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Portugal: Brasileiros trabalham com turismo no Algarve – 23/12/2024 – Mundo
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João Gabriel de Lima
Algarve, no sul de Portugal, é famosa pelo clima ensolarado, pelas praias com falésias e pelos turistas do Reino Unido –existe inclusive um voo direto entre Londres e Faro, a capital da região. Nos pubs com cardápios bilíngues, os viajantes e aposentados britânicos dividem as mesas com um número crescente de jovens brasileiros, atraídos pelos empregos na área do turismo e pela possibilidade de trabalhar remotamente num lugar onde há praia de dia e muita animação à noite.
Maria Lima, 28, e Richard Guerra, 32, que se conheceram em Portugal durante um show do Gusttavo Lima, abriram em Tavira, cidade praiana do Algarve, a LS Limpezas, especializada em higienizar alojamentos locais —nome que se dá no país aos quartos e casas alugados por aplicativos como o Airbnb.
A demanda é grande: eles contam que a LS, que tem seis funcionários, tem cerca de 70 clientes habituais. Também começa a prospectar outra área, a de limpeza de prédios recém-inaugurados ou reformados.
“Nosso trabalho inclui até pequenos reparos para deixar os alojamentos prontos para o próximo cliente”, diz Guerra. O sucesso já permitiu ao casal comprar uma casa de praia e fazer viagens pela Europa.
Lima e Guerra têm uma trajetória comum entre os brasileiros que vão morar na região, que começam com pequenos trabalhos e depois empreendem. Ela nasceu no Ceará, morou na Rocinha, no Rio, e trabalhou em restaurantes e casas de repouso. Ele é mineiro, chegou a Portugal ainda criança com a mãe, então recém-divorciada, e trabalhou como caminhoneiro e entregador antes de se casar com Lima e se estabelecer em Tavira.
Brasileiros apareceram com destaque na pesquisa “Imigrantes na Profissão em Turismo e Hospitalidade no Algarve”, realizada pelo KIPt (Conhecimento para Inovar Profissões no Turismo, na sigla em inglês), um centro de estudos no município de Loulé, vizinho a Faro, patrocinado por empresários locais e por seis universidades espalhadas pelo país. “Entre os trabalhadores de diversas nacionalidades, são os brasileiros os que melhor se integram na cultura da região”, diz a economista portuguesa Antónia Correia, coordenadora do levantamento.
O objetivo dele era justamente entender o perfil dos imigrantes para sugerir estratégias de integração às empresas e ao poder público. “O turismo no Algarve precisa de imigrantes, e tudo o que não queríamos era que vivessem segregados em guetos, como acontece em outros lugares da Europa”, afirma Correia. “Os brasileiros têm maior facilidade por causa da língua e da proximidade cultural.”
A pesquisa identificou três perfis de imigrantes no Algarve na faixa de 20 a 39 anos. Nos dois primeiros, “imigrantes com afinidade cultural e necessidades socioeconômicas” e “imigrantes que procuram melhor qualidade de vida e novas oportunidades” —que de certa forma se sobrepõem—, os brasileiros são o maior contingente. O terceiro engloba estrangeiros com escolaridade superior, e aí há predominância de outros países europeus.
Rosana Alcântara, 36, mineira de Contagem, vive em Portugal desde os 19. Casou-se, divorciou-se, trabalhou em restaurantes e conta que enfrentou discriminação e machismo. “Do tipo mais clássico, o homem que chega no fim da noite ao restaurante e oferece uma carona só porque você é brasileira”, diz.
Com o tempo, adaptou-se a Portugal. “No início os trabalhos costumavam ser por temporada. Hoje há empregos mais estáveis, pois há turistas no Algarve o ano inteiro. O auge é o verão, mas no inverno chegam os europeus do norte, para quem a temperatura ainda é comparativamente quente.”
Foi graças às garantias trabalhistas que Alcântara pôde empreender. Ela usou o seguro-desemprego para comprar equipamentos profissionais de cozinha. Após um investimento de € 5 mil (cerca de R$ 30 mil), ela hoje produz salgadinhos em larga escala. “Cozinho para festas, casamentos e batizados, e também preparo porções para os que querem comer na praia.”
Já Renata Venâncio, 28, radicada em Faro, enquadra-se no perfil dos “nômades digitais”, jovens com curso superior que vêm ao país em busca de novas experiências. Fã de música eletrônica, ela sonhava em ir ao festival Amsterdam Dance Event, mas a Holanda parecia longe demais para quem morava em Jaru, no interior de Rondônia. A pandemia, no entanto, trouxe-lhe novas perspectivas. “O trabalho remoto transformou minha vida. Descobri que poderia ganhar dinheiro vivendo em qualquer lugar.”
Formada em engenharia de alimentos, começou como professora em cursos técnicos. Seguiu na área educacional —hoje, a partir de Faro, atende remotamente a três empresas do setor de educação, uma em Malta, outra nos Emirados Árabes e uma terceira nos Estados Unidos. Ela também criou um curso sobre como encontrar trabalho remoto em redes sociais.
O turismo responde por cerca de 20% do PIB português. De acordo com Correia, a economista, no Algarve esse número chega perto de 25% e influencia mais de 40 áreas econômicas, da produção de alimentos à construção civil.
Nem o partido de ultradireita Chega questiona a imigração por lá. Vários doadores da sigla são donos de hotéis e restaurantes na região. Sem a mão de obra dos brasileiros —e dos indianos, nepaleses, angolanos, moçambicanos e outros estrangeiros—, seus estabelecimentos não sobreviveriam.
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Atlética do Curso de Engenharia Civil — Universidade Federal do Acre
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10 de fevereiro de 2026NOME DA ATLÉTICA
A. A. A. DE ENGENHARIA CIVIL – DEVASTADORA
Data de fundação: 04 de novembro de 2014
MEMBROS DA GESTÃO ATUAL
Anderson Campos Lins
Presidente
Beatriz Rocha Evangelista
Vice-Presidente
Kamila Luany Araújo Caldera
Secretária
Nicolas Maia Assad Félix
Vice-Secretário
Déborah Chaves
Tesoureira
Jayane Vitória Furtado da Silva
Vice-Tesoureira
Mateus Souza dos Santos
Diretor de Patrimônio
Kawane Ferreira de Menezes
Vice-Diretora de Patrimônio
Ney Max Gomes Dantas
Diretor de Marketing
Ana Clésia Almeida Borges
Diretora de Marketing
Layana da Silva Dantas
Vice-Diretora de Marketing
Lucas Assis de Souza
Vice-Diretor de Marketing
Sara Emily Mesquita de Oliveira
Diretora de Esportes
Davi Silva Abejdid
Vice-Diretor de Esportes
Dâmares Peres Carneiro
Estagiária da Diretoria de Esportes
Marco Antonio dos Santos Silva
Diretor de Eventos
Cauã Pontes Mendonça
Vice-Diretor de Eventos
Kaemily de Freitas Ferreira
Diretora de Cheerleaders
Cristiele Rafaella Moura Figueiredo
Vice-Diretora Chreerleaders
Bruno Hadad Melo Dinelly
Diretor de Bateria
Maria Clara Mendonça Staff
Vice-Diretora de Bateria
CONTATO
Instagram: @devastadoraufac / @cheers.devasta
Twitter: @DevastadoraUfac
E-mail: devastaufac@gmail.com
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SOBRE A EMPRESA
Nome: Engenhare Júnior
Data de fundação: 08 de abril de 2022
Fundadores: Jefferson Morais de Oliveira, Gerline Lima do Nascimento e Lucas Gomes Ferreira
MEMBROS DA GESTÃO ATUAL
Nicole Costeira de Goés Lima
Diretora-Presidente
Déborah Chaves
Vice-Presidente
Carlos Emanoel Alcides do Nascimento
Diretor Administrativo-Financeiro
CONTATO
Telefone: (68) 9 9205-2270
E-mail: engenharejr@gmail.com
Instagram: @engenharejr
Endereço: Universidade Federal do Acre, Bloco Omar Sabino de Paula (Bloco do Curso de Engenharia Civil) – térreo, localizado na Rodovia BR 364, km 4 – Distrito Industrial – CEP: 69.920-900 – Rio Branco – Acre.
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Ufac lança projeto voltado à educação na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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6 de fevereiro de 2026A Ufac lançou o projeto de extensão “Tecendo Teias de Aprendizagem: Cazumbá-Iracema”, em solenidade realizada nesta sexta-feira, 6, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas. A ação é desenvolvida em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Associação dos Seringueiros da Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema.
Viabilizado por meio de emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), o projeto tem como foco promover uma educação contextualizada e inclusiva, com ações voltadas para docentes e estudantes da reserva, como formação em metodologias inovadoras, implantação de hortas escolares, práticas agroecológicas sustentáveis e produção de um documentário com registros da memória cultural da comunidade.
A reitora Guida Aquino destacou a importância da iniciativa. “É um momento ímpar da universidade, que cumpre de fato seu papel social. O projeto nasce a partir da escuta da comunidade, com apoio fundamental do senador Petecão, que tem investido fortemente na educação.” Ela também agradeceu o apoio financeiro para funcionamento da instituição. “Se não fossem as emendas, não teríamos fechado o ano passado com energia, segurança e limpeza garantidas.”
Petecão frisou que o investimento em educação é o melhor caminho para transformar a realidade da juventude e manter as comunidades nas reservas. “Não tem sentido incentivar as pessoas a deixarem a floresta. O mundo todo quer conhecer a Amazônia e o nosso povo quer sair de lá. Está errado. A reserva Cazumbá-Iracema é um exemplo de paz e organização, e esse projeto pode virar referência nacional.”

Ele reafirmou seu apoio à universidade. “A Ufac é um patrimônio do Acre. Já destinamos mais de R$ 40 milhões em emendas para a instituição. Vamos continuar apoiando. Educação não tem partido.”
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, explicou que a proposta foi construída a partir de escutas com lideranças da reserva. “O projeto mostra que a universidade pública é espaço de formulação de políticas. Educação é direito, não mercadoria.” Ele também defendeu a atualização da legislação que rege as fundações de apoio, para permitir a inclusão de moradores de comunidades extrativistas como bolsistas em projetos de extensão.
Durante o evento, foram entregues placas de agradecimento à reitora Guida Aquino, ao senador Sérgio Petecão e ao pró-reitor Carlos Paula de Moraes, além de cestas com produtos da comunidade.
A reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema possui cerca de 750 mil hectares nos municípios acreanos de Sena Madureira e Manoel Urbano, com 18 escolas, 400 estudantes e aproximadamente 350 famílias.
Também participaram da mesa de honra o coordenador do projeto, Rodrigo Perea; o diretor do Parque Zoobotânico, Harley Araújo; o chefe do ICMBio em Sena Madureira, Aécio dos Santos; a subcoordenadora do projeto, Maria Socorro Moura; e o estudante Keven Maia, representante dos alunos da Resex.
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