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Piscar – DW – 14/11/2024
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O secretário de Estado cessante dos EUA, Antony Blinken, procurou tranquilizar os aliados em Bruxelas na quarta-feira de que a actual administração em Washington não vacilaria no seu apoio à Ucrânia nas semanas que faltam até Donald Trump retorna à Casa Branca.
“O presidente Biden está empenhado em garantir que cada dólar que temos à nossa disposição seja jogado fora até 20 de janeiro”, disse Blinken aos jornalistas à margem das negociações na aliança militar da OTAN.
“Estamos garantindo que a Ucrânia tenha as defesas aéreas de que necessita, que tenha a artilharia de que necessita, que tenha os veículos blindados de que necessita”, acrescentou.
O presidente eleito, Donald Trump, tem criticado a ajuda dos EUA a Kiev – e alguns na Europa temem a sua promessa de acabar rapidamente com a guerra resumir-se-ia a uma capitulação forçada da Ucrânia às exigências russas.
A promessa de Blinken de liberar todo o financiamento de assistência militar dos EUA previamente aprovado foi bem recebida pelo ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha.
Reuniões com OTAN o chefe Mark Rutte, o secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, David Lammy, o principal diplomata da UE, Josep Borrell, e seu futuro sucessor Kaja Kalla estavam todos na agenda de Blinken em Bruxelas enquanto ele atravessava a cidade em um dia de diplomacia bem coreografado.
Ucrânia pressiona aliados a suspender proibição de armas de longo alcance
Nenhum movimento sobre o pedido de armas de longo alcance da Ucrânia
Uma fonte da UE disse à DW que as negociações se concentraram principalmente no que o governo Biden pode alcançar nos próximos dois meses – e não no que acontecerá depois que Trump tomar posse.
“Eles ainda podem fazer coisas”, disse o diplomata à DW. “Queremos que eles continuem o que estão fazendo. Tanto quanto possível e o mais rápido possível.”
A Ucrânia há muito solicita permissão para usar armas de longo alcance dos EUA para atacar alvos no interior da Rússia – e Sybiha defendeu o caso mais uma vez na quarta-feira.
Até agora, Washington resistiu aos apelos de Kiev e Blinken não tinha nenhuma mudança política a anunciar na NATO quando um jornalista ucraniano o pressionou sobre o assunto.
“Estou convencido de que continuaremos a nos adaptar e ajustar conforme necessário”, disse ele.
Blinken pede à Europa que intensifique
Mas Blinken também trouxe outra mensagem para a Europa.
“Os Estados Unidos dedicaram cerca de 100 mil milhões de dólares (94,5 mil milhões de euros) à Ucrânia. Aliados e parceiros em todo o mundo: 150 mil milhões de dólares”, disse ele aos jornalistas. “Mas também é um momento para todos fazerem mais.
“Contamos com os parceiros europeus e outros para apoiarem fortemente a mobilização da Ucrânia com treino e equipamento para estas forças. Precisamos de ver mais artilharia, mais defesas aéreas, mais munições chegando aos ucranianos”, acrescentou Blinken.
Blinken disse estar “convencido”, com base nas conversas em Bruxelas, de que os aliados europeus continuariam a apoiar Kiev.
“E não só continue, espero que aumente, e que os nossos parceiros continuem a mais do que arcar com a sua parte do fardo”, acrescentou.
UE pondera como aumentar a capacidade de defesa
Como cumprir a promessa de dobrar o apoio à Ucrânia catapultou para o topo da agenda de Bruxelas desde as eleições nos EUA.
Se quiserem fornecer mais apoio militar, Os países da União Europeia precisam de acesso a mais armas, mais rapidamente. E isso significa aumentar as cadeias de abastecimento de armas.
“Assim que Donald Trump se tornar presidente, veremos a ajuda à Ucrânia secar”, disse Valerie Hayer, deputada francesa ao Parlamento Europeu, durante um debate plenário na quarta-feira. Ela alertou que o mercado de defesa europeu estava “muito fragmentado” e o investimento era muito baixo.
Bruxelas acaba de nomear um novo funcionário para tentar responder a essas preocupações. Espera-se que o primeiro comissário de defesa do bloco tome posse no próximo mês, dando seguimento ao trabalho anterior para tentar reunir a procura europeia e incentivar os fabricantes a produzir mais no continente.
E essa não é a única ideia que circula.
No início desta semana, o Tempos Financeiros O jornal noticiou que Bruxelas também estava ponderando uma reescrita da política para permitir fundos de desenvolvimento regional no âmbito do chamado bloco “política de coesão” ser redirecionado para projetos de defesa e segurança.
Isso poderia, em teoria, libertar milhares de milhões de euros. O relatório, no entanto, foi rapidamente negado pela Comissão Europeia, o executivo do bloco.
Num sinal do quão controversa pode ser uma mudança no financiamento centrada na defesa, o presidente do Comité das Regiões Europeu disse à DW que estava preocupado com a ideia.
Vasco Alves Cordeiro alertou que o futuro do financiamento regional está agora “em risco… devido à tentação de usar a política de coesão como um pote de dinheiro para apoiar muitas prioridades diferentes”.
Cordeiro, que preside o órgão da UE que reúne autarcas locais e representantes regionais, disse que o principal objetivo dos fundos regionais “deve continuar a ser o reforço da coesão económica, social e territorial, como o combate às desigualdades e o reforço da resiliência territorial face à crise climática”.
A Europa caminha com cautela na transição Biden-Trump
Nas próximas semanas, os responsáveis e líderes da UE continuarão as conversações agendadas com representantes da administração cessante dos EUA. Mas os decisores europeus sabem que têm de olhar para Janeiro e preparar-se para uma mudança de tom em Washington.
Os líderes têm estado ocupados parabenizando Trump por sua eleição e postar palavras calorosas online sobre o vínculo entre seus países e os Estados Unidos. Ainda assim, poucos nutrem quaisquer ilusões em Bruxelas – os laços transatlânticos atingiram um ponto baixo durante a primeira presidência de Trump e provavelmente serão novamente tensos após a sua tomada de posse em Janeiro.
Blinken deverá retornar a Bruxelas no início de dezembro para a última reunião dos ministros das Relações Exteriores da OTAN antes da posse de Trump. Também poderia ser o última reunião da OTAN para Annalena Baerbock da Alemanha uma vez que se espera que eleições antecipadas em Fevereiro provoquem mudanças políticas em Berlim.
Editado por: Sean M. Sinico
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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