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Pelo menos 42 palestinos mortos enquanto Israel intensifica ataques em Gaza | Notícias

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Os médicos dizem que um ataque de drone israelense matou Ahmed al-Kahlout, chefe da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Kamal Adwan.

Pelo menos 42 palestinos foram mortos em ataques israelenses em Gaza, segundo fontes médicas.

Vinte e quatro pessoas foram mortas em ataques israelenses em Nuseirat, no centro de Gaza, um dos oito campos de refugiados de longa data do enclave, disseram fontes à Al Jazeera na sexta-feira.

Um ataque aéreo israelense matou pelo menos 10 palestinos em uma casa em Beit Lahiya, no norte da Faixa de Gaza, na sexta-feira, disseram médicos.

Outros foram mortos nas áreas norte e sul do enclave, acrescentaram os médicos.

Os militares israelenses disseram na quinta-feira que suas forças continuavam a “atacar alvos terroristas como parte da atividade operacional na Faixa de Gaza”.

Tanques israelenses entraram nas áreas norte e oeste de Nuseirat na quinta-feira.

Alguns tanques retiraram-se das áreas do norte na sexta-feira, mas permaneceram activos nas partes ocidentais do campo, informou a agência de notícias Reuters.

A Defesa Civil Palestina disse que as equipes não conseguiram responder aos pedidos de socorro dos residentes presos em suas casas.

Dezenas de palestinos deslocados retornaram na sexta-feira às áreas onde o exército havia recuado para verificar os danos às suas casas. Médicos e familiares cobriram cadáveres, inclusive de mulheres, que jaziam na estrada com cobertores ou mortalhas brancas e os levaram em macas.

Médicos disseram que um ataque de drone israelense morto Ahmed al-Kahlout, chefe da Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Kamal Adwan em Beit Lahiya, no extremo norte de Gaza, onde as forças terrestres israelitas operam desde o início de Outubro.

O Hospital Kamal Adwan é uma das três instalações médicas no extremo norte de Gaza que mal funcionam atualmente devido à escassez de suprimentos médicos, de combustível e de alimentos.

A maior parte do seu pessoal médico foi detida ou expulsa pelo exército israelita, dizem autoridades de saúde.

O exército israelita disse que as suas forças que operam em Beit Lahiya, Beit Hanoon e Jabalia desde 5 de Outubro visam impedir que os combatentes do Hamas se reagrupem e realizem ataques a partir dessas áreas.

Os residentes acusaram o exército de despovoar as cidades de Beit Lahiya e Beit Hanoon, bem como o campo de refugiados de Jabalia.

Três mortos em debandada de padaria

Separadamente, duas crianças e uma mulher morreram esmagadas na sexta-feira, enquanto uma multidão de palestinos se empurrava para conseguir pão numa padaria em Gaza, em meio ao agravamento da crise alimentar no território devastado pela guerra, segundo médicos em Gaza.

Os corpos de duas meninas de 13 e 17 anos e de uma mulher de 50 anos foram levados para o Hospital dos Mártires de Al-Aqsa, em Deir el-Balah, no centro de Gaza, onde um médico confirmou que morreram sufocados devido à aglomeração no local. -Padaria Banna.

Entretanto, as autoridades israelitas libertaram cerca de 30 palestinianos que tinham detido nos últimos meses durante a ofensiva em Gaza.

Os liberados chegaram a um hospital no sul de Gaza para exames médicos, disseram os médicos.

Os palestinianos libertados, detidos durante a guerra, queixaram-se de maus-tratos e tortura na detenção israelita depois de terem sido libertados. Israel nega tortura.

Meses de esforços para negociar um cessar-fogo em Gaza produziram poucos progressos e as negociações estão agora suspensas.

Um cessar-fogo no conflito entre Israel e o Hezbollah do Líbano, um aliado do Hamas, entrou em vigor antes do amanhecer de quarta-feira, interrompendo as hostilidades que aumentaram acentuadamente nos últimos meses e ofuscaram o conflito em Gaza.

O ataque de Israel a Gaza matou pelo menos 44.363 pessoas, a maioria mulheres e crianças, desde Outubro de 2023, segundo autoridades de saúde palestinianas.

Israel lançou a sua guerra contra Gaza depois de o Hamas ter liderado um ataque ao sul de Israel em 7 de Outubro de 2023, matando pelo menos 1.139 pessoas e capturando aproximadamente 250 outras como cativas.



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard - interna.jpg

Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio-interna.jpg

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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