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PL fez 100 vereadores na Grande SP e maioria em 10 cidades – 01/11/2024 – Poder

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Bruno Xavier

Dos 672 vereadores eleitos na Grande São Paulo no pleito deste ano, 100 são do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. A legenda é a que mais elegeu vereadores na região neste ano, seguida de longe pelo PSD (72), Podemos (66), Republicanos (59) e União Brasil (56).

As urnas também revelaram uma composição mais negra das Câmaras Municipais a partir de 2025. Dez das 39 cidades da região terão Legislativos compostos em sua maioria por pessoas negras, duas a mais que atualmente.

Cotia tem 70% dos eleitos se autodeclarando pretos ou pardos. Carapicuíba fica logo atrás, com 69% de vereadores eleitos negros. Os Legislativos menos negros serão os de Juquitiba e São Caetano do Sul, com 9% de negros em cada.

Porém Cotia está na quarta década sem eleger uma mulher vereadora. Segundo a Fundação Seade, do governo do estado, as últimas mulheres foram eleitas no município em 1982.

Outras cinco cidades da região metropolitana também não terão nenhuma vereadora a partir do ano que vem: Mauá, Poá, Rio Grande da Serra, Suzano e Vargem Grande Paulista.

Poá e Rio Grande da Serra são governadas atualmente por prefeitas em primeiro mandato. Márcia Bin (União Brasil), de Poá, não buscou a reeleição. Penha (PSD), de Rio Grande da Serra, concorreu, mas não conseguiu ser reconduzida.

Em Suzano, a única vereadora da legislatura atual, Gerice Lione (Podemos), concorreu à prefeitura, mas ficou em um distante segundo lugar, com 10% dos votos válidos. Com a derrota, nenhuma mulher ocupará nenhum cargo eletivo no município a partir do ano que vem, mesma situação de Poá. Em Rio Grande da Serra, a vice-prefeita eleita Vilma Marcelino (PSDB) será a única mulher no cenário político da cidade.

Nenhuma cidade da região elegeu uma Câmara com maioria feminina. A maior proporção de vereadoras ficou com o Legislativo de São Paulo, com 36% de mulheres. PSOL e Rede foram os únicos partidos com maioria de mulheres entre as eleitas. Dez partidos não elegeram nenhuma mulher, incluindo o PMB (Partido da Mulher Brasileira).

Entre os partidos de esquerda, o PT, do presidente Lula, será apenas o sétimo partido com mais vereadores, com 43 eleitos nas cidades da região. O PC do B elegeu 6, e o PV, 7, totalizando 56 vereadores pela Federação Brasil da Esperança. O PSB elegeu 41 vereadores, o PDT, 17, o PSOL, 10, e a Rede Sustentabilidade, 3. Ao todo, legendas à esquerda elegeram 127 membros dos Legislativos municipais, cerca de um quinto do total.

Na capital paulista, o PT conseguiu fazer a maior bancada, com 8 eleitos entre 55 cadeiras.

Os partidos definidos como de centro pelo GPS ideológico da Folha formam o maior bloco, com 276 vereadores eleitos. O PSD e o Podemos são os maiores do grupo, seguidos por, MDB, com 49, PP, com 40, Avante, com 17, Solidariedade, com 16, Mobiliza, com 7, Agir, com 6, e PMB, com 3.

As legendas à direita do espectro ideológico vêm logo atrás. Além do PL, Republicanos e União Brasil, também foram eleitos vereadores do PRD (23), PSDB (18), Cidadania (9), DC (8), PRTB (6) e Novo (3), totalizando 269 desse campo.

O PL também formará a maior bancada em dez cidades da região. O PSD elegeu a maior parte dos vereadores em seis municípios e o PT, o Podemos e o PDT, em quatro.



Leia Mais: Folha

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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