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PIB: crescimento econômico da China desacelera no 3º tri – 17/10/2024 – Mercado

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Joe Leahy, Thomas Hale, William Sandlund

A economia da China cresceu 4,6% ano a ano no terceiro trimestre, um ritmo mais lento do que nos três meses anteriores, mostraram dados oficiais desta sexta-feira (18). Os números destacam um crescimento vacilante enquanto Pequim intensifica os esforços para impulsionar a economia.

O número é o mais baixo em 18 meses, abaixo da meta do governo para o crescimento anual de 5% e inferior aos 4,7% registrados nos três meses até junho, à medida que o consumo fraco e uma queda no setor imobiliário pesaram no sentimento das famílias.

O crescimento mais fraco sublinhará a necessidade de mais apoio à economia por parte de Pequim, que no final de setembro anunciou seu maior estímulo monetário desde a pandemia e seguiu com promessas de gastos fiscais pesados.

“A economia chinesa está presa em um ciclo vicioso, com problemas cíclicos e estruturais se alimentando e reforçando mutuamente”, disse Eswar Prasad, professor da Universidade Cornell e pesquisador sênior da Brookings.

Ele afirmou que a combinação de crescimento em declínio, deflação e perda de confiança nas políticas do governo, juntamente com o “desmantelamento do setor imobiliário e demografia desfavorável”, representa enormes desafios.

“As medidas de estímulo recentemente anunciadas são um bom começo, mas… gerar um crescimento mais equilibrado, impulsionado pelo consumo das famílias e investimento de empresas privadas, representa um desafio ainda maior.”

O crescimento econômico da China foi “globalmente estável”, disse Sheng Laiyun, vice-comissário do Escritório Nacional de Estatísticas, em uma coletiva de imprensa, enquanto reconhecia que o crescimento flutuou durante os três primeiros trimestres do ano.

Havia sinais de que a economia estava se recuperando, disse ele, mas “também estamos cientes de que essas são mudanças preliminares, [a economia] não está em uma base firme o suficiente” e mais esforços serão feitos para impulsionar o crescimento.

Os mercados da China reagiram exuberantemente à notícia do estímulo monetário, mas tornaram-se cautelosos enquanto os investidores aguardam mais detalhes sobre o estímulo fiscal. O índice CSI 300 das ações listadas em Xangai e Shenzhen e o índice de referência Hang Seng de Hong Kong caíram em outubro, embora permaneçam em alta no acumulado do ano.

Os esforços do planejador econômico do país, do ministério das finanças e do ministério da habitação para aumentar a confiança não atenderam às expectativas dos investidores. O índice Hang Seng Mainland Properties caiu 6,7% na quinta-feira (17) após o apoio do ministério da habitação ao setor imobiliário decepcionar os mercados.

As autoridades ainda não quantificaram os gastos fiscais adicionais, mas analistas disseram que isso pode ser anunciado em uma reunião do comitê permanente do Congresso Nacional do Povo, o parlamento carimbador da China, nas próximas semanas.

A produção industrial cresceu 5,4% ano a ano em setembro, superando as expectativas dos analistas consultados pela Reuters e os 4,5% do mês anterior.

As vendas no varejo subiram 3,2% ano a ano em setembro, superando as expectativas dos analistas de 2,5%. O investimento em ativos fixos aumentou 3,4% nos três primeiros trimestres de 2024 ano a ano, ligeiramente superando as previsões dos analistas consultados pela Reuters.

Analistas expressaram preocupação de que medidas significativas para impulsionar diretamente o consumo das famílias estão amplamente ausentes das medidas de estímulo.

Os planos fiscais do ministério das finanças concentram-se principalmente em ajudar os governos locais a refinanciar dívidas, recapitalização de bancos estatais e promessas de ajudar na compra de algumas das milhões de casas não vendidas da China.

O líder Xi Jinping quer se concentrar na atualização do setor manufatureiro do país como parte de uma mudança de longo prazo em direção ao “desenvolvimento de alta qualidade” em áreas como veículos elétricos e inteligência artificial.

Ele intensificou os esforços de longa data para construir autossuficiência em tecnologia e indústria em resposta aos controles dos Estados Unidos sobre exportações de produtos de alta tecnologia para a China.



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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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