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‘Perdemos tantos’: Gaza espera cautelosamente pelo cessar-fogo enquanto os bombardeios continuam | Notícias do conflito Israel-Palestina

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Deir el-Balah, Faixa de Gaza, Palestina – Os palestinos na Faixa de Gaza acordaram na quinta-feira ao som de novos bombardeios, acrescentando apreensão à alegria que sentiram com a notícia de que um cessar-fogo havia sido acordado entre Israel e o grupo palestino Hamas na noite anterior.

Eles esperam que esse anúncio signifique o fim da guerra de 15 meses em Israel, que já matou mais de 46.700 palestinos e deixou milhares de desaparecidos. Mas as suas memórias da guerra não desaparecerão tão cedo.

Em Deir el-Balah, no centro de Gaza, muitas pessoas são deslocadas de outras áreas do enclave depois de fugirem das suas casas na sequência de ataques israelitas ou de ordens israelitas para partirem ou enfrentarem bombardeamentos.

Eles lutaram para sobreviver. Muitos perderam os seus entes queridos e sentem-se sortudos por estarem vivos. Mas o que vem a seguir ainda é desconhecido. E com a devastação em Gaza tão evidente e Israel aparentemente não disposto a deixar o território em paz, muitas armadilhas aguardam no futuro.

A Al Jazeera conversou com as pessoas em Deir el-Balah um dia após o anúncio do cessar-fogo na quarta-feira, enquanto aguardam sua implementação no domingo. Aqui está o que eles tinham a dizer:

Mais trauma ainda está por vir

Nahed al-Wer (Abdelhakim Abu Riash/Al Jazeera)

Nahed al-Wer é um psiquiatra deslocado com a sua família do campo de refugiados de Bureij no início da guerra, depois da sua casa ter sido destruída. Ele agora trabalha na clínica Deir el-Balah e também é voluntário em seu próprio tempo para atender pessoas que buscam ajuda psicológica para os traumas pelos quais passaram durante a guerra.

É muito bom. Estamos tão felizes. Parece que é Eid. Esperamos que esse sentimento permaneça para sempre e que não vejamos mais derramamento de sangue. Esperamos não ver isso novamente e não teremos que viver essa experiência novamente. Todos nós perdemos pessoas. Perdi meu irmão, meu sobrinho, meu outro sobrinho e mais um parente.

Estou preocupado que nos próximos dias veremos mais escalada. Esta é a natureza dos políticos israelitas. Antes de assinar um cessar-fogo ou antes de um cessar-fogo entrar em vigor, eles tentam continuamente aumentar cada vez mais a matança. O ritmo da matança se intensifica. Em 2014, no último dia da guerra, perdi a minha irmã e os seus filhos.

Ainda existe uma grande preocupação de que a liderança israelita possa voltar atrás nos acordos, e o ritmo dos assassinatos aumentou nos últimos dois ou três dias, por isso rezo a Deus para que isso não aconteça.

Depois da guerra, haverá um grande número de pessoas que sofrerão de condições psicológicas muito difíceis – devido a tensões e fobias e aos medos que viveram. É possível que essas condições e a fadiga psicológica piorem e evoluam para além da depressão.

Deve haver tratamento para essas pessoas. Há poucos dias, tive o caso de uma senhora idosa cujo filho faleceu. Ela sofria de graves problemas de saúde mental e iniciou sessões de psiquiatria para ajudar em sua situação.

‘Perdemos muitas pessoas queridas e preciosas’

Yasmeen Al-Helo
Yasmeen al-Helo (Abdelhakim Abu Riash/Al Jazeera)

Yasmeen al-Helo é mãe de um filho originário de Shujayea, um subúrbio da cidade de Gaza. Ela foi deslocada para Deir el-Balah há um ano.

Honestamente, meus sentimentos são indescritíveis. Foi uma alegria muito grande, chorei e fiquei feliz ao mesmo tempo. Chorei pelas coisas que aconteceram conosco. Não foi fácil e há muita tristeza. O coração das pessoas está ferido. A experiência foi um fardo pesado e muito difícil.

Perdemos pessoas. Alguns estão desaparecidos, alguns foram levados pela ocupação (israelense) e alguns foram martirizados. Geralmente, estou feliz porque o derramamento de sangue e a violência vão parar, mas, ao mesmo tempo, estou triste porque perdemos muitas pessoas queridas e preciosas. Mas aconteceu, e tudo que você pode fazer é orar a Deus.

Se Deus quiser, o cessar-fogo não entrará em colapso e continuará desta vez. Honestamente, eu teria preferido um cessar-fogo imediato porque estes dois dias difíceis foram piores do que todo o ano passado. Querem intensificar os bombardeios e a loucura que estão cometendo.

Esperança de tratamento no exterior

Mohammed al-Mudawwi sentado em uma cadeira de rodas do lado de fora de uma tenda
Mohammed al-Mudawi (Abdelhakim Abu Riash/Al Jazeera)

Mohammed al-Mudawwi estava recebendo fisioterapia para uma lesão na coluna que paralisou suas pernas no Hospital al-Amal em Khan Younis quando disse que foi levado pelas forças israelenses e acusado de envolvimento nos ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, em sul de Israel, o que ele nega. Ele explica que esteve detido em janeiro de 2024 durante cerca de um mês, durante o qual foi espancado.

O tratamento foi muito ruim. Como resultado da negligência médica, desenvolvi úlceras. Eu não tinha permissão para me mover. Quando me deitavam do lado direito ou do lado esquerdo, não me viravam e desenvolvi úlceras por causa disso. Minhas mãos ficaram azuis devido à pressão constante das algemas.

Minha saúde piorou com a falta de nutrição. Eles não nos alimentaram. Estávamos com os olhos vendados. Não tínhamos ideia do que eles estavam nos fazendo beber. Eles até cortaram meus pés para ver se eu conseguia senti-los ou não. Quando comecei a sangrar, não tive cuidado de fazer curativo. Espero que, como sou deficiente, possa agora ser encaminhado para tratamento no estrangeiro.

Agora estou otimista e esperançoso por causa do cessar-fogo. Ontem foi a primeira vez que ri desde o início da guerra. Este momento é maravilhoso, principalmente para meus filhos. Deus tenha piedade das almas dos mártires.

‘Nunca seremos capazes de esquecer’

Saleh Aljafarawi sorri para a câmera e posa com o sinal da vitória
Saleh Aljafarawi (Abdelhakim Abu Riash/Al Jazeera)

Saleh Aljafarawi é um jornalista de 27 anos que foi deslocado do norte de Gaza durante a guerra. Tornou-se conhecido em Gaza pelos seus vídeos que cobrem a guerra e diz ter recebido inúmeras ameaças de Israel pelo seu trabalho.

Foi uma experiência ruim, uma das piores que já vivi na minha vida. Todas as cenas e situações pelas quais passei nesses 467 dias não serão apagadas da minha memória. Todas as situações que enfrentamos, nunca poderemos esquecê-las.

Mas os sentimentos de alegria hoje com o fim desta guerra fazem-nos esquecer – mesmo que ligeiramente – o que vivemos. Que Deus mantenha a segurança e a proteção para nós na Faixa de Gaza. Depois do fim da guerra, regressaremos ao norte da Faixa de Gaza, mesmo que as nossas casas sejam destruídas e não reste nada delas. Se Deus quiser, nós os reconstruiremos.

Pagamos um preço alto nesta guerra. Perdemos nossos colegas, perdemos nossas famílias, perdemos nossos amigos. Fomos privados das coisas mais simples que você possa imaginar. Ficamos privados de estar com nossas famílias por 467 dias.

Honestamente, vivi com medo durante cada segundo, especialmente depois de ouvir o que a ocupação israelita dizia sobre mim. Eu estava vivendo a vida segundo a segundo, sem saber o que o próximo segundo traria.

Ainda faltam dois dias (até o cessar-fogo) e espero que Deus facilite as coisas para nós.



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Podcast da Ufac entrevista novo reitor Josimar Ferreira — Universidade Federal do Acre

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O canal UfacTV no YouTube transmitiu ao vivo, na quinta-feira, 13, a estreia da terceira temporada do CapiCast, podcast oficial produzido pela Assessoria de Comunicação da universidade. O episódio inaugural trouxe como convidado o professor Josimar Ferreira, que assumiu a Reitoria da instituição para o quadriênio 2026-2030, em uma entrevista conduzida pela apresentadora e assessora de Comunicação Nattércia Damasceno. A solenidade oficial de transmissão de cargo será na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.

Com a temática geral “Ufac em Perspectiva: Floresta, Conhecimento, Futuro”, a nova temporada busca debater o papel da universidade na transformação social e no desenvolvimento regional, integrando a produção acadêmica à preservação ambiental e às demandas da comunidade acreana.

Durante a conversa, o novo reitor relembrou sua trajetória acadêmica iniciada em 1997, quando ingressou no curso de Agronomia como filho de produtores rurais e enfrentou os desafios do ensino superior na época, como a escassez de transporte e de bolsas de estudo. “Estar no cargo de reitor me faz refletir isso, porque eu sei de onde vim, como se diz, o chão de fábrica, um filho de um produtor rural que, graças ao processo educacional, chega ao maior posto da sua casa.”

Ao tratar das prioridades para os primeiros cem dias de gestão, Josimar antecipou medidas voltadas à reestruturação de serviços e ao diálogo com a comunidade. O primeiro ato administrativo a ser submetido ao Conselho Universitário (Consu) será a revogação das reuniões virtuais, garantindo o retorno das sessões presenciais dos colegiados.

O plano de ação inicial também inclui a retomada dos serviços de xerox para alunos e docentes, o estudo para implantação de reconhecimento facial nas catracas do Restaurante Universitário e o foco na conclusão de obras pendentes, como a passarela da Medicina Veterinária e as instalações do Colégio de Aplicação.

Outro tema abordado foi o compromisso com a inclusão e a equidade. O gestor anunciou que proporá ao Consu a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, estrutura planejada para centralizar e fortalecer as políticas voltadas aos estudantes indígenas, ao Núcleo de Apoio à Inclusão e aos observatórios sociais da instituição.

Por fim, o fortalecimento da comunicação pública foi apontado como peça-chave para romper os muros da academia e levar o conhecimento científico diretamente à sociedade.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac — Universidade Federal do Acre

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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac-reitor-e-vice.jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com os novos pró-reitores da administração superior para marcar o início da gestão do quadriênio 2026-2030 e tratar das primeiras ações e prioridades a serem tomadas na universidade. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 12, na Reitoria, campus-sede. A sessão solene pública de transmissão de cargo da Reitoria será realizada na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.

Josimar afirmou que a eficiência na aplicação dos recursos e a austeridade estarão entre os princípios da gestão. Hoje ele também se reúne com as equipes das áreas de planejamento e administração para avaliar o orçamento disponível para execução das atividades até o fim do ano. “Esse é um princípio que adotamos desde o primeiro dia”, afirmou.

Entre as primeiras medidas anunciadas está a retomada das reuniões presenciais dos conselhos universitários. Segundo o reitor, a mudança será implementada já nesta primeira semana de gestão.

Outra ação prevista é a criação de uma nova pró-reitoria, voltada a ações afirmativas, equidade, gênero e inclusão. De acordo com Josimar, a proposta é colocar essas políticas no centro da estrutura administrativa da universidade e ampliar sua atuação nas políticas acadêmicas.

A nova gestão também dará continuidade ao processo de realização do vestibular do curso de Medicina. O reitor informou que a Ufac já garantiu recursos e iniciará a fase de contratação da empresa responsável pelo certame. A previsão é que as provas sejam aplicadas nas cinco regionais do Acre, com manutenção do bônus regional.

A interiorização também está entre as prioridades apresentadas. A gestão pretende iniciar discussões sobre a ampliação da presença permanente da universidade no interior, incluindo a regional do Purus, em Sena Madureira, e a região de Tarauacá e Envira.

Josimar destacou ainda a intenção de ampliar a aproximação da Ufac com diferentes setores da sociedade. “Queremos aproximar a relação com a sociedade, com o serviço, com o comércio, com a indústria, e com isso fortalecer o nosso tripé, o ensino, a pesquisa e a extensão.”

Integram a nova administração superior a vice-reitora Almecina Balbino; a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Aline Nicolli; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Souza; o pró-reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Thiago Lima; e o pró-reitor de Administração, Tone Roca.

 



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Proaes lança plataforma para cadastro da assistência estudantil — Universidade Federal do Acre

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Proaes lança plataforma para cadastro da assistência estudantil-i.jpg

A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes), da Ufac, oficializou o lançamento do Cadastro da Assistência Estudantil (Caes) nessa terça-feira, 11. A nova plataforma digital foi desenvolvida para reformular o processo de seleção de bolsas e auxílios financeiros da instituição, com o objetivo de reduzir a burocracia, otimizar o fluxo socioeconômico e ampliar o acesso dos acadêmicos aos programas de permanência universitária.

A plataforma já está disponível para acesso e o preenchimento do cadastro poderá ser realizado ao longo do ano de 2026. A transição completa do fluxo de seleção para o novo ambiente digital será concluída para ter validade nos editais previstos para o ano letivo de 2027.

O sistema apresenta interface que se adapta, permitindo o preenchimento e acompanhamento das etapas diretamente por dispositivos móveis, como celulares e tablets. Outra mudança estrutural do Caes é a otimização do formulário socioeconômico, que teve sua extensão reduzida de 14 para 9 páginas. O documento passa a ser pré-preenchido de forma automática com dados cadastrais já existentes nas bases de dados integradas da Ufac, evitando a inserção repetitiva de informações pessoais pelos discentes.

O modelo operacional introduz a aprovação prévia do cadastro socioeconômico, que terá validade mínima de dois anos. Com a homologação efetuada pela equipe de assistentes sociais da Proaes, o estudante integrará um banco de dados unificado, ficando apto a diferentes modalidades de auxílios e bolsas por meio de uma manifestação de interesse digital, sem a necessidade de reapresentar a documentação completa a cada novo edital lançado. Apenas modalidades específicas que demandem comprovações complementares, como o auxílio-creche, exigirão anexos pontuais.

O desenvolvimento da ferramenta durou aproximadamente dez meses e foi viabilizado por uma cooperação técnica entre a Proaes, o projeto WebAcademy, sob coordenação do professor Daricélio Moreira, o Núcleo de Tecnologia da Informação e o corpo de assistentes sociais da universidade, que atuaram na especificação das regras de negócio do software. Três acadêmicos selecionados via edital atuaram diretamente na programação e construção do sistema.

“O Cadastro da Assistência Estudantil vai trazer uma redução na burocracia e a possibilidade de melhorar o acesso dos estudantes aos benefícios da Proaes”, disse o pró-reitor de Assuntos Estudantis, Isaac Dayan. “Temos vários aspectos que ajudam o estudante a ter uma melhor experiência na hora de concorrer, como uma interface intuitiva e a redução da quantidade de páginas do formulário. Acreditamos que será um grande avanço na política de assistência estudantil.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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