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Por que o presidente dos EUA, Trump, removeu as sanções aos colonos israelenses? | Notícias do conflito Israel-Palestina

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Entre a série de ordens executivas assinadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após sua posse na segunda-feira, estava o levantamento das sanções impostas a mais de 30 grupos e entidades de colonos israelenses pela administração do ex-presidente Joe Biden.

A violência dos colonos é há muito uma realidade para os palestinianos que vivem na Cisjordânia ocupada. Mas os ataques e a roubo de terras palestinas aumentaram desde o início da guerra de Israel contra Gaza.

A medida de Trump foi celebrada pela extrema-direita de Israel, embora tenha ocorrido pouco depois de o novo presidente ter pressionado por um cessar-fogo em Gaza, para grande ira daquela facção. Então, o que podemos aprender com a remoção das sanções e qual será a política de Trump em relação a Israel e à Palestina?

Quais foram as sanções impostas aos colonos?

Nos termos das sanções, indivíduos e entidades foram impedidos de aceder a todas as propriedades e activos dos EUA, bem como ao sistema financeiro dos EUA.

Quem foram os alvos das sanções?

Assentamentos ilegais israelenses foram construídos em toda a Cisjordânia desde que esta foi tomada por Israel em 1967. Os assentamentos são construídos em terras palestinas confiscadas e fazem parte de um esforço do movimento setter e do governo israelense para aumentar o controle sobre a Cisjordânia. Os palestinianos sublinham que os colonatos – onde não lhes é permitido viver – tornam efectivamente impossível o estabelecimento de um Estado palestiniano.

Vários indivíduos e entidades foram atingidos pelas sanções. Entre eles estava a organização de desenvolvimento de assentamentos Amana, bem como sua subsidiária Binyanei Bar Amana Ltdambos os quais foram determinados pelas autoridades dos EUA como estando entre as organizações que servem como órgãos guarda-chuva para atividades violentas e extremistas dos colonos.

Indivíduos como David Chai Chasdai, com condenações em Israel por violência contra palestinos que remontam a mais de uma década, também foram incluídos, bem como muitos colonos que, segundo as autoridades dos EUA, estabeleceram postos avançados ou assentamentos ilegais em terras palestinas, como o Fazenda Svis, fundada por um colono, Zvi Bar Yosef, descrito pelo pesquisador anti-ocupação Dror Etkes, como tendo sido responsável pelos “ataques mais brutais de que já ouvi falar em termos de ataques a colonos”.

No entanto, apesar da retórica intransigente da administração Biden, os planos para sancionar os ultraortodoxos Batalhão Netzah Yehuda na sequência de uma série de alegados abusos, incluindo o assassinato arbitrário e a tortura de civis palestinianos, foram arquivados após o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, se ter oposto publicamente.

Por que os EUA impuseram sanções aos cidadãos de seus aliados

As sanções ocorreram num momento em que a administração Biden enfrentava pressão para usar o seu poder para travar a guerra de Israel em Gaza, nomeadamente através da suspensão da venda de armas.

Não querendo fazê-lo, a administração executou, em vez disso, várias medidas menores, procurando influenciar as ações de Israel e sinalizar o seu descontentamento, tais como as sanções a grupos e indivíduos selecionados de colonos.

Em novembro, O ex-porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller, disse que tanto Biden quanto seu secretário de Estado, Antony Blinken, “enfatizaram repetidamente com seus homólogos israelenses que Israel deve fazer mais para acabar com a violência contra civis na Cisjordânia e responsabilizar os responsáveis ​​por ela”.

O governo israelita tem sido dominado por figuras da extrema-direita pró-colonização, incluindo Ministro das Finanças, Bezalel Smotrich e Itamar Ben-Gvir, que era ministro da Segurança Nacional até ao fim de semana passado, quando se demitiu em protesto contra o acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas.

Em Novembro, Ben-Gvir respondeu a um mandado de detenção emitido pelo Tribunal Penal Internacional contra Netanyahu, sugerindo que Israel deveria anexar a Cisjordânia. No início do mesmo mês, em antecipação à presidência de Trump, Smotrich foi mais longe, ordenando que fossem feitos preparativos para a anexação do território ocupado este ano.

As sanções limitaram a violência?

Não.

Até 2024, período em que as sanções dos EUA foram impostas, o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) registrado o maior número de ataques nas quase duas décadas desde que o OCHA começou a documentar tais incidentes, observando “aproximadamente 4.250 palestinos deslocados, 1.760 estruturas destruídas e cerca de 1.400 incidentes envolvendo colonos israelenses em toda a Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental”.

Al Jazeera e grupos de direitos humanos, incluindo a Amnistia Internacional, rastrearam numerosos incidentes de violência de colonos contra casas palestinas durante a guerra de Israel em Gaza e constatou consistentemente que os ataques aos colonos foram ignorados ou mesmo instigados pelas forças de segurança sob o comando de Ben-Gvir.

Qual tem sido a resposta israelense ao levantamento das sanções?

Tanto Smotrich como Ben-Gvir celebraram a revogação das sanções por Trump.

Publicando nas redes sociais, Ben-Gvir escreveu que saudou a “decisão histórica do novo presidente dos EUA, Donald Trump, de suspender as sanções impostas pela administração Biden aos colonos da Judéia e Samaria”, disse ele, usando o termo para a Cisjordânia ocupada. usado pelo governo israelense.

O Ministro das Finanças, Smotrich, foi igualmente explícito, caracterizando as sanções como “uma intervenção estrangeira severa e flagrante nos assuntos internos de Israel”.

Será isto um sinal de qual será a política de Trump em relação a Israel e à Palestina?

Embora muitos no campo pró-Palestina tenham dado crédito a Trump por pressionar por um cessar-fogo em Gaza, ele foi esmagadoramente pró-Israel no seu primeiro mandato e é provável que o seja nos próximos quatro anos.

Trump esteve disposto a dar à direita israelita várias vitórias no passado, mesmo quando esta foi contra a política de longo prazo dos EUA. Por exemplo, ele transferiu a embaixada dos EUA para Jerusalém e reconheceu a anexação ilegal das Colinas de Golã sírias por Israel no seu primeiro mandato. Ele também apresentou uma iniciativa que teria reconhecido a soberania israelense sobre os blocos de assentamentos ilegais na Cisjordânia.

Os membros de seu círculo atual incluem Mike Huckabeea escolha evangélica e pró-assentamentos de Trump para Embaixador dos EUA em Israel, bem como a bilionária “mega-doadora” Miriam Adelson, que supostamente apoia a anexação israelense da Cisjordânia, sugerem que as ambições israelenses para o território podem estar se aproximando , disse HA Hellyer, pesquisador sênior do Royal United Services Institute.

A administração Trump também nomeou a congressista republicana Elise Stefanik como embaixadora dos EUA nas Nações Unidas. Stefanik falou do “direito bíblico” de Israel à Cisjordânia e caracterizou o número de vezes que os votos da ONU foram contra Israel como prova da “podridão anti-semita” da organização.

“Muitas das escolhas de Trump, como Pete Hegseth para a Defesa, ou o seu novo conselheiro de Segurança Nacional, Mike Waltz, sugeririam que estamos a ver a restrição muito limitada e restrita que existia ao comportamento de Israel ser completamente abandonada”, disse Hellyer.

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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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