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Pix cresce em comércios da Argentina – 28/12/2024 – Mercado

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Mayara Paixão

É quase possível escutar o alívio que se produz no turista brasileiro que, com a cesta com doce de leite e alfajores à mão, chega ao caixa de uma loja no turístico bairro de San Telmo, em Buenos Aires, para pagar e descobre que a unidade conta com Pix. “Uuuuufa!”

A tecnologia que mudou o sistema de pagamentos no Brasil cruzou a fronteira e chegou à Argentina em comércios locais como vantagem competitiva. O turista brasileiro tende a comprar mais quando descobre que poderá pagar com Pix, dizem os comerciantes.

Também vale o inverso: argentinos já conseguem pagar com Pix em alguns comércios do Brasil quando viajam por trabalho ou turismo. Fogem, assim, da opção de viajar com dinheiro vivo ou pagar no cartão e serem cobrados com a desfavorável cotação do “dólar turismo”.

Ambos os cenários são possíveis após o surgimento de empresas que conectaram as cadeias de pagamento instantâneo após a pandemia de Covid, sendo a pioneira a KamiPay.

Os últimos dados compartilhados com a reportagem mostram que já há 1.100 comércios usando o sistema, que mais de 250 mil brasileiros já pagaram com Pix na Argentina por meio do processo e que 370 mil comerciantes brasileiros já receberam Pix de argentinos.

O processo é possível graças a um sistema de tecnologia blockchain. Em parceria com fintechs brasileiras, que fornecem o QR code para o processo, o método permite que o brasileiro pague com sua conta em reais e o comerciante argentino receba em pesos ou em dólares.

Quando entrou para o mundo B2B e passou a vender seu sistema para fintechs argentinas, a KamiPay viu bancos digitais locais (até aqui, três: Belo, Fiwind e Takenos) incorporarem seu sistema, integrando a API e permitindo, neste caso, que argentinos paguem com seus pesos no Brasil e o comerciante brasileiro receba em reais.

O Banco Central não tem dados de transação com Pix no exterior.

A instituição explica que para um estabelecimento no exterior usar o sistema brasileiro é preciso que tenha uma relação contratual com um prestador de serviço no Brasil. É o que faz o KamiPay com as fintechs. Por isso as transações são registradas pelo BC como parte da empresa brasileira, e não são rastreadas no exterior.

Nicolás Bourbon e Matías Gorganchián, fundadores da empresa, dizem que, no início de 2023, detectaram o problema nesses pagamentos internacionais para turistas. Quem escolhesse pagar no cartão tinha um câmbio desfavorável, e para o comércio a demora para o depósito do dinheiro também era prejudicial. Já quem escolhesse pagar em dinheiro tinha de andar com um tijolo de pesos na mochila.

O Brasil foi o foco pelo peso que tem no turismo argentino —brasileiros são cerca de 25% dos que vão ao país. O setor está com um pé na crise. A alta dos preços na Argentina afastou turistas, e houve queda de 30% no fluxo. No caso do turismo de brasileiros, o recuo foi de 20,3% em outubro em relação ao ano anterior, mostram os dados oficiais.

Os comerciantes argentinos celebram a possibilidade de usufruir do Pix. “É uma vantagem competitiva para nós; na unidade das Cataratas do Iguaçu, 90% dos pagamentos são feitos com Pix, e o volume de compras apenas cresceu”, diz Maximiliano Cisneiros, diretor da empresa familiar La Vaca Lechera, falando sobre uma das unidades da empresa de alfajores artesanais, em Puerto Iguazú.

Há um ano a rede familiar implementou o sistema. Um adesivo na mesa do caixa e uma placa com as cotações atrás do vendedor sinalizam ao turista que ali há Pix. Os brasileiros são mais da metade dos clientes. “É fabuloso para os turistas, porque simplificou um montão para que não andem com um bloco de dinheiro por aí.”

O método ganhou ainda mais peso fora da Grande Buenos Aires. Para além das turísticas Caminito e San Telmo, Bariloche e regiões de enoturismo, como Mendoza, sentem o peso.

Também há um ano a Bodega Santa Julia, uma das empresas da Família Zuccardi, do ramo viticultor, começou a usar o sistema.

Julia Zuccardi, diretora de Turismo da rede, diz que cerca de 70% do público é brasileiro e que a maioria dos pagamentos desse grupo é por Pix. São cerca de 16 pagamentos com o sistema instantâneo por dia.

“Para nós é uma ótima ferramenta porque temos o dinheiro depositado em nossa conta em no máximo 24 horas e também notamos que o Pix motiva o turista a comprar mais vinhos, já que para eles é muito mais fácil pagar assim.”



Leia Mais: Folha

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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Gestão da Ufac realiza visita ao laboratório Charles Mérieux — Universidade Federal do Acre

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2026.09.24 Visita ao laboratório Charles Mérieux (2).jpg

A Ufac realizou uma visita institucional ao Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM). A agenda reuniu a gestão superior da universidade, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes do centro para alinhar propostas de cooperação que permitam o desenvolvimento de pesquisas avançadas e projetos de inovação em saúde pública nas instalações do laboratório. O encontro ocorreu nessa quinta-feira, 24.

O coordenador de Gestão e Infraestrutura do CICM, George Dobré, apresentou as propostas operacionais para viabilizar o uso da infraestrutura laboratorial por equipes de pesquisadores e estudantes da Ufac. A iniciativa visa unificar o potencial de pesquisa acadêmica da universidade com a capacidade tecnológica e de vigilância do centro.

A reunião contou com a presença do reitor Josimar Ferreira; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; do diretor de Pesquisa da Ufac, Thiago Augusto da Cunha; do diretor-geral da Fiocruz-RO, Jansen Medeiros; e dos pesquisadores da Fiocruz, Gabriel Melim e Deusilene Vieira, que também atua como coordenadora de Pesquisa, Vigilância e Educação do CICM.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Membros da Academia Acreana de Letras visitam a Ufac — Universidade Federal do Acre

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2026.09.25 Visita da Academia Acreana de Letras (2).JPG

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, recebeu membros da Academia Acreana de Letras (AAL), que vieram parabenizá-lo pelo mandato e iniciar as tratativas para fortalecimento da parceria institucional, com incentivo à cultura, à literatura e à extensão acadêmica no Estado. A visita de cortesia ocorreu nesta sexta-feira, 25, na sala de reuniões da Reitoria, campus-sede.

As instituições definiram como encaminhamento a elaboração de um termo de cooperação técnica para aproximar as ações da AAL dos cursos de graduação e das pró-reitorias, com destaque para a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura. A parceria busca integrar a universidade aos projetos culturais da academia, além de apoiar a realização de um grande evento comemorativo ao aniversário da AAL, previsto para este ano, entre 29 de outubro e 17 de novembro.

“Recebo a Academia Acreana de Letras com muita gratidão. Vamos aproximá-la dos nossos processos formativos e das nossas ações de extensão”, disse o reitor Josimar Ferreira. “A universidade já planeja lançar um edital na área de cultura por meio da Agência de Inovação e a academia terá um papel central nesse contexto.”

O presidente da AAL, José Dourado de Souza, ressaltou a relevância da aproximação com a Ufac. “Ficamos muito felizes em prestar essa homenagem ao reitor Josimar, uma pessoa de muita experiência e aberta ao diálogo. A academia busca esse apoio institucional e de materiais para continuar promovendo eventos culturais e ações nas escolas.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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