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Polícia descontente na Irlanda do Norte responsável por vazamentos do IRA após acordo da Sexta-Feira Santa | Acordo de Sexta-Feira Santa
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Robert Booth and agencies
Partes do governo britânico e membros descontentes da Royal Ulster Constabulary foram responsáveis por uma série de grandes vazamentos durante e após o estabelecimento da Polícia Real de 1998. Acordo de Sexta-Feira Santa na Irlanda do Norte, de acordo com afirmações constantes dos arquivos do governo irlandês recentemente divulgados.
Um funcionário irlandês do departamento de relações exteriores com foco na justiça e segurança criou um relatório e uma lista dos vazamentos em outubro de 2002. Eles incluíam tentativas de minar o Sinn Féin, o partido político republicano ligado ao IRA, e expor a posição do então Irlanda do Norte secretário, Mo Mowlam.
Recordando a frágil situação na sequência do histórico acordo de paz, o relatório descreveu como “oficiais descontentes do Ramo Especial na Irlanda do Norte” foram responsabilizados pelo governo britânico por uma série de divulgações sobre o IRA que foram concebidas para prejudicar o Sinn Féin. nas eleições gerais de 2001 no Norte Irlanda.
Detalhes de um IRA O banco de dados de inteligência contendo os nomes dos principais políticos conservadores – descrito na época como uma “lista de alvos” – também foi repassado à BBC em abril de 2002 e, continuava a nota informativa, isso foi seguido “dias depois por um vazamento para o Sunday Telegraph que alegou que comandantes seniores do IRA compraram rifles das forças especiais russas em Moscou no ano passado”.
Os vazamentos da Seção Especial também foram associados à invasão do IRA em 2002 na sede do RUC em Castlereagh, no leste de Belfast.
Outros vazamentos incluíram a divulgação, em fevereiro de 1998, de documentos relacionados aos preparativos para a marcha da Ordem Drumcree Orange em 6 de julho de 1997, que foi atormentada por impasses e confrontos enquanto nacionalistas se opunham à procissão pela Garvaghy Road em Portadown.
O documento do plano de jogo mostrou que Mowlam, que expressava publicamente o desejo de uma solução negociada para o desfile de 1997, defendia “encontrar o mínimo denominador comum para colocar alguns pés laranja na Garvaghy Road”.
Em 1997, um grande número de forças de segurança foi enviado para a área para permitir o prosseguimento da marcha. O incidente gerou maior tensão e uma onda de tumultos.
Noutras partes dos arquivos irlandeses recentemente divulgados, surgiram documentos que mostram como o governo do Reino Unido foi pressionado para fazer mais para ajudar os antigos paramilitares a conseguir empregos e a reintegrarem-se na sociedade meses depois de terem sido libertados da prisão em 1998, após o acordo da Sexta-Feira Santa.
O ministro da Irlanda do Norte, Adam Ingram, resistiu à pressão, afirmando que a sociedade “ainda não estava na fase em que todas as venezianas pudessem ser fechadas”, expressando preocupação de que ex-prisioneiros pudessem acabar ensinando os filhos das suas vítimas.
após a promoção do boletim informativo
Houve detalhes de um caso embaraçoso quando um pedaço de rocha lunar presenteado ao presidente irlandês pela Nasa após uma missão Apollo e mantido no Observatório Dunsink foi destruído em um incêndio em 1977.
E em 2002, quando a rainha celebrava o seu jubileu de ouro, um ministro unionista do governo de Stormont rejeitou a sugestão de que poderia haver uma extensão do horário de funcionamento dos pubs. A correspondência mostrou que os senhores-tenentes na Irlanda do Norte – representantes da rainha – também não estavam a pressionar por horários de licenciamento mais comemorativos.
“Lady Carswell, em particular, acredita que seria difícil para os Lordes Tenentes encorajarem tais atividades sem parecerem políticos”, mostrou um e-mail recém-divulgado.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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