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Prato de pedreiro é a grande tendência gastronômica em São Paulo – 17/10/2024 – Cozinha Bruta

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Nem só de Oxxo vive a cidade de São Paulo. Perdizes, onde moro, vê a demolição veloz de casas térreas e sobrados. Quatro, cinco, seis numa marretada só, para dar lugar a torres de apartamentos que ocupam meia quadra.

Está igual em Pinheiros, na Vila Mariana e em outras regiões que são ou serão servidas pelo metrô.

Tanta obra exige um exército de trabalhadores de construção civil.

Toda essa galera precisa almoçar. É aí que entra o proverbial prato de pedreiro, maior tendência gastronômica desta cidade presa num loop de destruição e construção. Meu tipo de tendência.

Dia desses, um pouco antes do meio-dia, passo em frente a um boteco cheio de gente com macacão azul, com macacão amarelo, com macacão cinza. Várias obras forrando a pança no mesmo lugar.

O radar detecta que ali tem comida boa e barata.

Todas as mesas para dois estão ocupadas. Tomo assento numa mesa para quatro, com vista para uma duplinha que pede um copo americano cheio de cachaça —uma fatia de limão para rebater. E repete o pedido.

Os clientes bebem refrigerante em garrafa de litro. Um rapaz cogita sentar-se numa mesa vazia, mas desiste e vem em minha direção.

Pergunta se estou com alguém e, ao ouvir a negativa, acomoda-se no outro canto da mesa. É a solidariedade de classe: ele preservou as mesas maiores para grupos que pudessem chegar.

Baixelas de alumínio são entregues aos fregueses. Chega a minha comida. Nhoque com pernil, sugestão das quintas-feiras.

São duas travessas que, juntas, devem pesar quase um quilo. Enquanto tento vencê-las (fracassei), percebo que a maioria dos pedreiros comem picadinho. Eu precisava voltar.

Volto alguns dias depois e peço o tal do picadinho. Não é picadinho frufru, de mignon com demi-glace e ovo pochê. É picadinho raiz, de boteco. Fantástico, saboroso, macio: o pináculo da trend dos pratos de pedreiro.


PICADINHO DO TRABALHADOR

Rendimento

Duas porções

Tempo de preparo

40 a 60 minutos

Ingredientes

400 g de acém em cubos

1 colher (sopa) de óleo vegetal

2 dentes de alho picados

1 cebola picada

2 colheres (sopa) de extrato de tomate

2 colheres (sopa) de molho inglês ou shoyu

2 folhas de louro

1 batata descascada, em cubos

1 cenoura em rodelas grossas

Sal a gosto

Preparo

1. Na panela de pressão, frite a carne no óleo até evaporar o líquido e dourar todos os lados.

2. Acrescente o alho e frite por dois minutos.

3. Junte a cebola e refogue até murchar.

4. Adicione um copo d’água, o extrato de tomate, o molho inglês, o louro e uma colher (chá) de sal.

5. Quando ferver, tampe a panela. Cozinhe por 20 minutos.

6. Alivie a pressão, destampe e acrescente a batata e a cenoura.

7. Cozinhe por mais 20 minutos ou até engrossar o molho e amaciar a carne e os legumes.


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Professora da Ufac faz visita técnica e conduz conferência em Paris — Universidade Federal do Acre

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Professora da Ufac faz visita técnica e conduz conferência em Paris — Universidade Federal do Acre

A professora do campus Floresta, Maria Cristina de Souza, que também é curadora do Herbário em Cruzeiro do Sul, esteve, de 9 a 15 de abril, no Museu de História Natural de Paris, representando a Ufac. Ela conduziu, em francês, conferência sobre a diversidade e a riqueza da região do Alto Juruá e realizou visita técnica, atualizando amostras das coleções de palmeiras (Arecaceae) do gênero Geonoma. As atividades tiveram apoio dos pesquisadores Marc Jeanson, Florent Martos e Marc Pignal.

 



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Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre

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Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre

O professor Rafael Coll Delgado, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, da Ufac, participou como coautor do artigo “Interações Clima-Vegetação-Solo na Predição do Risco de Incêndios Florestais: Evidências de Duas Unidades de Conservação da Mata Atlântica, Brasil”, o qual foi publicado, em inglês, na revista “Forests” (vol. 15, n.º 5), cuja dição temática foi voltada aos desafios contemporâneos dos incêndios florestais no contexto das mudanças climáticas.

O estudo também contou com a parceria das Universidades Federais de Viçosa (UFV) e Rural do Rio de Janeiro e foi desenvolvido no âmbito do Centro Integrado de Meteorologia Agrícola e Florestal, da Ufac, como resultado da dissertação da pesquisadora e geógrafa Ana Luisa Ribeiro de Faria, da UFV.

A pesquisa analisa a interação entre clima, solo e vegetação em unidades de conservação da Mata Atlântica, propondo dois novos modelos de índice de incêndio e avaliando sua capacidade preditiva sob diferentes cenários do fenômeno El Niño-Oscilação do Sul. Para tanto, foram integrados dados climáticos diários (2001-2023), índices de vegetação e seca, registros de focos de incêndio e estimativas de umidade do solo, permitindo uma análise dos fatores que influenciam a ocorrência de incêndios.

“O trabalho é fruto de cooperação entre três universidade públicas brasileiras, reforçando o papel estratégico dessas instituições na produção científica e no desenvolvimento de soluções aplicadas à gestão ambiental”, destacou Rafael Coll Delgado.

 



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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre

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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre

O Herbário do Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac realizou cerimônia para formalizar o recebimento da coleção ficológica da Dr.ª Rosélia Marques Lopes, que consiste em 701 lotes de amostras de algas preservadas em meio líquido. O acervo é fruto de um trabalho de coleta iniciado em 1981, cobrindo ecossistemas de águas paradas (lênticos) e correntes (lóticos) da região. O evento ocorreu em 9 de abril, no PZ, campus-sede.

A doação da coleção, que representa um mapeamento pioneiro da flora aquática do Acre, foi um acordo entre a ex-curadora do Herbário, professora Almecina Balbino, e Rosélia, visando deixar o legado de estudos da biodiversidade em solo acreano. Os dados da coleção estão sendo informatizados e em breve estarão disponíveis para consulta na plataforma do Jardim Botânico, sistema Jabot e na Rede Nacional de Herbários.

Professora titular aposentada da Ufac, Rosélia se tornou referência no Estado em limnologia e taxonomia de fitoplâncton. Ela possui graduação pela Ufac em 1980, mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo.

Também estiveram presentes na solenidade a curadora do Herbário, Júlia Gomes da Silva; o diretor do PZ, Harley Araújo da Silva; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima de Souza; e o ex-curador Evandro José Linhares Ferreira.

 



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