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Por que Ruanda e Bélgica cortaram laços diplomáticos? – DW – 18/03/2025
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As tensões estavam construindo há semanas. Mas na segunda -feira, o Conselho da UE finalmente decidiu impor sanções aos funcionários militares e governamentais de Ruanda por suas ações na República Democrática do Congo (RDC). A UE acusa Ruanda de alimentar o conflito Tropas estacionando no leste do Congo e explorar a riqueza mineral da região.
A reação de Ruanda foi rápida e notavelmente dura. O país cortou os laços diplomáticos com a Bélgica, seu ex -governante colonial, e deu a diplomatas belgas apenas 48 horas para sair.
Em um comunicado, o Ministério das Relações Exteriores de Ruanda disse: “A Bélgica claramente tomou partido em um conflito regional e continua a se mobilizar sistematicamente contra Ruanda em diferentes fóruns (…) na tentativa de desestabilizar Ruanda e a região”.
O papel da Bélgica em pressionar as sanções
A decisão da UE seguiu semanas de discussões internas, com os Estados -Membros divididos sobre como responder às ações de Ruanda. Bélgica emergiu como o defensor mais vocal de sanções.
“Houve discussões sobre várias sanções e que se formam, e a Bélgica foi claramente a liderança nisso”, disse Kristof Titeca, professor de desenvolvimento internacional da Universidade de Antuérpia, em entrevista à DW.
O ministro das Relações Exteriores da Bélgica, Maxime Prévot, explicou em comunicado que o objetivo de seu país nunca foi “estigmatizar ou enfraquecer Ruanda, mas sim conscientizar os jogos problemáticos que está jogando no leste do Congo e para aumentar a conscientização internacional”. O país decidiu agora responder da mesma forma e expulsou seus diplomatas ruandosos.
Os rebeldes M23 apoiados por Ruanda retiram as negociações de paz do Dr. Congo
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Legado colonial?
Por que a Bélgica desempenhou um papel tão proeminente ao pressionar por sanções? Alguns críticos argumentam que a Bélgica, como o antigo poder colonial na RDC, pode se sentir compelido por um sentimento de culpa colonial em sua posição contra Ruanda. Por mais que a Titeca enfatiza que, embora isso possa ter tido alguma influência, definitivamente não pode explicar tudo, principalmente porque Ruanda também já foi uma colônia belga
Em vez disso, ele diz que a Bélgica está envolvida há muito tempo na região e que as ações de Ruanda constituem uma clara violação do direito internacional.
Uma crise humanitária
As Nações Unidas, os Estados Unidos e a UE acusam Ruanda de financiamento, apoio e direção M23 Rebel Groupque luta contra as forças do governo no Eastern DRC há anos. O grupo lançou uma nova ofensiva em janeiro e agora controla as duas maiores cidades da região. M23 é apenas um dos cerca de 100 grupos armados que disputam o controle na região rica em minerais, perto da fronteira de Ruanda.
O conflito levou a uma das maiores crises humanitárias do mundo, deslocando mais de 7 milhões de pessoas. Especialistas da ONU estimam que os rebeldes M23 são apoiados por cerca de 4.000 tropas ruandesas. Às vezes, eles ameaçavam marchar até a capital do Congo, Kinshasa, a mais de 1.500 quilômetros de distância. De acordo com a agência da ONU, a mais recente escalada causou milhares de mortes e deslocou mais de 500.000 pessoas desde o início do ano.
As sanções funcionarão?
As sanções da UE pretendem aplicar pressão sobre Ruanda, que é frequentemente considerada uma das histórias de sucesso do desenvolvimento da África, mas ainda depende fortemente da ajuda externa, com mais de um terço de seu orçamento proveniente de apoio internacional, de acordo com a Titeca. No entanto, ele é cético de que essas sanções sejam suficientes para interromper o conflito em andamento.
As sanções visam principalmente o governo ruandês e M23 funcionários e não toque nas políticas críticas da UE, acordos ou auxílio ao desenvolvimento. A Titeca acredita que as medidas mais recentes, enquanto uma etapa importante, ficam aquém do que é necessário para criar um impacto significativo.
Relações UE-Rwanda
As divisões internas da UE sobre como lidar com Ruanda estão em andamento há algum tempo. Titeca ressalta que há muitos na UE que defendem o fortalecimento dos laços com Ruanda, vendo o país Modelo como um sucesso. No ano passado, a UE assinou um acordo com Ruanda para melhorar a cooperação no setor de mineração, com foco em matérias -primas sustentáveis.
Titeca sugere que a UE possa tomar mais medidas, como cancelar acordos cooperativos ou cortar ajuda externa, mas ele duvida que isso aconteça. “O mundo mudou. Não somos mais a UE que tínhamos 10, 15 anos atrás … diplomatas ocidentais, seja da UE ou dos EUA, estão muito mais hesitantes em aplicar pressão ou sanções internacionais”.
Ainda assim, Titeca acredita que as sanções tiveram algum efeito, apontando para a forte resposta diplomática de Ruanda como evidência de seu impacto.
Editado por: Matt Pearson
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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