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Por que ‘George Floyd do Brasil’ recebeu menos protestos públicos – mesmo no Brasil? | Brasil

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Tiago Rogero in Rio de Janeiro

Sapreendido em um posto de controle por andar de moto sem capacete, Genivaldo de Jesus Santos, 38 anos, foi forçado a entrar no porta-malas de um carro da polícia por três policiaisque espalhou spray de pimenta e gás lacrimogêneo no espaço confinado.

Com dezenas de espectadores observando – alguns deles gritando “Você vai matá-lo” e alertando que De Jesus estava mentalmente doente – os policiais o mantiveram na câmara de gás improvisada por 11 minutos e 27 segundos em 2022 no Nordeste. Estado brasileiro de Sergipe.

Quando finalmente o levaram ao hospital, ele já estava morto por asfixia e insuficiência respiratória, descobriu mais tarde o relatório do legista. Ele deixou esposa e um filho de sete anos.

Dois anos depois, os ex-policiais – todos demitidos da Polícia Rodoviária Federal em 2023 – foram condenados a penas de prisão que variam de 23 a 28 anos por homicídio.

Em 2022, o caso imediatamente atraiu comparações com o assassinato de George Floyd nos EUA – não só porque envolveu um homem negro a ser sufocado até à morte pela polícia, mas porque ocorreu exactamente na mesma data, dois anos depois.

Mesmo no Brasil, a morte de De Jesus causou muito menos protestos públicos do que a de Floyd, e os especialistas ainda estão a tentar compreender porquê – no país com a maior população negra fora de África – isso aconteceu.

Após a morte de Floyd em Minneapolis, protestos eclodiram em todo o Brasil – assim como em outras partes do mundo – e perfis de mídia social de artistas negros e brancos foram inundado com quadrados pretos.

Quando De Jesus morreu, no entanto, as reações nas redes sociais e nas ruas limitaram-se principalmente aos movimentos negros ou aos artistas ligados à causa. Até mesmo as notícias das condenações de sábado passaram em grande parte despercebidas.

“Não houve nada aqui nem remotamente comparável ao clamor provocado pela morte de Floyd”, disse a historiadora Ynaê Lopes dos Santos, professora da Universidade Federal Fluminense.

Foi justamente a reação brasileira à morte do americano que a inspirou a escrever um livro narrando a história do país pelas lentes do racismo.

“Uma narrativa de ‘surpresa’ surgiu aqui como se a morte de Floyd nos fosse completamente desconhecida”, disse Lopes dos Santos, que publicou o livro em 2022.

Apesar de representarem 55% da população brasileira, os negros representam 87,8% das vítimas da violência policial, de acordo com um relatório publicado em novembro.

Lopes dos Santos acredita que há pelo menos duas razões pelas quais o clamor foi muito maior pela morte de Floyd.

Um manifestante segura uma cruz com o nome de George Floyd durante uma manifestação anti-racismo no Rio de Janeiro, em 7 de junho de 2020. Fotografia: Carl de Souza/AFP/Getty Images

Uma é a ideia persistente entre os brasileiros de que, devido à sua mistura racial, o Brasil é uma “democracia racial” e que, por nunca ter tido leis segregacionistas, o país sul-americano não é tão racista como os EUA.

A outra razão é a sombria realidade de que o constante assassinato de pessoas negras por agentes da lei “infelizmente se tornou parte da nossa ideia de normalidade”, disse ela.

Casos como os de Floyd e De Jesus são assustadoramente comuns: ainda na semana passada, Circulou uma filmagem de um policial fora de serviço atirando em um homem desarmado nas costas 11 vezes após ter furtado material de limpeza em São Paulo. Este incidente foi um dos uma série de casos recentes de violência policial que vêm se acumulando no estado mais rico e populoso do Brasil.

“É ‘normal’ matar negros no Brasil, então conviver com isso é algo arraigado em nossa experiência cívica, o que é assustador”, disse Lopes dos Santos, que atribui isso principalmente à história de escravidão do país: o Brasil importou mais africanos escravizados do que qualquer outro país durante o comércio transatlântico de escravos e foi o último país das Américas a abolir a escravidão.

“O mesmo jovem negro que, no passado, a sociedade brasileira só valorizava como um bom escravizado, agora é aquele que querem matar porque não é considerado útil como cidadão”, disse o historiador.

No julgamento de 11 dias dos assassinos de De Jesus, a mãe da vítima disse que toda a família morreu com ele naquele dia.

“Ele era um filho tão bom”, Maria Vicente de Jesus disse ao jornal Folhaacrescentando que os ex-policiais nunca pediram desculpas a ela ou à família. “Sofro todos os dias e me pergunto por que fizeram isso com meu filho”, disse ela.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna-1.jpg

A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.

A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.

No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.

“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.

A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna2.jpg

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.

Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre

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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel.jpg

Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.

A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.

Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre

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A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.

“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.

Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.

O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.

 



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