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Presidente desafia resultados eleitorais enquanto Geórgia reprime manifestantes | Notícias de protestos

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A polícia entra em confronto com manifestantes pró-Ocidente enquanto Zurabishvili exige a anulação da reeleição de outubro do governo Georgian Dream, acusado de aumentar o autoritarismo e as ligações com a Rússia.

A polícia da Geórgia prendeu mais de uma dúzia de pessoas em uma repressão aos protestos contra o reeleição do partido Georgian Dream nas eleições parlamentares do mês passado.

Pelo menos 16 pessoas foram detidas na terça-feira enquanto a polícia entrava em confronto com manifestantes num acampamento no centro da capital, Tbilisi. Representantes do presidente Salome Zurabishvili anunciaram que o chefe de estado pró-Ocidente lançou um desafio legal às eleições, o que deu ao governante Georgian Dream um quarto mandato no poder.

Zurabishvili pediu ao tribunal constitucional que anulasse os resultados da votação de 26 de Outubro “sobre violações generalizadas da universalidade do voto e do sigilo eleitoral”, segundo sua advogada Eka Beselia.

Os líderes de três dos quatro partidos da oposição que conquistaram assentos apelaram à protestos diários para evitar que a nova sessão do parlamento seja aberta no final de Novembro.

Os opositores do Georgian Dream classificam o partido como pró-Rússia e dizem que a continuação do seu governo irá torpedear as hipóteses do país de aderir à União Europeia.

Algumas centenas de manifestantes ergueram tendas e ocuparam uma avenida principal de Tbilisi durante duas noites, até serem dispersados ​​na manhã de terça-feira.

Manifestantes georgianos enfrentam policiais durante protesto em Tbilisi (Giorgi Arjevanidze/AFP)

O vídeo mostrou a polícia jogando alguns manifestantes no chão e arrastando-os pela calçada. Alguns policiais usaram spray de pimenta de perto.

A agência de notícias Interpress da Geórgia disse que 16 pessoas foram detidas, mas três já foram libertadas.

O Ministério da Administração Interna disse que os manifestantes bloquearam ilegalmente o tráfego e instou-os a deixar a área. Não mencionou nenhuma prisão.

A Coligação para a Mudança, um dos quatro grupos de oposição, disse que vários dos seus membros foram presos e alguns sofreram ferimentos.

Um cinegrafista do Mtavari Arkhi, um canal de televisão da oposição, também foi detido, disse o meio de comunicação.

Estatisticamente impossível

A Comissão Eleitoral Central confirmou oficialmente no sábado a vitória do Georgian Dream com 54 por cento dos votos, embora dois pesquisadores norte-americanos encomendados pela oposição tenham dito que o resultado é estatisticamente impossível.

Amplamente vistas como cruciais para o país de cerca de 3,7 milhões de habitantes, as eleições ofereceram uma escolha entre uma maior integração europeia sob a oposição pró-Ocidente ou laços mais estreitos com Moscovo sob um partido no governo que os críticos dizem ser cada vez mais autoritário.

Grupos de observadores, incluindo a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, composta por 57 países, afirmaram que violações como o preenchimento de votos, a intimidação dos eleitores e o suborno poderiam ter influenciado as eleições, mas não chegaram a dizer que foram totalmente roubadas.

Face às suspeitas generalizadas, a Rússia negou veementemente qualquer interferência nos assuntos da Geórgia.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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