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Povo sudanês vive ‘pesadelo de violência e fome’: chefe da ONU | Notícias da guerra no Sudão

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O sudanês Muitas pessoas estão a viver um “pesadelo de violência, fome e deslocamento”, e inúmeras outras enfrentam “atrocidades indescritíveis”, incluindo violações generalizadas, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, ao Conselho de Segurança da ONU na segunda-feira.

Ele destacou “relatórios chocantes de assassinatos em massa e violência sexual” em aldeias da província centro-leste de Gezira. A ONU e um grupo de médicos observaram que os combatentes paramilitares causaram estragos na região num ataque de vários dias que matou mais de 120 pessoas numa cidade.

O chefe da ONU disse que as forças militares e paramilitares em guerra do país estão a intensificar os ataques com potências externas “alimentando o fogo” e intensificando o pesadelo da fome e da doença para milhões de pessoas.

Guterres alertou que a guerra de 18 meses enfrenta a séria possibilidade de “inflamar a instabilidade regional do Sahel ao Corno de África e ao Mar Vermelho”.

A guerra eclodiu no Sudão em meados de Abril de 2023, devido a uma luta pelo poder entre o exército sudanês e as Forças Paramilitares de Apoio Rápido (RSF) antes de uma transição planeada para um regime civil, desencadeando a maior crise de deslocamento do mundo. Mais de 11 milhões de pessoas fugiram das suas casas, incluindo três milhões para países vizinhos.

A ONU diz que metade da população do Sudão precisa de ajuda, já que a fome se instalou nos campos de deslocados (Mazin Alrasheed/Reuters)

A guerra já matou mais de 24 mil pessoas até agora, segundo o Armed Conflict Location and Event Data, um grupo que monitoriza o conflito desde o seu início.

“O Sudão está, mais uma vez, a tornar-se rapidamente num pesadelo de violência étnica em massa”, disse Guterres, referindo-se a um conflito na região sudanesa de Darfur, há cerca de 20 anos, que levou o Tribunal Penal Internacional a acusar antigos líderes sudaneses de genocídio e crimes contra a humanidade.

Cerca de 750 mil pessoas enfrentam “insegurança alimentar catastrófica” e condições de fome nos locais de deslocados no Norte de Darfur, disse ele.

O chefe da ONU instou ambos os lados a concordarem com a cessação imediata das hostilidades, a garantirem a proteção dos civis pelos quais são os principais responsáveis ​​e a permitirem que a ajuda humanitária chegue a milhões de pessoas necessitadas.

Guterres acrescentou que está “horrorizado” com relatos de que a RSF paramilitar continua a atacar civis na capital do Norte de Darfur, El Fasher, e áreas circundantes, incluindo locais de deslocados onde a fome foi confirmada.

Ele disse que aqueles que violam o direito humanitário internacional devem ser responsabilizados.

Ajuda insuficiente?

Além disso, a ONU observou que quase 25 milhões de pessoas – metade da população do Sudão – necessitam de ajuda, uma vez que a fome se instalou nos campos de deslocados e 11 milhões de pessoas fugiram das suas casas. Quase três milhões dessas pessoas partiram para outros países.

“Isto não é apenas uma questão de financiamento insuficiente. Milhões passam fome por causa do acesso”, disse ao conselho a Embaixadora dos EUA na ONU, Linda Thomas-Greenfield.

Thomas-Greenfield disse que Washington está alarmado porque, em vez de facilitar a ajuda, as autoridades sudanesas “continuam a minar, intimidar e visar as autoridades humanitárias”. Ela disse que eles precisam expandir e agilizar os movimentos humanitários.

O governo sudanês apoiado pelo exército está empenhado em facilitar a entrega de ajuda em todo o país, incluindo em áreas controladas pela RSF, de acordo com o Embaixador do Sudão na ONU, Al-Harith Idriss Al-Harith Mohamed. Ele disse que 10 passagens de fronteira e sete aeroportos foram abertos para entrega de ajuda.

A aprovação de três meses dada pelas autoridades sudanesas para que a ONU e grupos de ajuda utilizem a passagem de fronteira de Adre com o Chade para chegar a Darfur deverá expirar em meados de Novembro.

“Há 30 camiões que passaram pela fronteira de Adre carregados com armamento avançado e munições, e isto levou a uma grave escalada em al-Fashir e noutros locais”, disse Mohamed. “Percebemos que milhares de mercenários de África e do Sahel entraram no país… através de Adre. A passagem da fronteira de Adre é realmente uma ameaça à segurança nacional.”

O Embaixador da Rússia na ONU, Vassily Nebenzia, disse ao Conselho de Segurança da ONU que cabia ao governo sudanês decidir se a passagem de Adre permaneceria aberta para além de meados de Novembro e que seria “inapropriado exercer pressão sobre” o governo.

“Opomo-nos categoricamente à politização da assistência humanitária”, disse ele. “Acreditamos que qualquer assistência humanitária deve ser conduzida e entregue apenas com as autoridades centrais informadas.”



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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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