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Plano diretor de Porto Alegre será prioridade, diz Melo – 28/10/2024 – Cotidiano

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Carlos Villela

O prefeito reeleito de Porto Alegre Sebastião Melo (MDB) projeta que o primeiro ano de sua nova gestão será marcado por discussões urbanísticas na cidade. Dentre elas, o esforço pela revitalização do centro, uma das áreas mais afetadas pela enchente de maio, e o envio do Plano Diretor à Câmara de Vereadores no primeiro semestre de 2025.

Outro tema a ser debatido é a concessão de serviços do DMAE (Departamento Municipal de Água e Esgotos), defendida por Melo durante a campanha como necessária para garantir a adequação ao marco legal do saneamento.

Em entrevista à Folha, Melo analisou o resultado do segundo turno e os fatores que garantiram sua reeleição neste domingo (27) com 61,53% dos votos, contra 38,47% de Maria do Rosário (PT).

O emedebista também criticou a postura da esquerda no debate político em Porto Alegre, e os apelidos que recebeu durante a campanha. “A provocação deles de me chamarem de chinelão é a demonstração do afastamento deles”, disse. “E levaram uma chinelada, porque o povo deu neles”.

Ao que o senhor atribui o resultado positivo do segundo turno nestas eleições?

O primeiro acerto político foi ampliar a aliança que já vinha dando certo. Na minha avaliação, também acertamos em não entrar em disputas ideológicas. A eleição não era sobre a Venezuela ou Cuba, era sobre os temas da cidade.

Acho também que as minhas opositoras fizeram uma leitura de que ia reduzir a eleição às enchentes, e o povo compreendeu que as dores das enchentes são as dores do prefeito também. Não dá para reduzir uma eleição de muitas transformações a isso. Seja qual prefeito que estivesse aqui, não seria diferente do ponto de vista das águas que chegaram, porque o sistema mostrou-se insuficiente.

Se a eleição fosse em junho, talvez fosse diferente. Acho que o passar do tempo para as pessoas refletirem um pouco também foi definidor. Agora a eleição terminou, não tem terceiro turno, mesmo que tenha tido dureza de um lado e do outro. Quem ganha tem vários papéis, um deles é olhar para frente, e é o que vamos fazer.

A abstenção no segundo turno chegou a quase 35%, superando os 31,51% do primeiro turno. A que o senhor atribui essa alta?

Já fui defensor do voto obrigatório e hoje sou defensor do voto facultativo porque, de fato, ele acontece no país. O povo hoje não se sente representado. A abstenção também passa por atitudes, como dizer uma coisa na eleição e outra depois da eleição. São muitos fatores que levam a essa situação que chegamos.

Mas tem que ter urbanidade nas divergências. Eu consigo conviver com o PT e o PSOL sem ser descortês com eles, e eles não conseguem conviver comigo sem ser descorteses. É “Melo chinelão”, “Fora melo”, isso não ajuda na democracia.

Ao que o senhor atribui a dificuldade da esquerda em apresentar uma candidatura competitiva?

Acho que essa conexão, de ouvir verdadeiramente, talvez o PT perdeu um pouco. Uma coisa é discursar para os pobres, outra coisa é viver lá. Segundo, enfrentar os problemas na vida real. Terceiro, ser transparente com seus atos. Vi a Maria do Rosário dizer, está hoje nos jornais, “nós da esquerda temos que fazer uma reflexão”.

A provocação deles de me chamarem de chinelão é a demonstração do afastamento deles da vila. Ou seja, eles se colocam como uma elite que diz que representa o povo e chama o prefeito que é popular de chinelão. E levaram uma chinelada, porque o povo deu neles.

O próximo ano deve ter a votação do novo Plano Diretor da cidade. Como o senhor vê a influência das enchentes neste debate?

O Plano Diretor é a lei mais importante de uma cidade. Às vezes se reduz a discussão a um limite de altura de prédios, eu acho isso profundamente equivocado.

Pretendo enviá-lo no primeiro semestre. No Plano Diretor, a palavra final sempre é da Câmara. Da minha parte, espero que seja levado em conta que Porto Alegre tem áreas de risco, e não apenas por causa das enchentes que ocorrem em algumas partes da cidade.

Defendo o adensamento onde há infraestrutura. Foi um erro no Brasil ter expandido as cidades para áreas onde muitas vezes falta água, esgoto, transporte, escolas, etc. Quando alguém se muda para esses locais, leva duas horas para chegar ao trabalho. A mobilidade precisa ser discutida.

O centro de Porto Alegre sofre com problemas de segurança pública e obras inacabadas. Como você pensa em abordar a questão no seu novo mandato?

Vou chamar um grande seminário para discutir o centro. Eu topo diminuir o IPTU do centro, mas mediante um pacto. Não vou diminuir IPTU para a calçada continuar igual, para a sujeira continuar igual. Cidade boa para viver é aquela que o poder público faz sua parte, mas que a sociedade também faz a sua. Nós precisamos terminar as obras do centro, atrair moradores e ter uma vida ali, porque quando as luzes começam a apagar num bairro e não tem vida, a bandidagem toma conta.

RAIO-X

Sebastião de Araújo Melo, 66

Nascido em Piracanjuba (GO), se mudou para Porto Alegre ainda jovem para estudar e trabalhar. Filiado ao MDB desde 1981 e formado em direito, foi eleito vereador em 2000 e reeleito em 2004 e 2008. Em 2012, tornou-se vice-prefeito com José Fortunati (PDT). Concorreu à prefeitura em 2016, perdendo para Nelson Marchezan Jr. (PSDB), mas venceu em 2020 contra Manuela d’Ávila (PCdoB). Reeleito, terá maioria na Câmara. Sua vice, Betina Worm (PL), é veterinária e tenente-coronel e será a primeira mulher no cargo



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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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