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Presidente eleito de Moçambique apela à “unidade” em meio à agitação e à fuga de cidadãos | Notícias de protestos
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2 anos atrásem
Daniel Chapo diz que será “presidente de todos”, apela à “não-violência” após semana de protestos contra a fraude eleitoral.
O presidente eleito de Moçambique apelou à “não-violência” e à “unidade” depois dos tumultos generalizados esta semana desencadeados pela contestada vitória eleitoral do seu partido no governo.
Daniel Chapo, do partido Frelimo, há muito tempo no poder, disse na sexta-feira que “lamentava” a violência e prometeu que após a sua tomada de posse, em meados de janeiro, seria “o presidente de todos” no país da África Austral, apesar da oposição. alegações de fraude eleitoral generalizada.
A disputada vitória de Chapo nas eleições de Outubro – que foi confirmado pelo tribunal superior de Moçambique na segunda-feira – provocou uma semana de agitação, após meses de protestos.
Também resultou na fuga de milhares de cidadãos moçambicanos para o vizinho Malawi.
Durante quatro dias de protestos convocados pelo líder da oposição Venâncio Mondlane esta semana, as ruas foram bloqueadas e algumas lojas e negócios foram saqueados. Em meio ao caos, milhares de presos também se libertou de uma prisão em Maputo.
Cerca de 134 pessoas foram mortas na semana de agitação, de acordo com a ONG local Plataforma Decide, elevando o número total de mortos desde as eleições para pelo menos 261.
Chapo disse em sua primeira declaração pública desde a decisão judicial que o cidades mais afetadas eram a capital de Maputo, vizinha da Matola, da cidade central da Beira e de Nampula no norte.
“Estes actos apenas contribuem para o declínio do país e para o aumento do número de moçambicanos que caminham para o desemprego e a pobreza”, disse, acrescentando que vários polícias morreram durante os confrontos.
A Frelimo governa Moçambique desde o fim da guerra contra o domínio colonial português em 1975.
Contudo, a oposição sob Mondlane, que tem um forte apoio entre a população jovem de Moçambique, afirmou que as eleições de 9 de Outubro foram fraudadas.
Observadores internacionais também apontaram irregularidades eleitorais na contestada votação, que o Conselho Constitucional disse que Chapo venceu com cerca de 65 por cento dos votos.
Fugindo para o Malawi
Em meio às tensões pós-eleitorais, mais de 2.000 famílias moçambicanas procuraram refúgio no Malawi esta semana, disseram as autoridades do Malawi.
Um alto funcionário do Malawi disse que até quarta-feira, 2.182 famílias moçambicanas que fugiam da violência tinham atravessado para o distrito de Nsanje, no Malawi, que faz fronteira com Moçambique.
“A situação continua grave, uma vez que estes indivíduos necessitam urgentemente de assistência humanitária”, disse o comissário distrital de Nsanje, Dominic Mwandira, numa carta ao comissário do país para os refugiados, vista pela agência de notícias Reuters.
Haru Mutasa, da Al Jazeera, reportando de Maputo, disse que os líderes regionais em África dizem que estão prontos para ajudar Moçambique a resolver a sua crise política.
“Os países da região precisam de Moçambique porque dependem dos portos de Moçambique. Por exemplo, o combustível que vai para o Zimbabué passa por Moçambique”, disse ela.
“(Os países regionais estão) a apelar aos líderes de Moçambique para que tenham um diálogo… e resolvam a agitação e o impasse político no país.”
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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
23 de outubro de 2026O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.
Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.
A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.
As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

Organização
A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre
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22 de outubro de 2026A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.
Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.
Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.
Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.
Herbário
O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.
Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.
A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.
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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre
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21 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.
A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.
Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.
Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”
A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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