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Polícia da Índia prende 23 após início de violência no estado de Manipur, no nordeste | Notícias sobre conflitos

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Os protestos eclodiram depois que seis corpos, que se acredita terem sido sequestrados na comunidade Meitei, foram recuperados na sexta-feira.

A polícia do estado de Manipur, no nordeste da Índia, prendeu 23 pessoas por saquear e atear fogo às casas de legisladores e ministros na capital Imphal, quando os protestos eclodiram no sábado após a descoberta de seis corpos.

Os manifestantes exigem responsabilização pelos ataques na região depois que os seis falecidos, que se acredita terem sido sequestrados na comunidade Meitei, foram recuperados na sexta-feira.

Desde maio de 2023, confrontos intercomunitários entre as comunidades hindu Meitei e cristã Kuki resultaram em pelo menos 250 mortes e deslocaram 60 mil pessoas na região.

Os corpos de uma mulher e de uma criança de dois anos, que se acredita serem membros de uma família Meitei desaparecida, foram encontrados num rio no domingo. O corpo de um homem Kuki também foi encontrado no domingo, mas as autoridades ainda não confirmaram a causa da morte; no entanto, disseram que isso “poderia estar ligado à violência”.

As tensões em Manipur aumentaram na semana passada, quando uma mulher de 31 anos da comunidade tribal Kuki foi queimada viva. Grupos Kuki culparam os rebeldes Meitei pelo ataque.

Um alto funcionário da polícia estadual disse à agência de notícias Reuters no domingo que a situação na área estava “relativamente calma hoje, mas imprevisível”. A polícia também impôs um toque de recolher por tempo indeterminado no sábado e suspendeu os serviços de internet e móveis.

A polícia disse ter disparado bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão, enquanto oito pessoas ficaram feridas na violência que continuou pelo segundo dia. Eles acrescentaram que mais forças de segurança foram enviadas para o estado do Nordeste.

‘Profundamente perturbador’

O líder da oposição indiana, Rahul Gandhi, instou no sábado o primeiro-ministro Narendra Modi a visitar Manipur, que tem sido devastada pela violência étnica há mais de um ano e meio. Modi não visita o estado desde que a violência eclodiu no ano passado, depois de Kukis ter protestado contra a inclusão dos Meitis dominantes como uma Tribo Programada, o que os torna elegíveis para programas de acção afirmativa do governo.

“A recente série de confrontos violentos e o contínuo derramamento de sangue em Manipur são profundamente perturbadores. Depois de mais de um ano de divisão e sofrimento, todos os indianos esperavam que os governos central e estadual tivessem feito todos os esforços para a reconciliação e encontrado uma solução”, postou Gandhi no X.

“Exorto o Primeiro-Ministro mais uma vez a visitar Manipur e trabalhar para restaurar a paz e a cura na região.”

O Partido Popular Nacional (NPP), aliado do governante Partido Bharatiya Janata (BJP), anunciou no domingo sua retirada do apoio ao governo estadual após citar o fracasso do ministro-chefe de Manipur, N Biren Singh, em resolver a crise na área.

Os serviços de Internet foram encerrados durante meses em Manipur no ano passado, durante a eclosão da violência.

O conflito em curso significa que Manipur foi dividida em dois enclaves étnicos: o vale controlado por Meitei e as colinas dominadas por Kuki.



Leia Mais: Aljazeera

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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre

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O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.

O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.

“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.

A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.

Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.

 



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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.

Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.

O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-vice.jpg

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.

A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.

 



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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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