à preservação ambiental e às demandas da comunidade acreana.
Durante a conversa, o novo reitor relembrou sua trajetória acadêmica iniciada em 1997, quando ingressou no curso de Agronomia como filho de produtores rurais e enfrentou os desafios do ensino superior na época, como a escassez de transporte e de bolsas de estudo. “Estar no cargo de reitor me faz refletir isso, porque eu sei de onde vim, como se diz, o chão de fábrica, um filho de um produtor rural que, graças ao processo educacional, chega ao maior posto da sua casa.”
Ao tratar das prioridades para os primeiros cem dias de gestão, Josimar antecipou medidas voltadas à reestruturação de serviços e ao diálogo com a comunidade. O primeiro ato administrativo a ser submetido ao Conselho Universitário (Consu) será a revogação das reuniões virtuais, garantindo o retorno das sessões presenciais dos colegiados.
O plano de ação inicial também inclui a retomada dos serviços de xerox para alunos e docentes, o estudo para implantação de reconhecimento facial nas catracas do Restaurante Universitário e o foco na conclusão de obras pendentes, como a passarela da Medicina Veterinária e as instalações do Colégio de Aplicação.
Outro tema abordado foi o compromisso com a inclusão e a equidade. O gestor anunciou que proporá ao Consu a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, estrutura planejada para centralizar e fortalecer as políticas voltadas aos estudantes indígenas, ao Núcleo de Apoio à Inclusão e aos observatórios sociais da instituição.
Por fim, o fortalecimento da comunicação pública foi apontado como peça-chave para romper os muros da academia e levar o conhecimento científico diretamente à sociedade.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac — Universidade Federal do Acre
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12 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com os novos pró-reitores da administração superior para marcar o início da gestão do quadriênio 2026-2030 e tratar das primeiras ações e prioridades a serem tomadas na universidade. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 12, na Reitoria, campus-sede. A sessão solene pública de transmissão de cargo da Reitoria será realizada na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.
Josimar afirmou que a eficiência na aplicação dos recursos e a austeridade estarão entre os princípios da gestão. Hoje ele também se reúne com as equipes das áreas de planejamento e administração para avaliar o orçamento disponível para execução das atividades até o fim do ano. “Esse é um princípio que adotamos desde o primeiro dia”, afirmou.
Entre as primeiras medidas anunciadas está a retomada das reuniões presenciais dos conselhos universitários. Segundo o reitor, a mudança será implementada já nesta primeira semana de gestão.
Outra ação prevista é a criação de uma nova pró-reitoria, voltada a ações afirmativas, equidade, gênero e inclusão. De acordo com Josimar, a proposta é colocar essas políticas no centro da estrutura administrativa da universidade e ampliar sua atuação nas políticas acadêmicas.
A nova gestão também dará continuidade ao processo de realização do vestibular do curso de Medicina. O reitor informou que a Ufac já garantiu recursos e iniciará a fase de contratação da empresa responsável pelo certame. A previsão é que as provas sejam aplicadas nas cinco regionais do Acre, com manutenção do bônus regional.
A interiorização também está entre as prioridades apresentadas. A gestão pretende iniciar discussões sobre a ampliação da presença permanente da universidade no interior, incluindo a regional do Purus, em Sena Madureira, e a região de Tarauacá e Envira.
Josimar destacou ainda a intenção de ampliar a aproximação da Ufac com diferentes setores da sociedade. “Queremos aproximar a relação com a sociedade, com o serviço, com o comércio, com a indústria, e com isso fortalecer o nosso tripé, o ensino, a pesquisa e a extensão.”
Integram a nova administração superior a vice-reitora Almecina Balbino; a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Aline Nicolli; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Souza; o pró-reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Thiago Lima; e o pró-reitor de Administração, Tone Roca.
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Proaes lança plataforma para cadastro da assistência estudantil — Universidade Federal do Acre
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12 de agosto de 2026A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes), da Ufac, oficializou o lançamento do Cadastro da Assistência Estudantil (Caes) nessa terça-feira, 11. A nova plataforma digital foi desenvolvida para reformular o processo de seleção de bolsas e auxílios financeiros da instituição, com o objetivo de reduzir a burocracia, otimizar o fluxo socioeconômico e ampliar o acesso dos acadêmicos aos programas de permanência universitária.
A plataforma já está disponível para acesso e o preenchimento do cadastro poderá ser realizado ao longo do ano de 2026. A transição completa do fluxo de seleção para o novo ambiente digital será concluída para ter validade nos editais previstos para o ano letivo de 2027.
O sistema apresenta interface que se adapta, permitindo o preenchimento e acompanhamento das etapas diretamente por dispositivos móveis, como celulares e tablets. Outra mudança estrutural do Caes é a otimização do formulário socioeconômico, que teve sua extensão reduzida de 14 para 9 páginas. O documento passa a ser pré-preenchido de forma automática com dados cadastrais já existentes nas bases de dados integradas da Ufac, evitando a inserção repetitiva de informações pessoais pelos discentes.
O modelo operacional introduz a aprovação prévia do cadastro socioeconômico, que terá validade mínima de dois anos. Com a homologação efetuada pela equipe de assistentes sociais da Proaes, o estudante integrará um banco de dados unificado, ficando apto a diferentes modalidades de auxílios e bolsas por meio de uma manifestação de interesse digital, sem a necessidade de reapresentar a documentação completa a cada novo edital lançado. Apenas modalidades específicas que demandem comprovações complementares, como o auxílio-creche, exigirão anexos pontuais.
O desenvolvimento da ferramenta durou aproximadamente dez meses e foi viabilizado por uma cooperação técnica entre a Proaes, o projeto WebAcademy, sob coordenação do professor Daricélio Moreira, o Núcleo de Tecnologia da Informação e o corpo de assistentes sociais da universidade, que atuaram na especificação das regras de negócio do software. Três acadêmicos selecionados via edital atuaram diretamente na programação e construção do sistema.
“O Cadastro da Assistência Estudantil vai trazer uma redução na burocracia e a possibilidade de melhorar o acesso dos estudantes aos benefícios da Proaes”, disse o pró-reitor de Assuntos Estudantis, Isaac Dayan. “Temos vários aspectos que ajudam o estudante a ter uma melhor experiência na hora de concorrer, como uma interface intuitiva e a redução da quantidade de páginas do formulário. Acreditamos que será um grande avanço na política de assistência estudantil.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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