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Petroleiro russo afunda no Mar Negro, derramando 4.300 toneladas de petróleo | Rússia
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Luke Harding and agencies
Um petroleiro russo que transportava mais de 4.000 toneladas de produtos petrolíferos afundou-se no Mar Negro no meio de condições tempestuosas, enquanto um segundo encalhou, ameaçando um desastre ecológico.
O navio cargueiro Volgoneft-212 partiu-se ao meio no domingo após ser atingido por uma grande onda. O vídeo mostrou a extremidade da proa saindo verticalmente da água. O barco enfrentou dificuldades na costa leste da Crimeia ocupada, a 8 km do estreito de Kerch, A mídia russa informou.
Investigadores russos abriram dois processos criminais para investigar possíveis violações de segurança depois que pelo menos uma pessoa morreu quando o navio-tanque de 136 metros, que tinha 15 pessoas a bordo, naufragou.
O navio-tanque transportava 4.300 toneladas de óleo combustível pesado de baixa qualidade, conhecido como mazut. O serviço de emergência da Rússia lançou uma operação de resgate envolvendo rebocadores e um helicóptero Mil Mi-8. Outras doze pessoas foram evacuadas, onze das quais foram levadas ao hospital, com duas em estado grave, disse a agência de notícias Tass, citando Alexei Kuznetsov, assessor do ministro da Saúde.
Pouco depois, outro transportador de carga, o Volgoneft-239, entrou em dificuldades na mesma área. Ele carregava 4 toneladas de óleo combustível. Os relatórios iniciais também sugeriram que o navio havia afundado. “Outro navio está afundando. Puta merda! disse um marinheiro, filmando de um barco próximo.
No entanto, o Ministério de Emergências disse que o navio de 132 metros, construído em 1973, encalhou a 80 metros da costa, perto do porto de Taman, no extremo sul do Estreito de Kerch.
O ministério escreveu posteriormente no Telegram que os esforços para evacuar a tripulação de 14 membros foram suspensos devido ao mau tempo. O ministério disse que as equipes de resgate estavam em contato com o navio, que tinha a bordo todas as instalações necessárias para garantir que a vida da tripulação não corresse perigo.
As declarações oficiais não forneceram detalhes sobre a extensão do derramamento ou por que o primeiro navio-tanque sofreu danos tão graves.
O presidente Vladimir Putin ordenou que o governo criasse um grupo de trabalho para lidar com a operação de resgate e mitigar o impacto do derramamento de combustível, disseram agências de notícias citando o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, depois que Putin se reuniu com os ministros de emergências e meio ambiente.
As autoridades ucranianas acusaram Moscou de imprudência. Dmytro Plenchukporta-voz da Marinha da Ucrânia, disse: “Estes são navios-tanque russos bastante antigos. Você não pode ir para o mar com tanta tempestade. Os russos violaram as regras operacionais. O resultado é um acidente.”
Os comentadores salientaram que os produtos petrolíferos, se derramados no Mar Negro, causariam graves danos ecológicos ao ambiente marinho já gravemente afetado pela guerra.
O Volgoneft-212 tinha 55 anos, foi registrado em São Petersburgo e recentemente reformado. O centro foi recortado e a popa e a proa foram soldadas, formando uma enorme costura no meio. É esta seção que parece ter quebrado.
Os membros da tripulação observaram o navio indefeso naufragar. Imagens de vídeo mostraram homens parados na ponte usando coletes salva-vidas laranja. Uma mancha preta podia ser vista flutuando na superfície, próxima a um arco parabólico virado para cima. Ondas bateram no casco atingido.
O acidente envolvendo barcos russos decrépitos é a mais recente catástrofe marítima ocorrida perto da costa sul Ucrânia. O Mar Negro tem sido uma zona de intenso conflito militar desde o início da invasão em grande escala do país por Vladimir Putin em 2022.
A Ucrânia usou drones marítimos e outros mísseis para afundar parte da frota russa do Mar Negro. Foi forçado a deixar o porto de Sebastopol, na Crimeia e mudar-se para o porto russo mais seguro de Novorossiysk.
Em Junho de 2023, tropas russas explodiram a barragem hidroeléctrica de Kakhovka sobre o rio Dnipro, em território ocupado, a fim de dificultar um ataque militar ucraniano. A explosão libertou 18 mil milhões de toneladas de água contidas a montante num reservatório gigante.
A enchente varreu dezenas de aldeias. Água contaminada com combustível, esgoto e fertilizantes caiu em cascata no Mar Negro. Segundo biólogos, a poluição exterminou mexilhões e outros moluscos, além de peixes e crustáceos.
Os cientistas registaram uma aumento de mortes entre golfinhos e botos desde o ataque total do Kremlin. Cerca de 1.000 cetáceos foram mortos em 2022. Populações de golfinhos-nariz-de-garrafa e de golfinhos-de-faces-brancas sofreram.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.
A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.
Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.
A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.
O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”
O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”
A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.
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