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Pelosi diz que não houve ampla rejeição aos democratas – 09/11/2024 – Mundo

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Victor Lacombe

A principal cardeal do Partido Democrata, a deputada e ex-presidente da Câmara dos Representantes Nancy Pelosi, disse em entrevista ao jornal The New York Times publicada neste sábado (9) que a campanha da vice-presidente Kamala Harris “fez um excelente trabalho” e insistiu que não houve uma rejeição generalizada do eleitor americano ao seu partido.

“Não aceito isso. Não sabemos qual será o resultado na Câmara [a apuração ainda não terminou], mas entenda isso: esse grande ataque, esse mapa vermelho [cor dos republicanos] dos EUA —perdemos apenas dois assentos, talvez três. Foi uma grande recuperação”, disse a deputada, reeleita agora para seu 20º mandato na Casa, representando a Califórnia.

Essa é a primeira entrevista mais longa concedida à imprensa por Pelosi, figura central na articulação da desistência de Joe Biden, após a vitória do republicano Donald Trump por uma margem confortável no Colégio Eleitoral (até aqui, o ex-presidente venceu seis dos sete estados-pêndulo). Os dados mostram ainda que os democratas perderam apoio de parcelas da sociedade americana onde mais tinham força —como o eleitorado negro e latino, por exemplo.

Na entrevista, entretanto, Pelosi discorda veementemente da tese de que a classe operária abandonou o Partido Democrata. A figura mais proeminente a fazer essa afirmação até aqui foi o senador esquerdista Bernie Sanders, reeleito para o Senado como independente.

Em nota divulgada na última quarta-feira (6), Bernie escreveu: “Um Partido Democrata que abandonou os trabalhadores não deveria ficar surpreso de ter sido agora abandonado por eles. Enquanto a liderança democrata defende o status quo, os americanos têm raiva e querem mudança. E eles estão certos”.

Questionada diretamente sobre a fala de Bernie, Pelosi disse ao New York Times discordar completamente do senador. “Fico desconfortável com quem diz agora que abandonamos a classe trabalhadora. Não, não abandonamos. Nós somos o partido dos trabalhadores, o partido chão de fábrica. Por isso estamos com uma eleição acirrada na Câmara em um ano no qual os republicanos foram tão bem sucedidos.

Em resposta, a jornalista pergunta por que, então, tantos eleitores de baixa renda votaram em Donald Trump, ao que Pelosi diz haver questões culturais que também movimentam as pessoas. “Armas, Deus e gays, essas são as questões”, afirmou, em referência a algumas das principais pautas da direita americana: a defesa do armamento, a religião, representada na oposição ao aborto, e a hostilidade contra pessoas LGBTQIA+.

“Isso faz parte disso, mas não explica por completo. É difícil de entender por que alguém votaria em Trump, uma pessoa que sempre defendeu os ricos”, acrescentou.

Em outro momento, Pelosi disse não acreditar que qualquer análise das eleições deva falar de fraquezas de Kamala como candidata. “Ela deu esperança às pessoas, criou muita animação.” A deputada, como havia dito na última quinta (7), lamentou mais uma vez a saída tardia de Biden da corrida eleitoral.

“Pensávamos que haveria um processo de primárias [competição interna para decidir o candidato do partido à Casa Branca]. A expectativa era essa. E acho que Kamala iria bem e teria se fortalecido. Mas não sabemos disso. E, uma vez que o presidente apoiou Kamala imediatamente, tornou-se impossível realizar primárias.” Na época da desistência do presidente, a imprensa americana havia relatado que seu apoio instantâneo a Kamala desagradou cardeais do partido, como Barack Obama e a própria Pelosi.

A deputada também foi questionada sobre a insistência da campanha de Kamala em retratar Trump como um perigo para a democracia na esperança de que isso convencesse eleitores moderados a evitá-lo —algo que não se concretizou.

Quando a jornalista pergunta se os americanos não se importaram com esse argumento, Pelosi respondeu: “Você vai ter que perguntar e eles. Mas o que eu escuto eles dizendo é: ‘a democracia americana é muito forte, ela pode suportar qualquer coisa’. Bem, espero que eles estejam certos”.



Leia Mais: Folha

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



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