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Petroleiros russos ameaçam o meio ambiente do Mar Báltico – DW – 31/10/2024

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Em Outubro, o petroleiro alemão “Annika” foi rebocado em segurança para o porto de Rostock, na Mar Báltico depois de pegar fogo apenas uma hora após sua partida. Ninguém ficou ferido e os danos ao meio ambiente foram evitados.

De acordo com a organização ambientalista Greenpeace, as costas alemãs do Mar Báltico estão sob constante ameaça, sem que o público preste muita atenção. Petroleiros russos em ruínas navegam diariamente pelo Mar Báltico em águas internacionais.

Como a Rússia está a escapar às sanções da UE através de uma lacuna

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A organização ambientalista não é a única preocupada com a região costeira. Daniel Schneider é o presidente do BundestagGrupo parlamentar sobre política marítima para a centro-esquerda da Alemanha Partido Social Democrata (SPD) . “A idade média dos petroleiros é muito alta”, disse Schneider à DW. “Têm cerca de 16 a 17 anos. São mal conservados, o que significa que têm muitos defeitos técnicos. Mas, acima de tudo, também não têm seguro adequado. Já temos várias centenas de navios na lista de sanções, e esta lista precisa de ser revista. expandido.” Ele também apela a uma cooperação intensificada com alguns estados como o Panamá ou a Grécia, sob cujas bandeiras estão registados muitos dos antigos petroleiros. Schneider argumenta que esses estados deveriam proibir a obtenção de licença por navios que não estivessem em condições de navegar e sem seguro suficiente.

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O Greenpeace elaborou uma lista de navios com mais de 180 metros (590 pés) que deveriam ser retirados de serviço com urgência. 192 deles não tinham seguro e tinham viajado pelo Mar Báltico pelo menos uma vez no último ano e meio. Seu destino é principalmente: Índia ou China. A rota marítima a nordeste de Rostock é considerada a área mais difícil e perigosa do Mar Báltico. Ainda assim, segundo o Greenpeace, os navios costumam navegar sem apoio ou pilotos locais.

O Greenpeace pede sanções da UE. “Assim que estes petroleiros estiverem na lista de sanções, não serão mais usados ​​para exportações de petróleo russo. E é exatamente disso que precisamos agora”, argumenta o ativista do Greenpeace Thilo Maack.

Depois do completo invasão da Ucrânia começou em 2022sanções de longo alcance foram impostas à Rússia pelos países ocidentais, especialmente pela União Europeia. No entanto, os especialistas argumentam que isto pouco contribuiu para reduzir o volume das exportações russas de petróleo bruto. A Rússia supostamente montou uma frota inteira de navios navegando sob bandeiras de outros países. Eles empreendem o que Maack chama de ações “aventureiras” em mar aberto, decantando petróleo de um navio para outro, a fim de disfarçar a sua origem russa. De acordo com as estimativas de Maack, a Rússia investiu cerca de 10 mil milhões de euros (11 mil milhões de dólares) numa frota de petroleiros em ruínas.

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A “Frota Sombria” da Rússia

Embora o tráfego marítimo geral no Mar Báltico tenha diminuído desde 2022, o tráfego da “frota paralela” da Rússia aumentou 70%.

A preocupação também aumenta na Dinamarca. No Verão, o governo de Copenhaga anunciou que pretendia examinar se o tráfego de petroleiros russos poderia ser restringido ou mesmo proibido. O governo de Moscovo insistiu prontamente em antigos acordos sobre a liberdade de navegação em águas internacionais, como a Convenção de Copenhaga de 1857, que estipula que todos os estreitos dinamarqueses são livres para qualquer navegação comercial.

Agora, os governos regionais nas regiões do nordeste da Alemanha decidiram aumentar a sensibilização e procurar formas de tomar medidas para reduzir o número de petroleiros dilapidados que viajam sem controlo através do Mar Báltico.

Este artigo foi escrito originalmente em alemão.

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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