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PR: Corte de mata atlântica para ampliar aterro é barrado – 28/01/2025 – Ambiente

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Catarina Scortecci

Órgão do governo do Paraná, o IAT (Instituto Água e Terra) deu autorização para o corte de 9,9 hectares de mata atlântica para ampliação do aterro sanitário de Fazenda Rio Grande (PR), que recebe o lixo diário de Curitiba e outras 25 cidades da região e é administrado pela Estre Ambiental.

A empresa é contratada do Conresol (Consórcio Intermunicipal para Gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos), que é comandado hoje pela prefeitura da capital paranaense.

A decisão do IAT foi assinada em 21 de janeiro e vai na contramão da posição do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), que em outubro do ano passado não deu anuência à supressão da vegetação e ainda analisava um recurso sobre o caso.

Em nota à Folha nesta segunda-feira (27), o Ibama disse que foi surpreendido com a decisão do IAT, que “ignorou a necessidade de parecer autorizativo” do órgão federal.

A Estre iniciou o corte da vegetação a partir do aval do IAT, mas acabou tendo seu maquinário apreendido por técnicos do Ibama na última sexta-feira (24).

A empresa disse à Folha que aproximadamente 60% da área de 9,9976 hectares já foi derrubada a partir do aval do IAT. Acrescenta que os maquinários que foram apreendidos na sexta “são utilizados para a operação diária do aterro sanitário” e que a medida do instituto “poderá comprometer a continuidade do serviço público essencial”.

O Ibama disse que ainda apura a totalidade da área florestal já suprimida para aplicação de multa contra a empresa.

A vida útil do aterro sanitário termina em março deste ano e, para o Conresol, a ampliação do espaço é a única solução imediata para evitar uma calamidade pública. Mais de 2.500 toneladas de lixo são levadas diariamente ao local em Fazenda Rio Grande.

Em nota à reportagem nesta segunda, a Prefeitura de Curitiba afirmou que o consórcio vai recorrer judicialmente nas esferas federal e estadual contra a decisão do Ibama de parar as obras.

Para o Ibama, a autorização expedida pelo IAT não tem validade. O órgão diz estudar ações de responsabilização do instituto estadual, já que houve “uma supressão de vegetação em elevado estágio de conservação, vitimando inúmeras espécies, incluindo algumas ameaçadas de extinção”.

Segundo o Ibama, compete ao instituto a emissão da chamada anuência prévia de supressão da vegetação quando houver supressão de vegetação primária ou secundária em estágio médio ou avançado de regeneração, conforme estabelecido em decreto federal.

Já o IAT sustenta que é competente para dar a autorização e que se baseou em um entendimento da PGE (Procuradoria Geral do Estado), consultada sobre o caso.

De acordo com o parecer da PGE, o IAT é obrigado a submeter o requerimento de supressão da vegetação à análise do Ibama, mas sem a necessidade de acatar a manifestação do instituto.

Para negar o pedido de corte da vegetação, o Ibama fez referência a vedações previstas na Lei da Mata Atlântica, de 2006, como a presença de um corredor ecológico unindo maciços de vegetação.

Na análise que fez sobre o caso, o IAT afirmou que o corredor ecológico mencionado pelo Ibama já é uma área antropizada, ou seja, transformada por atividades humanas.

“As modificações causadas pelas atividades humanas, incluindo a presença de infraestrutura e a mudança no uso do solo, comprometeram a integridade ecológica do corredor, reduzindo sua função original como espaço de conectividade entre os habitats naturais”, disseram os técnicos do IAT.

O órgão estadual também reforçou as medidas compensatórias determinadas à empresa. Para compensar a supressão de vegetação, ela se compromete a recuperar uma área de 31,04 hectares e a preservar outra área de 21,56 hectares.

O Ibama também observou que o corte da vegetação e a ampliação do aterro sanitário estenderiam a vida útil do espaço em apenas mais seis anos (a partir de março de 2025), um período considerado curto.

A Estre afirma que vem implantando novas tecnologias de tratamento de resíduos sólidos, “possibilitando solução definitiva para a questão da vida útil”. Uma das possibilidades em estudo é um túnel que vai desidratar o lixo e transformá-lo em CDR (Combustível Derivado de Resíduos).

“Este empreendimento é o único aterro sanitário de grande porte, licenciado e em operação na região metropolitana de Curitiba, prestando serviço público de caráter essencial e indispensável para alcance de condições mínimas de salubridade ambiental, saúde e ordem públicas”, escreveu o IAT no documento que libera a obra.



Leia Mais: Folha

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



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