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PF indicia mais 3 militares em inquérito de trama golpista – 11/12/2024 – Poder

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Caio Crisóstomo

A PF (Polícia Federal) indiciou nesta quarta-feira (11) mais três militares por suspeita de envolvimento com a trama golpista de 2022 que visava impedir a posse do presidente Lula (PT).

São eles o tenente da reserva Aparecido Andrade Portella, o coronel Reginaldo Vieira de Abreu e o tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo. A Folha não conseguiu até o momento identificar a defesa dos três novos indiciados.

Há três semanas, já haviam sido indiciados no caso o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras 36 pessoas.

O relatório final da PF com os indiciamentos seguiu para PGR (Procuradoria-Geral da República), que, agora, irá avaliar se apresenta denúncia ou pede novas investigações.

O tenente-coronel Azevedo foi preso em 19 de novembro na última operação da PF antes de concluir o inquérito, a chamada Contragolpe.

Ele é apontado como um dos integrantes de um grupo que planejava matar Lula, o vice, Geraldo Alckmin (PSB), e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

Segundo as investigações da PF, o militar era um dos que monitorava Moraes. Seu codinome, Brasil, foi descoberto a partir de uma ligação com o número de celular que utilizava para ações ilegais.

Uma análise de localização de dados telefônicos pela PF identificou que aparelhos vinculados ao codinome estavam próximos à residência do militar em Goiânia.

Em depoimento, Azevedo afirmou que o aparelho foi achado em uma sala do Copesp (Comando de Operações Especiais) e que o teria utilizado sem saber de seu uso anterior.

O tenente da reserva Portella, por sua vez, aparece no relatório final da PF sobre a trama golpista como um dos interlocutores dos manifestantes que pediam golpe de Estado junto ao governo Bolsonaro. Ele é suplente da senadora Tereza Cristina (PL-MS), que foi ministra da Agricultura na gestão do ex-presidente.

Segundo a PF, quatro dias após os atos golpistas de 8 de janeiro, Portella mandou mensagem a Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, na qual afirmou que devolveria “a parte” de um pessoal. De acordo com a PF, o suplente se referia a devolução de dinheiro aos manifestantes.

Portela utilizaria o codinome “churrasco” em conversas com Cid para se referir ao golpe. Em um diálogo com então ajudante de ordens, ele afirmou que os financiadores estavam cobrando a concretização da “ruptura institucional”, chamada de “colaboração da carne” nas mensagens.

Se gundo os investigadores da PF, Portella é amigo próximo de Bolsonaro, e ambos serviram juntos no Exército em Nioaque (MS) em 1970. As investigações apontam que ele visitou o Palácio da Alvorada ao menos 13 vezes em dezembro de 2022.

Em depoimento à PF, o militar decidiu ficar em silêncio.

Já o coronel Reginaldo Vieira de Abreu, então chefe de gabinete do general da reserva Mário Fernandes, também preso na operação Contragolpe, é apontado pela PF como suspeito de disseminar desinformação sobre o sistema eleitoral.

No contexto da trama golpista, segundo a investigação, ele acompanhou um hacker na Superintendência da PF do Distrito Federal que dizia ter informações sobre fraudes nas urnas. À Folha o então superintendente disse que as alegações eram inconsistentes.

O coronel também é suspeito de manipular os relatórios do sistema eleitoral produzido pelas Forças Armadas para se alinhar com as teses defendidas pelo argentino Fernando Cerimedo, outro indiciado pela PF.

Em um áudio datado de 19 de dezembro de 2022, Vieira diz que pediu aos manifestantes que fossem para ao Palácio da Alvorada, mas que Bolsonaro não teria aparecido.

Em seguida, fala na possibilidade de enviar manifestantes para a casa de Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, mas que teria vergonha de fazer o pedido após os apoiadores terem ficado três horas no aguardo de Bolsonaro.

O militar também permaneceu em silêncio em depoimento à PF sobre a trama golpista.



Leia Mais: Folha

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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