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Por que as farsas científicas nem sempre são inúteis

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Vida de laboratório. O biólogo canadense Zen Faulkes não é naturalista, embora goste de coletar lagostins e caranguejos para suas pesquisas. No entanto, ele gosta de coleções inesperadas. Durante vários anos, ele tem recuperado, listado e classificado… fraudes científicas. Ou seja, artigos de pesquisa paródicos, irônicos ou sem sentido que nunca deveriam ter sido publicados. “É claro que se esses textos desaparecessem não seria uma grande perda. Mas é importante acompanhá-los e tentar tirar algumas lições da sua existência.”estima a pesquisadora, cujo acervo abrange 432 páginas, para 42 exemplos. Ele apenas sugeriu uma primeira análise em um artigoainda não revisado por pares, publicado online no BiorXiv.org em 19 de novembro.

Seu exemplar preferido, que remonta a 1884, foi escrito por um famoso e polêmico médico canadense, William Osler, na forma de uma carta descrevendo o delicado caso de um homem e uma mulher que não podiam se separar após o coito. Sua piada foi levada a sério por vários anos.

Para sua análise, Zen Faulkes reteve apenas 27 boatos, imaginados entre 2009 e 2020. O mais emblemático é tão trivial que seu sucesso ainda surpreende. Em 2014, dois autores conseguiram ter oJornal Internacional de Tecnologia de Computação Avançada um texto que repete em dez páginas apenas a fraseaqui traduzido, “Tire-me da porra da sua lista”. Os autores quiseram mostrar o seu descontentamento com o spam recebido desta editora, que os convidou insistentemente para publicar com ele.

Duvidoso e lucrativo

“Este exemplo faz parte da maioria dos casos, 21 em 27, ligados à ascensão do que chamamos de “editores predatórios”, periódicos sem controle de qualidade”observa Zen Faulkes. Trata-se, portanto, ao passar artigos sem sentido, denunciar estas revistas duvidosas e lucrativas que floresceram com o aparecimento, a partir de 2006, de publicações de acesso aberto mas que exigem o pagamento de taxas de publicação, em oposição às de assinatura. Alguns jornalistas têm empurrou a denúncia ainda maiscomo John Bohannon para Ciência. Em 2013, ele enviou 304 artigos falsos para outras revistas, e 157 foram aceitos.

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Eventos da Ufac em CZS discutem ciências ambientais e agrárias — Universidade Federal do Acre

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O programa de pós-graduação em Ciências Ambientais e o programa de educação tutorial (PET) de Agronomia, do campus Floresta da Ufac, promovem, de 16 a 19 de novembro, o 5º Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o 2º Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá. As inscrições estão abertas online para submissão de trabalhos até 20 de setembro; e para estudantes, profissionais da área e público em geral até 20 de novembro.

Os eventos reúnem alunos, pesquisadores e profissionais do setor para debater soluções socioambientais e inovações para o desenvolvimento sustentável na região. E segundo os organizadores, consolidam-se como um fórum estratégico de integração interdisciplinar na Amazônia Ocidental, promovendo a difusão de pesquisas científicas, o intercâmbio de experiências práticas e o fortalecimento de redes de conhecimento voltadas à conservação ambiental e ao avanço das ciências ambientais e agrárias.



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Pesquisa da Ufac é premiada em Congresso Brasileiro de Sementes — Universidade Federal do Acre

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Ítalo Ribeiro em CBSementes-2026.png

Pesquisadores de programas de pós-graduação (PPGs) da Ufac conquistaram o prêmio de melhor trabalho na categoria Mestrado durante o 23º Congresso Brasileiro de Sementes, realizado de 25 a 28 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR), e promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes. O estudo trata de uma técnica baseada no uso de ultrassom para acelerar a germinação e o crescimento de mudas.

A autora principal é a mestranda Lívia Brito, com a colaboração de Ítalo Ribeiro, Rayane de Oliveira, João dos Santos, Janaína Alencar, Evandro Ferreira e Luis Maggi, que integram os PPGs em Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Biodiversidade e Biotecnologia; Produção Vegetal e Ciência Florestal, além do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

O trabalho avaliou os impactos do ultrassom na espécie arbórea conhecida popularmente como bordão-de-velho ou sete-cascas. A planta possui valor econômico para alimentação humana e animal, além de potencial para projetos de reflorestamento. Contudo, a produção de mudas enfrenta barreiras devido ao seu revestimento, uma rigidez na casca da semente que dificulta a entrada de água e atrasa a germinação.

Os testes conduzidos no Laboratório de Biofísica da Ufac/Bionorte demonstraram que a aplicação de ultrassom com determinada frequência e intensidade pelo período de cinco minutos aumentou o percentual e a velocidade do processo de germinação. A tecnologia é pioneira no país, sem registros anteriores de aplicação em escala industrial no Brasil.

Segundo Lívia, a expectativa da equipe é estender a metodologia a outras culturas agrícolas e espécies nativas, sobretudo as ameaçadas de extinção. A investigação também abrange experimentos com a castanha-do-brasil, apontando dados preliminares de que doses específicas de ultrassom podem elevar os teores de proteína bruta e nitrogênio total nas plantas.

A comitiva da Ufac no congresso contou ainda com outras apresentações. Ítalo Ribeiro expôs os efeitos da técnica no crescimento inicial da ‘Apuleia leiocarpa’, espécie moveleira sob ameaça de extinção; Ronald Antônio Nascimento de Souza apresentou resultados aplicados a sementes de sangue-de-dragão e moringa; e o professor e orientador Luis Eduardo Maggi apresentou um software em desenvolvimento projetado para estimar com precisão a quantidade de energia acústica aplicada sobre as sementes.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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V SIMECO — Universidade Federal do Acre

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