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políticos de todos os lados pedem ao governo que impeça a venda da subsidiária da Sanofi para um fundo americano

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Tanto da esquerda como da direita, parlamentares de vários partidos políticos instaram o governo na sexta-feira, 10 de outubro, a bloquear a venda da Opella, uma subsidiária da Sanofi responsável em particular pelo fabrico de Doliprane.

O Doliprane, o medicamento mais vendido em França, está prestes a passar sob bandeira americana, tendo a Sanofi anunciado na sexta-feira que estava a negociar com o fundo de investimento CD&R a cedência do controlo da sua subsidiária.

Vários líderes partidários recorreram imediatamente às suas redes sociais. “A venda dividida da França continua”, Jordan Bardela (Encontro Nacional). “Nenhuma lição terá sido aprendida com a Covid”, apontou Marine Tondelier (Ecologistas). É isso “uma vergonha” et “outro símbolo da nossa perda de soberania”, julgou Fabien Roussel (Partido Comunista).

Parlamentares de todos os lados, desde a esquerda até representantes eleitos que apoiam o governo, também apelaram ao executivo para se opor. A operação “representa uma questão muito preocupante para a nossa segurança nacional”escrevem cerca de sessenta deputados dos grupos Ensemble pour la République (ex-Renascença), Horizontes, Démocrate (ex-MoDem) e Direita Republicana (ex-LR), por iniciativa de Charles Rodwell MP (EPR). “Doliprane é um medicamento essencial para a saúde de milhões de franceses”e “sucesso para o grupo Sanofi”e a operação iria contra o “restauração da soberania francesa em questões de saúde”alertam numa carta conjunta ao ministro da Economia, Antoine Armand.

Pedem ao governo que invoque um artigo do Código Monetário e Financeiro que lhe permite sujeitar os investimentos estrangeiros em sectores sensíveis a autorização prévia.

Leia também | Artigo reservado para nossos assinantes O Doliprane passa sob a bandeira americana

“Soberania em saúde”

Na manhã de sexta-feira, foram os deputados do La France Insoumise que pediram ao governo que bloqueasse a transferência. “Essas pessoas estão arruinando o champanhe ao desindustrializar a França”, eles denunciaramapontando “uma venda no valor de 15 mil milhões de euros… e 7 mil milhões em presentes aos acionistas em perspetiva”.

O chefe do grupo de direita republicana, Laurent Wauquiez, e o relator geral do orçamento da Segurança Social, Yannick Neuder (DR), também escreveu ao ministro com o mesmo pedido: “é essencial que o Estado atue para proteger os nossos carros-chefe industriais e garantir a soberania sanitária da França”.

“Embora o paracetamol já fosse impossível de obter há alguns meses… eles estão abandonando-o? Nem é bom para a nossa saúde nem para o nosso emprego”, denunciou no X o chefe dos deputados socialistas Boris Vallaudpedindo ao governo que “reagir”.

Segundo fontes consistentes, a avaliação, não especificada, aproximar-se-ia dos 16 mil milhões de euros. A Opella afirma ser a número três do mundo em medicamentos não sujeitos a receita médica, vitaminas, minerais e suplementos alimentares. Esta subsidiária supervisiona cerca de uma centena de marcas além da Doliprane, como Mucosolvan, Maalox e Novanuit.

Guias de compra do Le Monde

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Os ministros da economia, Antoine Armand, e da indústria, Marc Ferracci, pediram na sexta-feira compromissos da Sanofi e do futuro comprador para garantir o “manter as sedes e os centros de decisão no território nacional” et “A pegada industrial francesa da Opella”.

Leia também | Artigo reservado para nossos assinantes Paracetamol fabricado na França, uma questão de soberania

O mundo com AFP

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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