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Por que os pobres investem menos em educação? – 04/11/2024 – Michael França

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Não é que as pessoas de baixa renda não valorizem a educação. Elas simplesmente enfrentam um labirinto de dilemas diários que tornam o investimento educacional mais arriscado e complicado do que para os grupos mais privilegiados de nossa sociedade.

Mesmo quando levamos em consideração o caso da educação pública, não podemos desconsiderar que aqueles que possuem uma renda muito limitada ainda precisam arcar com vários custos indiretos da educação, como, por exemplo, transporte, materiais escolares, alimentação e uniformes, além do tempo que poderia ser usado para dedicarem-se a trabalhos que complementam a renda familiar.

Ao mesmo tempo, devemos lembrar que, nas regiões mais desfavorecidas, aquelas mesmas que precisariam ter mais investimentos em equipamentos públicos para garantir que a população tenha melhores chances de ascender socialmente, geralmente são as que apresentam escolas com menos recursos, professores com qualificação mais baixa e infraestrutura precária.

Estes são alguns fatores que contribuem para a geração de um ensino básico e médio de baixa qualidade. Um ensino que cria dificuldades adicionais para que nossos jovens em situação de vulnerabilidade social consigam avançar e tenham condições de competir em exames seletivos como o Enem, ou entrar nas melhores universidades.

Entretanto, esses fatores convencionais conseguem explicar apenas uma parte da desigualdade educacional. O problema vai além. Para muitas famílias de baixa renda, o retorno esperado da educação é baixo e isso afeta as escolhas que elas fazem em relação a esse investimento.

A percepção do baixo retorno esperado é reforçada pelo fato de que nem sempre o investimento educacional é proporcional ao esforço que colocamos nele. A dura realidade brasileira é que o mercado de trabalho não costuma valorizar ou recompensar as credenciais acadêmicas daqueles que vêm de contextos sociais mais desfavorecidos.

Muitos jovens de baixa renda têm constatado que, mesmo com um diploma, as oportunidades de emprego e ascensão profissional continuam limitadas, seja pela ausência de contatos no mercado de trabalho ou pela presença de preconceitos e discriminação.

Existem ainda outros fatores que fazem com que o retorno esperado da educação seja significativamente menor nas camadas mais desfavorecidas da sociedade. Entre os mais pobres, há uma ausência de modelos sociais a serem seguidos. Há uma grande ausência de referências que mostrem o caminho e digam que é possível chegar lá.

Muitos daqueles que estão marginalizados não sabem a remuneração dos trabalhos de maior nível de qualificação e qual deveria ser a trajetória para conquistar determinados espaços. Eles observam apenas a dura realidade de seu meio social e a reproduzem. Nesse contexto, quando você não consegue se imaginar em algo maior, dedicar-se a algo maior não é uma possibilidade. Quando não oferecemos a esses jovens uma visão e possibilidade concreta do que eles podem se tornar, estamos negando não somente a eles uma oportunidade de transformação, mas também estamos negando a nós mesmos o que podemos nos tornar como sociedade.

O texto é uma homenagem à música “Oricuri”, composta por José Briamonte, interpretada por Clara Nunes, João do Vale e José Briamonte.


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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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Gestão da Ufac realiza visita ao laboratório Charles Mérieux — Universidade Federal do Acre

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2026.09.24 Visita ao laboratório Charles Mérieux (2).jpg

A Ufac realizou uma visita institucional ao Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM). A agenda reuniu a gestão superior da universidade, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes do centro para alinhar propostas de cooperação que permitam o desenvolvimento de pesquisas avançadas e projetos de inovação em saúde pública nas instalações do laboratório. O encontro ocorreu nessa quinta-feira, 24.

O coordenador de Gestão e Infraestrutura do CICM, George Dobré, apresentou as propostas operacionais para viabilizar o uso da infraestrutura laboratorial por equipes de pesquisadores e estudantes da Ufac. A iniciativa visa unificar o potencial de pesquisa acadêmica da universidade com a capacidade tecnológica e de vigilância do centro.

A reunião contou com a presença do reitor Josimar Ferreira; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; do diretor de Pesquisa da Ufac, Thiago Augusto da Cunha; do diretor-geral da Fiocruz-RO, Jansen Medeiros; e dos pesquisadores da Fiocruz, Gabriel Melim e Deusilene Vieira, que também atua como coordenadora de Pesquisa, Vigilância e Educação do CICM.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Membros da Academia Acreana de Letras visitam a Ufac — Universidade Federal do Acre

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2026.09.25 Visita da Academia Acreana de Letras (2).JPG

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, recebeu membros da Academia Acreana de Letras (AAL), que vieram parabenizá-lo pelo mandato e iniciar as tratativas para fortalecimento da parceria institucional, com incentivo à cultura, à literatura e à extensão acadêmica no Estado. A visita de cortesia ocorreu nesta sexta-feira, 25, na sala de reuniões da Reitoria, campus-sede.

As instituições definiram como encaminhamento a elaboração de um termo de cooperação técnica para aproximar as ações da AAL dos cursos de graduação e das pró-reitorias, com destaque para a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura. A parceria busca integrar a universidade aos projetos culturais da academia, além de apoiar a realização de um grande evento comemorativo ao aniversário da AAL, previsto para este ano, entre 29 de outubro e 17 de novembro.

“Recebo a Academia Acreana de Letras com muita gratidão. Vamos aproximá-la dos nossos processos formativos e das nossas ações de extensão”, disse o reitor Josimar Ferreira. “A universidade já planeja lançar um edital na área de cultura por meio da Agência de Inovação e a academia terá um papel central nesse contexto.”

O presidente da AAL, José Dourado de Souza, ressaltou a relevância da aproximação com a Ufac. “Ficamos muito felizes em prestar essa homenagem ao reitor Josimar, uma pessoa de muita experiência e aberta ao diálogo. A academia busca esse apoio institucional e de materiais para continuar promovendo eventos culturais e ações nas escolas.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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