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Presidente brasileiro na UTI após cirurgia cerebral de emergência | Luiz Inácio Lula da Silva

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Tom Phillips and Tiago Rogero in Rio de Janeiro

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silvaestá se recuperando na terapia intensiva, tendo sido submetido a uma cirurgia de emergência após um sangramento cerebral ter sido detectado durante uma ressonância magnética.

Por volta das 9h20, horário local (12h20 GMT), a equipe médica do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, deu entrevista coletiva para anunciar que a cirurgia de drenagem de um hematoma causado por sangramento no cérebro do presidente havia sido bem-sucedida.

“O presidente progrediu bem; ele voltou da cirurgia quase totalmente acordado e foi extubado”, disse o médico pessoal de Lula, o cardiologista Roberto Kalil. Acrescentou que Lula “já está estável, falando normalmente, comendo e permanecerá em observação nos próximos dias”.

Segundo os médicos, Lula passou por uma trepanação: foi feito um furo de 3 cm no crânio para inserir um dreno que retirou o sangramento.

Os médicos atribuíram a hemorragia intracraniana a um acidente doméstico sofrido por Lula em outubro, quando o homem de 79 anos caiu enquanto tomava banho no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente em Brasília. Esse acidente forçou Lula a cancelar uma viagem para uma cúpula do Brics na Rússia e o deixou com vários pontos.

Lula deu entrada no hospital de Brasília na noite de segunda-feira após reclamar de dor de cabeça. Depois que a hemorragia foi detectada, ele foi transferido 1.000 quilômetros ao sul, para um dos melhores hospitais do Brasil, em São Paulo, onde os médicos operaram.

O jornal O Globo informou que Lula chegou a São Paulo por volta das 23h de segunda-feira, sentindo-se mal durante a tarde. Às 4h45 ele havia sido submetido à cirurgia. “Durante toda a viagem, tanto de ambulância quanto de avião, o presidente esteve lúcido, alerta e falando, assim como está agora – lúcido, alerta, falando e comendo”, disse a Dra. Ana Helena Germoglio, que foi a primeira a atender Lula após sua queda em outubro e novamente na segunda-feira.

Lula foi acompanhado na viagem e no hospital pela primeira-dama, Rosângela da Silva, conhecida como Janja.

Kalil enfatizou repetidamente durante a coletiva de imprensa que o presidente “não sofreu nenhuma lesão cerebral e não tem deficiência neurológica”. Ele disse que o hematoma estava “completamente drenado”.

O presidente permanecerá na unidade de terapia intensiva por pelo menos 48 horas em observação e só deverá retornar a Brasília – onde ficam a sede do Poder Executivo e a residência oficial do presidente – no início da próxima semana, disse o médico.

O médico pessoal de Lula disse ainda que, se tudo correr bem, o presidente poderá retomar as viagens aéreas, inclusive internacionais.

“Ele falou comigo normalmente (esta manhã). Ele entende o que aconteceu e fez as perguntas habituais que um paciente faria após uma cirurgia. O fato de ele permanecer na UTI sob monitoramento é principalmente por segurança. É o protocolo”, disse Kalil.

Um boletim médico deverá ser divulgado na manhã de quarta-feira.



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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