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Por que a Rússia rejeitou o plano de trégua de Trump na Ucrânia? | Notícias da guerra Rússia-Ucrânia

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A Rússia destruiu um plano apresentado pela equipe do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, para acabar com o Guerra Rússia-Ucrânia adiando a adesão de Kiev à OTAN em troca de um cessar-fogo, segundo a mídia estatal russa.

A vitória de Trump nas eleições presidenciais de Novembro, as suas repetidas críticas ao financiamento da Ucrânia e dos Estados Unidos para Kiev, e a sua promessa de acabar com a guerra dentro de um dia, uma vez no poder, suscitaram preocupações entre os aliados da NATO sobre os compromissos que ele poderá exigir da Ucrânia.

Mas a rejeição do Kremlin daquilo que é alegadamente um elemento-chave da proposta apresentada pela equipa de Trump para uma trégua sublinha os avisos de alguns analistas que alertaram contra a suposição de que a Rússia terá necessariamente garantido o fim da guerra nos seus termos.

Então, qual é a proposta de Trump para a paz na Ucrânia, o que a Rússia rejeitou – e porquê?

Qual é o plano de Trump para a Ucrânia?

Trump teve o cuidado de não revelar muito sobre o seu plano. “Não posso lhe dar esses planos porque, se eu lhe der esses planos, não poderei usá-los. Eles não terão sucesso. Parte disso é surpresa”, Trump disse em uma entrevista em podcast com Lex Fridman em setembro.

Durante a campanha, Trump fez promessas de acabar com a guerra na Ucrânia dentro de 24 horas. No entanto, em 12 de Dezembro, ele disse à revista Time que “o Médio Oriente é um problema mais fácil de resolver do que o que está a acontecer com a Rússia e a Ucrânia”.

Trump e os seus principais assessores apresentaram algumas ideias para uma trégua na Ucrânia. Aqui está o que sabemos:

  • Em 6 de novembro, o Wall Street Journal (WSJ) informou que os planos de Trump para uma trégua na Ucrânia envolvem o adiamento da adesão de Kiev à OTAN em 20 anos, citando três fontes próximas de Trump.
  • Vice-presidente de Trump JD Vancerevelou possíveis detalhes do plano de Trump em uma entrevista para o Shawn Ryan Show, transmitido em setembro. Vance disse que a atual linha de demarcação entre a Rússia e a Ucrânia se tornaria uma “zona desmilitarizada”, fortificada para que a Rússia não invadisse novamente.
  • O relatório do WSJ diz que esta zona desmilitarizada abrangeria quase 1.290 km (800 milhas). Embora ainda não esteja claro quem policiaria a zona, um membro não identificado da equipe de Trump disse que “o cano da arma será europeu”, segundo o WSJ.
  • Vance também sugeriu que, de acordo com o plano, a Ucrânia teria de ceder parte do seu território ocupado à Rússia, incluindo partes de Luhansk, Donetsk, Kherson e Zaporizhzhia. A Rússia tomou conta de cerca de 20% do território ucraniano desde 2014.
  • Em 27 de novembro, Trump nomeou o general reformado Keith Kellogg como seu enviado especial para a guerra Rússia-Ucrânia. Em Abril, Kellogg foi co-autor de um documento de estratégia, sugerindo que os EUA poderiam continuar a armar a Ucrânia, desde que Kiev concordasse em participar nas conversações de paz com Moscovo.
  • O artigo de Kellogg sugeriu ainda que a OTAN poderia suspender a adesão da Ucrânia e que poderia ser oferecido à Rússia algum alívio nas sanções em troca da sua participação nas negociações de paz.
  • Na entrevista à revista Time, Trump criticou a Ucrânia por lançar mísseis em território russo no mês passado. “Discordo veementemente do envio de mísseis a centenas de quilómetros para a Rússia. Por que estamos fazendo isso? ele disse, acrescentando que isso apenas aumentaria a guerra. No final de novembro, Ucrânia atacou a Rússia com armas de longo alcance fabricadas pelos EUA e pelo Reino Unido. Isto ocorreu depois que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, pressionou os EUA e o Reino Unido a permitir que a Ucrânia usasse os mísseis para atacar dentro da Rússia, o que foi anteriormente restrito.

O que a Rússia disse?

Na sua interacção anual com a imprensa, em 26 de Dezembro, o presidente russo, Vladimir Putin, rejeitou a ideia de que um adiamento da adesão da Ucrânia à NATO seria suficientemente satisfatório para Moscovo.

Putin disse que embora não conheça os detalhes do plano de Trump, o atual presidente Joe Biden fez uma sugestão semelhante em 2021, para adiar a admissão da Ucrânia por 10 a 15 anos. “Em termos de distâncias históricas e prazos, este é um momento. Que diferença isso faz para nós – hoje, amanhã ou daqui a 10 anos?” ele perguntou, retoricamente, em resposta à pergunta de um jornalista, de acordo com uma transcrição da interação do Kremlin.

Então, no domingo, a agência de notícias estatal russa TASS citou o Ministro das Relações Exteriores Sergei Lavrov duplicando a rejeição de Putin a algumas das propostas de Trump para a Ucrânia.

“Certamente não estamos satisfeitos com as propostas feitas por representantes da equipa do presidente eleito para adiar a adesão da Ucrânia à NATO por 20 anos e para enviar um contingente de manutenção da paz de ‘forças britânicas e europeias’ na Ucrânia”, disse Lavrov à TASS.

Lavrov acrescentou que a Rússia ainda não recebeu quaisquer “sinais” oficiais dos EUA sobre o “acordo ucraniano”. O diplomata russo explicou que até à tomada de posse de Trump em Washington, em 20 de janeiro, apenas a administração cessante de Biden estava autorizada a interagir com Moscovo.

Enquanto isso, na quinta-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, disse que Moscou estava aberta a negociações de paz com a Ucrânia sediadas na Eslováquia. Putin recebeu o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, no Kremlin esta semana. Fico tem sido cético em relação ao apoio militar da União Europeia à Ucrânia.

Mas o que fará a Rússia?

“Putin está a fazer bluff, ele quer um acordo”, disse Timothy Ash, membro associado do programa Rússia e Eurásia da Chatham House, um think tank com sede em Londres.

Ash disse à Al Jazeera que Putin “jogará duro na preparação para as negociações rejeitando tudo”, mas que “ele precisa de um acordo, pois não pode sustentar uma guerra longa dadas as enormes baixas”. E se Trump oferecesse a Putin um acordo no qual a Rússia mantivesse efectivamente o território ucraniano que controla actualmente – como Vance sugeriu que seria a oferta – Moscovo, disse Ash, provavelmente aceitaria.

“Trump está numa posição forte, Putin está numa posição fraca”, disse Ash. “Trump pode sustentar uma longa guerra à medida que os EUA vencem com enormes vendas de defesa com zero baixas americanas. Esperemos que Trump perceba isso.”

Como reagiu a Ucrânia?

Trump encontrou-se com Zelenskyy e com o presidente francês Emmanuel Macron em 7 de dezembro em Paris. Após a reunião trilateral, Trump disse ao New York Post que Zelenskyy quer um cessar-fogo. “Ele quer fazer as pazes. Não falamos sobre os detalhes”, acrescentou.

A Ucrânia já tinha sublinhado anteriormente que qualquer acordo de paz deve envolver anular a anexação russa do território ucraniano, incluindo a Crimeia, que foi anexada em 2014.

No entanto, numa entrevista à Sky News publicada em 29 de novembro, Zelenskyy mudou sua postura. “Se quisermos parar a fase quente da guerra, precisamos de colocar sob a égide da NATO o território da Ucrânia que temos sob o nosso controlo”, disse ele. “Precisamos fazer isso rápido. E então, no território (ocupado) da Ucrânia, a Ucrânia pode recuperá-los de forma diplomática.”

“Este é um grande compromisso de Zelenskyy sobre o território”, disse Ash à Al Jazeera na época.

Embora os membros da NATO tenham garantido que a Ucrânia está num caminho “irreversível” para aderir à aliança, estão receosos de admitir a Ucrânia enquanto esta ainda estiver em guerra com a Rússia. Isto acontece porque o tratado da OTAN contém uma cláusula de defesa mútuadecretando que todos os membros são considerados sob ataque se um membro for atacado. A admissão da Ucrânia na NATO implicaria que todos os membros da NATO estariam em guerra com a Rússia.

Com a Rússia a rejeitar um compromisso sobre a adesão à NATO – que a Ucrânia consegue, mas apenas duas décadas depois – não é claro como Kiev e Moscovo poderão regressar à mesa de negociações. A adesão à NATO é a peça central daquilo que Zelenskyy tem defendido como o seu plano de paz.

Mas, de acordo com Ash, Zelenskyy também poderá estar disposto a comprometer a adesão à NATO. O que Zelenskyy não comprometeria, disse Ash, é a questão da segurança da Ucrânia.

“A Ucrânia tem de ter a certeza de que, sob qualquer acordo, Putin não pode simplesmente invadir novamente”, disse Ash. “Isso significa garantias bilaterais de segurança por parte do Ocidente ou garantias férreas de que darão à Ucrânia todas as ferramentas necessárias para se defender – tal como Israel ou a Coreia do Sul.”

Entretanto, no meio da cordialidade entre Putin e Fico em Moscovo na semana passada, Zelenskyy atacou o governo eslovaco. No sábado, ele acusado Fico de abrir uma “segunda frente energética” contra Kiev, sob as ordens de Moscovo. O gás russo transita através da Ucrânia para a Eslováquia, Moldávia e Hungria ao abrigo de um acordo que expira no final deste ano.

Fico, após a sua visita a Putin, disse que a Eslováquia consideraria uma retaliação contra Kiev se cortasse as transferências de gás em 1 de janeiro de 2025.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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