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Pesquisa regional é (metade) da solução – DW – 15/01/2025

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O que você precisa saber

  • Resistência aos antibióticos está a aumentar a nível mundial e são necessários novos medicamentos para superar os perigos dos micróbios que escapam aos tratamentos essenciais.
  • Os países de rendimento médio e baixo estão ameaçados por algumas das bactérias mais resistentes.
  • O desenvolvimento local de medicamentos pode ter um benefício adicional para os resultados de saúde global.

Há uma extrema necessidade de novos antibióticos em meio ao crescimento resistência antimicrobiana (RAM), especialmente em países de rendimento baixo e médio.

É por isso que em Índiafabricantes de medicamentos como Wockhardt estão testando novos antibióticos contra patógenos que apresentam sinais de RAM.

Dado o rápido avanço com terapêuticas personalizadas – conforme demonstrado com mais sucesso com vacinas de mRNA durante o COVID 19 pandemia – alguns podem esperar que o mesmo processo rápido possa ser alcançado pelos fabricantes de medicamentos para produzir novos antibióticos.

Mas não é tão simples. Leva mais tempo e é mais caro desenvolver e produzir antibióticos do que vacinas.

Antibióticos são muito complexos. Ao contrário das vacinas, que são adaptadas a vírus específicos, os antibióticos são concebidos para atingir múltiplas bactérias, muitas das quais têm diferentes formas de resistir ao tratamento.

“Com os antibióticos, você está potencialmente atacando de 8 a 10 patógenos, e cada um desses patógenos causa infecções em ambientes diferentes – alguns em hospitais (Ed.: como “superbactérias”), alguns em casa – e cada um desses patógenos também tem um mecanismo de resistência diferente”, disse Mahesh Patel, diretor científico da empresa farmacêutica indiana Wockhardt.

Vantagens de uma abordagem regional para o desenvolvimento de novos antibióticos

As empresas farmacêuticas em regiões de rendimentos baixos e médios estão a adoptar uma abordagem localizada – testando os chamados antibióticos “candidatos” localmente, onde há uma necessidade específica entre as comunidades que conhecem bem.

Na África do Sul e no Brasil, o foco está na sepse neonatal em ambientes hospitalares, onde os antibióticos não funcionam mais, ou tratamentos para gonorréia e outros infecções sexualmente transmissíveis (IST).

Na Índia, são aquelas superbactérias hospitalares.

Sachin Bhagwat, também diretor científico da Wockhardt, afirma que a abordagem regional pode ter um impacto positivo na saúde pública global.

“O que é importante em termos científicos é que os patógenos indianos, as bactérias indianas, representam um dos mais altos níveis de resistência do mundo”, disse Sachin.

Quando eles traçam o perfil dos seus antibióticos contra bactérias locais, “a vantagem é que esse medicamento seria automaticamente eficaz contra patógenos em todo o mundo, porque já os testamos contra um dos mais altos níveis de resistência na Índia, e os níveis de resistência tendem a ser menor em outras regiões”, disse Sachin.

Os desafios do desenvolvimento regional de antibióticos

O processo de aprovação global de qualquer novo produto médico, seja um antibiótico, uma vacina ou um medicamento para tratar outras doenças ou condições, é dominado pela Administração Federal de Medicamentos e Alimentos dos EUA (FDA) e pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

Mas isso representa um desafio para empresas como a Wockhardt, que pretendem levar medicamentos ao mercado nas regiões onde os testam.

Isso significa que Wockhardt tem de realizar dois estudos ao mesmo tempo: um que visa prioridades locais, entre pacientes em comunidades locais ou regionais, e outro que dá prioridade às regulamentações globais.

“Devemos tentar garantir que priorizamos os antibióticos que realmente sabemos que irão abordar os patógenos prioritários e onde estamos vendo o maior fardo da doença, em termos de infecções”, disse Seamus O’Brien, Diretor de P&D da a Parceria Global de Pesquisa e Desenvolvimento de Antibióticos.

A GARDP colabora com equipas regionais, por exemplo em África do Sul e Brasilpara compreender a RAM e desenvolver formas de combatê-la.

Cada local tem seus próprios desafios.

A Índia, por exemplo, tem uma forte base de produção de medicamentos genéricos. Em África, contudo, O’Brien diz que os grupos que realizam “descobertas e investigação exploratória” precisam de mais apoio. Isso inclui melhorar os dados locais sobre comorbidades que podem afetar a capacidade de ação dos antibióticos.

Tratamento de ITUs sem antibióticos

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Quais patógenos representam a maior ameaça em ambientes regionais?

Entre os alvos mais importantes da RAM são bactérias resistentes aos carbapenêmicos.

Na América Latina, parece que as bactérias resistentes aos antibióticos carbapenêmicos têm mecanismos de resistência diferentes dos das bactérias semelhantes encontradas na África e na Ásia. Dois patógenos são particularmente preocupantes: Acinetobacter baumannii e Espécies de Enterobacter.

“Esses dois patógenos são preocupantes do ponto de vista latino-americano e há uma tendência de aumento da resistência”, disse O’Brien.

DSTs bacterianas, como clamídiagonorreia e sífilissão cada vez mais resistentes aos antibióticos. Algumas outras bactérias, que normalmente não são conhecidas como DSTs, mas podem ser transmitidas sexualmente, como shigella e Neisseria espécies, também são preocupantes.

Klebsiella pneumoniae, Escherichia coli e Pseudomonas aeruginosa causar uma série de doenças comuns, mas potencialmente fatais, como pneumonia, infecções da corrente sanguínea (sepse)infecções do trato urinário e infecções hospitalares por “superbactérias”.

Editado por: Matthew Ward Agius



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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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