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Pelo menos 27 pessoas mortas e dezenas resgatadas após dois naufrágios na Tunísia | Notícias sobre migração
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Todas as vítimas e os resgatados eram provenientes de países da África Subsaariana, afirma o diretor da proteção civil em Sfax.
Pelo menos 27 pessoas, incluindo mulheres e crianças, morreram e outras 83 foram resgatadas depois que dois barcos viraram ao largo da Tunísia, disse a Guarda Nacional do país.
Os barcos afundaram-se nas águas ao largo da cidade de Sfax, um ponto de partida frequentemente utilizado por migrantes irregulares e refugiados que procuram viajar para a Europa.
Os dois barcos improvisados partiram “na noite de 31 de dezembro para 1º de janeiro”, disse um oficial da Guarda Nacional Tunisina à AFP na quinta-feira, sob condição de anonimato.
A Guarda Nacional, que supervisiona a Guarda Costeira tunisina, disse que um bebê estava entre os mortos.
Todas as vítimas e os resgatados eram de países da África Subsaariana, disse Ziad al-Sidiri, diretor da proteção civil em Sfax, num comunicado de imprensa na quinta-feira.
Al-Sidiri acrescentou que 15 dos sobreviventes foram transferidos para o hospital para receber os primeiros socorros, enquanto os corpos dos que morreram foram entregues à Guarda Costeira tunisina, que os transportará para o departamento forense local.
As buscas pelas pessoas desaparecidas restantes a bordo ainda estão em andamento.
No mês passado, a Guarda Costeira tunisina recuperou os corpos de cerca de 30 outras pessoas em dois incidentes distintos, depois de o seu barco ter afundado enquanto navegavam. em direção à Europa.
O Fórum Tunisino para os Direitos Económicos e Sociais (FTDES) também observou que “entre 600 e 700” pessoas morreram ou desapareceram em naufrágios ao largo da Tunísia em 2024, em comparação com mais de 1.300 em 2023.
A rota de migração marítima entre África e a Europa é uma das mais perigosas do mundo, com quase 24.500 pessoas desaparecendo ou morrendo no Mediterrâneo central desde 2014, segundo a Organização Internacional para as Migrações.
A maioria dessas mortes ocorreu em barcos que partiram da Líbia e da Tunísia.
Nos últimos anos, a Tunísia substituiu a Líbia como principal ponto de partida tanto para os tunisianos como para as pessoas de outros lugares que procuram uma vida melhor na Europa.
A União Europeia atingiu um ponto de migração e desenvolvimento acordo com a Tunísia em 2023 no valor de 255 milhões de euros (262 milhões de dólares), que visava reforçar a capacidade da Tunísia de impedir que os barcos saíssem das suas costas. O acordo levou a um aumento na intercepção de barcos nas águas ao largo do país do Norte de África.
Os organismos de defesa dos direitos humanos e as missões de salvamento no Mediterrâneo condenado o acordo e questionou como ele protegerá os vulneráveis.
Em outubro de 2024, o Provedor de Justiça da UE disse que a Comissão Europeia não publicou “qualquer informação” relacionada com os riscos que identificou antes de assinar o acordo.
“Também é impossível ignorar, neste contexto, os relatórios profundamente perturbadores que continuam a surgir sobre a situação dos direitos humanos na Tunísia, nomeadamente no que diz respeito ao tratamento dos migrantes”, afirmou o Provedor de Justiça.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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