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Poderá o plano do G20 tirar 500 milhões de pessoas da pobreza? – DW – 01/12/2024

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A comunidade global ainda tem pelo menos um denominador comum? A boa notícia é: sim.

Actualmente, este parece ser o “Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza“iniciativa lançada recentemente no Cimeira do G20 onde se reúnem representantes governamentais dos mais importantes países industrializados e emergentes.

Brasil iniciou a nova iniciativa, que agora inclui 82 países, a UE e a União Africana.

Além disso, estão envolvidos 24 organismos internacionais, incluindo o Banco Mundial e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), bem como 31 organizações não governamentais.

A Alemanha estava entre os primeiro a dar apoio. Svenja Schulze, a Ministra do Desenvolvimento alemã, fundiu a Aliança para a Segurança Alimentar Global, que foi fundada há dois anos como parte da presidência alemã do G7, com a nova iniciativa.

Não há falta de dinheiro. O Banco Interamericano de Desenvolvimento, ou BID, comprometeu-se a fornecer até 25 mil milhões de dólares (23,8 mil milhões de euros) em financiamento para apoiar políticas e programas liderados pelos países para acabar com a pobreza e a fome.

O objetivo é tirar 500 milhões de pessoas da pobreza até 2030.

Palestinos deslocados se aglomeram em busca de pão na única padaria que resta na cidade de Khan Younis.
A fome global está a aumentar devido às alterações climáticas, guerras e conflitos. Imagem: Abed Rahim Khatib/dpa/imagem aliança

Fome, a praga da humanidade

O grupo informal de países do G20 é uma das poucas arenas em que representantes governamentais de países com interesses conflitantes ainda se reúnem pessoalmente.

Originalmente fundado em 2008 como resposta à crise financeira asiática na década de 1990, o grupo tornou-se um formato no qual o Norte e o Sul globais, o G7 e os países BRICS se unem.

“O mundo produz alimentos mais do que suficientes para erradicar a fome“, concluíram os estados do G20 na reunião da cimeira declaração final.

Não faltou conhecimento, mas sim falta de “vontade política para criar as condições para um melhor acesso aos alimentos”, disseram.

Ainda assim, Flavia Loss de Araujo, brasileira especialista em relações internacionais, considera um sucesso a presidência brasileira do G20, que passa para a África do Sul no dia 1º de dezembro.

“O Brasil recebeu apoio nas questões mais importantes que propôs: fome e pobrezaquestões que sempre foram negligenciadas pelos países ricos”, escreveu ela em um artigo para a plataforma on-line A conversaum fórum de intercâmbio entre academia e jornalismo.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (R), e o presidente da França, Emmanuel Macron
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (R), encontrou-se com o presidente da França, Emmanuel Macron, na última cúpula do G20 no RioImagem: Ludovic Marin/AFP/Getty Images

‘Muito dinheiro para defesa e transição energética’

No entanto, Claudia Zilla, especialista em América Latina do Instituto Alemão para Assuntos Internacionais e de Segurança (SWP), alerta contra grandes expectativas.

“Neste momento, muito dinheiro está fluindo dos países industrializados para a defesa e a transição energética”, disse ela à DW.

Embora a transição energética e a crise climática também tenham sido mencionado na declaração final do G20, isto ocorreu apenas na forma de declarações abstratas de intenções.

Os estados “reafirmaram” o seu compromisso de “limitar o aquecimento global a 1,5 graus” e anunciaram que iriam “aumentar o financiamento climático de milhares de milhões para biliões”, disse ela.

From Rio to Belém

O resultados preocupantes dos mais recentes Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas em Baku sugerem que o Brasil tem muito trabalho a fazer mesmo após o fim da presidência do G20.

Afinal, a próxima conferência sobre o clima, a COP30, acontecerá em Belém, no Brasil, em novembro de 2025.

Países em desenvolvimento consideram acordo climático COP29 insuficiente

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O Brasil também assumirá a presidência dos países do BRICS em 2025.

É provável que o sucessor do Brasil no G20, a África do Sul, continue o tema da alterações climáticas durante a sua presidência, embora com uma ênfase diferente.

Alívio da dívida para proteção climática?

De acordo com Magalie Masamba, especialista em dívidas da Universidade de Pretória, o financiamento de medidas de protecção climática pode estar ligado à crescente sobrecarga da dívida de muitos países da região.

“Uma participação significativa exigirá um esforço concertado para definir e defender questões que são críticas para África, tais como a reestruturação equitativa da dívida, a mobilização do financiamento climático e o crescimento económico inclusivo”, disse ela. escreveu num artigo para o Africa Policy Research Institute, ou APRI.

“Este papel de liderança oferece a oportunidade de abordar a crise da dívida soberana de África de uma forma que promova a estabilidade económica e a equidade a longo prazo, ao mesmo tempo que promove soluções de financiamento inovadoras para satisfazer as necessidades de desenvolvimento e de adaptação climática”, continuou ela.

Imposto sobre os super-ricos

No entanto, a ideia brasileira de um mínimo global imposto para os super-ricosque favoreceu durante a sua presidência do G20 e que poderia ser utilizada para financiar tanto medidas de protecção climática como programas sociais de combate à fome e à pobreza, provavelmente só aparecerá por enquanto nas declarações finais.

O coordenador do G20, Gustavo Westmann, oficial de relações internacionais do presidente brasileiro, disse estar satisfeito com pequenos passos por enquanto.

Ele disse à DW que até agora “conseguimos estabelecer a tributação dos super-ricos como um problema, mas nada mais”.

Cúpula do G20 no Brasil terá foco em sustentabilidade e pobreza

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Este artigo foi publicado originalmente em alemão.



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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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