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Presidente brasileiro Lula revela aliança antipobreza e fome no G20 | Notícias sobre fome
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O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, abriu o Cimeira do Grupo dos 20 no Brasil ao revelar uma aliança global que visa combater a pobreza e fome.
Em seu discurso de abertura, na segunda-feira, Lula enfatizou que esses desafios decorrem de escolhas políticas. Ele também destacou o impacto generalizado das alterações climáticas, apelando aos líderes mundiais para que tomem medidas decisivas.
A iniciativa foi assinada por 81 países, incluindo 18 dos 19 países do G20, bem como pela União Europeia e pela União Africana. O único país do G20 que não aderiu foi a Argentina, que é atualmente liderada pelo presidente de extrema direita, Javier Milei.
Uma fonte do Ministério das Relações Exteriores do Brasil disse à agência de notícias AFP que alguns países estavam tentando renegociar o projeto de comunicado da cúpula.
“Para o Brasil e outros países, o texto já está finalizado, mas alguns países querem abrir alguns pontos sobre guerras e clima”, disse a fonte.
A reunião das principais potências econômicas do mundo no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, na segunda e terça-feira, acontece em meio às guerras no Oriente Médio e na Ucrânia, e cerca de duas semanas após a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos.
O presidente de esquerda do Brasil tem usado as suas funções de anfitrião para promover questões que lhe são importantes, incluindo o combate à fome e às alterações climáticas e a tributação dos super-ricos.
Mas as guerras que dividiram amargamente os membros do G20 também deverão ocupar um lugar de destaque nas discussões.
“A Ucrânia não será um item da agenda formal”, disse o editor diplomático da Al Jazeera, James Bays, reportando do Rio de Janeiro, observando que a Ucrânia não foi um dos 19 países convidados a participar. “Mas em torno das discussões à margem da reunião, onde todos os assuntos importantes são resolvidos, esse será um dos principais itens da agenda.”
“O G20 não são os ‘amigos dos EUA’. Tem países que são concorrentes e adversários dos Estados Unidos, incluindo a própria Rússia”, acrescentou Bays.
O presidente russo, Vladimir Putin, que tem contra ele um mandado de prisão internacional emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por alegados crimes de guerra na Ucrânia, é o ausente mais notável da cimeira – apesar das garantias anteriores de Lula de que não seria preso se fosse para participar. Putin está sendo representado pelo ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov.
NÓS Presidente Biden está participando da cúpula do G20, que será a última. Sua decisão relatada no domingo de permitir que a Ucrânia usasse mísseis de longo alcance dos EUA contra alvos dentro da Rússia – uma mudança política significativa – surgiu no primeiro dia e poderá levar os aliados europeus a reavaliarem as suas posições.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia afirmou que tal acção alteraria fundamentalmente a natureza da guerra e provocaria “uma resposta adequada e tangível” de Moscovo.
O professor Vinicius Rodrigues Vieira, da Fundação Armando Alvares Penteado, disse que os países em desenvolvimento do G20 provavelmente terão como objetivo manter a guerra Rússia-Ucrânia fora da agenda oficial.
“Eles não vão querer qualquer tensão com a Rússia (abordando) qualquer resultado potencial que será decidido a partir do próximo ano, sob a mediação do Presidente Trump”, disse ele à Al Jazeera.
Negociações climáticas paralisadas
A reunião encerra uma viagem diplomática de despedida de Biden, que o levou a Lima para uma reunião de parceiros comerciais da Ásia-Pacífico, e depois à Amazônia, na primeira visita desse tipo de um presidente dos EUA em exercício.
Biden, que tem procurado aprimorar seu legado à medida que o tempo de sua presidência passa, insistiu na Amazônia que seu histórico climático sobreviveria a outro mandato de Trump.
Trump prometeu retirar-se do Acordo de Paris de 2015 sobre as alterações climáticas, que tem como objetivo limitar o aquecimento global a menos de 2 graus Celsius (3,6 graus Fahrenheit) acima dos níveis pré-industriais neste século.
Os líderes do G20 também estão sob pressão para tentarem salvar as conversações climáticas das Nações Unidas no Azerbaijão, que têm estado presas à questão de maior financiamento climático para os países em desenvolvimento.
Delegados na paralisação Conferência sobre Mudanças Climáticas COP29 no Azerbaijão esperam que o G20 resolva o impasse sobre a forma de angariar 1 bilião de dólares por ano para os países em desenvolvimento fazerem face às alterações climáticas, uma vez que os países ricos querem que as economias em rápido desenvolvimento, como a China e os Estados do Golfo, também ponham as mãos nos bolsos .
O secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou aos membros do G20, que representam 80 por cento das emissões globais, para mostrarem “liderança” para facilitar um acordo.
A segurança é reforçada para a reunião, que ocorre dias depois de uma falha ataque a bomba no Supremo Tribunal do Brasil, em Brasília, por um suposto extremista de extrema direita, que se matou no processo.
Também na cimeira de segunda-feira, o presidente da China, Xi Jinping, anunciou uma iniciativa com o Brasil, a África do Sul e a União Africana para canalizar inovações científicas e tecnológicas para o Sul Global, de acordo com a mídia estatal chinesa. A iniciativa surge num momento em que os EUA e os seus aliados cooperaram para impedir a exportação de semicondutores de alta qualidade para a China, e empresas de tecnologia chinesas como a Huawei foram forçadas a sair dos mercados da América do Norte e da Europa.
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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre
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6 de março de 2026A Ufac integra uma rede de trabalho técnico-científico formada por pesquisadores do Brasil e da França, desenvolvendo trabalhos nas áreas de pecuária sustentável e produção integrada. Também compõem a rede profissionais das Universidades Federais do Paraná e de Viçosa, além do Instituto Agrícola de Dijon (França).
A rede foi construída a partir do projeto “Agropecuária Tropical e Subtropical e Desenvolvimento Regional: Cooperação entre Brasil e França”, aprovado em chamada nacional da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e do Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil. Esse programa iniciou na década de 1970 e, pela primeira vez, uma instituição do Acre teve um projeto aprovado.
Atualmente, alunas do doutorado em Agronomia da Ufac, Natalia Torres e Niqueli Sales, realizam parte do curso no Instituto Agrícola de Dijon, na modalidade doutorado sanduíche. Elas fazem estudos sobre sistemas que integram produção de bovinos, agricultura e a ecofisiologia de espécies forrageiras arbustivas/arbóreas.
Além disso, a equipe do projeto realiza entrevistas com criadores de gado (leite e corte), a fim de produzir informações para proposição de melhorias e multiplicação das experiências de sucesso. Há, ainda, um projeto em parceria com a equipe da Cooperativa Reca para fortalecer a pecuária integrada e sustentável.
Outra ação da rede é a proposta do sistema silvipastoril de alta densidade de plantas, com objetivo de auxiliar agricultores que possuem embargos ambientais na atividade de recomposição de reservas. No momento, a equipe discute um consórcio de plantas que atende à legislação ambiental. Da Ufac, fazem parte da rede os professores Almecina Balbino Ferreira, Vanderley Borges dos Santos, Eduardo Mitke Brandão Reis e Eduardo Pacca Luna Mattar, que trabalham nos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária e Engenharia Florestal.
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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre
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4 de março de 2026A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.
A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.
O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.
Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.
Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.
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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre
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25 de fevereiro de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.
Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.
Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.
Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.
Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.
Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).
A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.
Laboratório de Paleontologia
Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.
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