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Polícia Militar realiza formatura do primeiro Curso de Trânsito Aplicado do Acre

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Lucas Moura

A Polícia Militar do Acre (PMAC), por meio do Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran), realizou a formatura dos participantes do primeiro Curso de Trânsito Aplicado (CTA) do Acre. A solenidade foi realizada na manhã desta sexta-feira, 1º, em Rio Branco, e contou com a presença de autoridades militares, civis e familiares.

Formandos pertencem ao primeiro CTA. Foto: Davi Silva Barbosa/PMAC

O CTA é uma capacitação voltada à segurança pública, com o objetivo de aprimorar a atuação de militares e agentes de trânsito. O curso possui uma carga de 198 horas-aula, distribuídas em 44 disciplinas, que abordam temas fundamentais para a atividade policial no trânsito, como legislação geral e específica de trânsito, fiscalização, transporte de produtos perigosos e atendimento a sinistros, entre outros. A capacitação contou com a participação de instrutores de São Paulo e representantes do grupo Honda e do Detran.

Ao todo, 40 alunos concluíram o curso, sendo 32 policiais militares e oito agentes de trânsito do Departamento Estadual de Trânsito do Acre (Detran-AC). Entre os formandos, o sargento Francisco Souza obteve o primeiro lugar no curso. “O sentimento é de orgulho e alegria, pois é único na nossa vida como policiais militares, visto que o curso nos capacita para melhor atuar no policiamento de trânsito do nosso estado”, disse, agradecido.

Sargento Francisco Souza, ao centro da foto, obteve o primeiro lugar no curso. Foto: Davi Silva Barbosa/PMAC

O BPTran desempenha um papel fundamental na fiscalização do trânsito no Acre, com o objetivo de preservar vidas e prevenir acidentes. No primeiro semestre deste ano, 40 mil pessoas foram alcançadas pelas campanhas educativas do Batalhão. Para fortalecer essa atuação, o Detran-AC contribui de forma imprescindível, atuando em parceria com a PMAC por meio de convênio. Segundo o diretor operacional da autarquia, Anderson Castro, o foco é salvar vidas. “A parceria firmada entre a PMAC e o Detran-AC visa capacitar nossos policiais e agentes, beneficiando a sociedade. Nossa principal missão é prevenir mortes no trânsito e conscientizar os condutores”, destacou.

Aderson Castro: “Prevenir mortes no trânsito e conscientizar os condutores”. Foto: Davi Silva Barbosa/PMAC

A subcomandante-geral da PMAC, coronel Marta Renata, ressaltou a importância do CTA para a atuação nas ruas. “Sabemos que a capacitação traz segurança e autonomia à nossa profissão, especialmente no policiamento de trânsito. Parabenizo todos os formandos e seus familiares, que diariamente abrem mão da convivência para que esses profissionais possam proteger nossa sociedade”, declarou.

Subcomandante-geral da PMAC, coronel Marta Renata. Foto: Davi Silva Barbosa/PMAC.

O primeiro CTA do Acre representa um marco para a especialização dos militares que atuam no trânsito no estado. O objetivo para 2025 é estender o curso aos municípios do Alto e Baixo Acre e ao Vale do Juruá. A comandante do Batalhão de Trânsito, tenente-coronel Eliana Maia, reforçou a importância de novos cursos de aperfeiçoamento. “Este é um momento único, mas não vamos parar por aqui. Com o apoio da Diretoria de Planejamento e da Diretoria de Ensino, conseguiremos levar essa capacitação a mais municípios do Acre”, afirmou.

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



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