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Presidente ordena inspeção do sistema aéreo sul-coreano – 30/12/2024 – Mundo
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Victor Lacombe
O presidente interino da Coreia do Sul, Choi Sang-mok, ordenou nesta segunda-feira (30) uma inspeção completa emergencial de todo o sistema aéreo do país asiático após o acidente da Jeju Air que matou 179 pessoas neste sábado (28) em Muan, no sudeste do país.
A tragédia foi a mais grave em solo sul-coreano da história e a pior envolvendo uma linha aérea do país desde 1997. Suas causas ainda são desconhecidas e a principal hipótese até aqui, de que o avião aterrissou sem trem de pouso por causa de um choque com um pássaro, tem sua plausibilidade questionada por especialistas.
O Ministério dos Transportes disse que a caixa-preta foi recuperada, mas sofreu danos e não está claro se os dados disponíveis estão intactos o bastante para serem analisados —um processo que deve demorar meses.
A caixa-preta foi levada até a capital, Seul, e será analisada por autoridades sul-coreanas e uma equipe do governo dos Estados Unidos e da Boeing, fabricante do avião. Regulações internacionais de aviação exigem que o país onde a aeronave foi desenvolvida e construída pariticipe da investigação.
Outras questões envolvendo o caso permanecem sem resposta, como a razão para a existência de um muro de alvenaria no final da pista do Aeroporto Internacional de Muan —a aeronave explodiu ao se chocar contra a estrutura. Também não se sabe por que o avião não perdeu velocidade ao pousar.
“Normalmente não se constrói um muro no final de uma pista”, disse à agência de notícias Reuters o especialista em segurança aérea e piloto da Lufthansa Christian Beckert. “É comum ter um sistema de desaceleração, que possa por exemplo permitir que o avião afunde no solo um pouco e perca velocidade dessa maneira.”
Na segunda, a agência de notícias Yonhap revelou que a aeronave da Jeju Air, um Boeing 737-800, tinha feito 13 voos em apenas 48 horas antes do acidente, um uso considerado excessivo do equipamento. Além de destinos dentro da Coreia do Sul, o avião também fez viagens internacionais no período, voando para a China, Japão, Taiwan e Malásia antes de realizar o voo à Tailândia cuja volta terminou em tragédia.
O acidente causou uma onda de cancelamentos da Jeju Air. A companhia low-cost, que opera principalmente no Leste Asiático, reportou que quase 70 mil clientes cancelaram suas passagens em apenas dois dias dias.
“Devido à situação atual, a taxa de cancelamento está ligeiramente superior ao habitual. No entanto, o fluxo de novas reservas permanece estável”, disse o porta-voz da empresa Song Kyung-hoon. As ações da Jeju Air caíram até 15% na segunda e as de diversas agências de turismo sul-coreanas caíram mais de 5%.
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Durante uma reunião com a Defesa Civil da Coreia do Sul em Seul, o presidente interino Choi disse que a prioridade do governo é identificar as vítimas, apoiar suas famílias e tratar os dois sobreviventes do desastre —dois comissários de bordo que estão internados em estado estável em hospitais da capital.
“Antes mesmo da divulgação dos resultados finais [da análise das caixas-pretas], pedimos que as autoridades conduzam a investigação de maneira transparente e se comuniquem de forma célere com as famílias enlutadas”, disse Choi.
“Quando os trabalhos no local do acidente forem concluídos, pedimos que o Ministério dos Transportes conduza uma inspeção de segurança emergencial de todo o sistema áereo para evitar novos acidentes” concluiu o presidente interino.
Choi visitou um memorial improvisado erguido em um ginásio na cidade de Muan homenageando as vítimas e se solidarizou com as famílias. O aeroporto de Muan continua fechado, mas o restante da malha áerea do país opera normalmente nesta segunda.
Ministro da Economia e vice-primeiro-ministro no governo de Yoon Suk Yeol, Choi chegou ao cargo de líder interino da Coreia do Sul depois que o presidente foi afastado do cargo por um impeachment graças à sua tentativa de autogolpe no início do mês.
Yoon foi substituído pelo primeiro-ministro, mas este também foi removido do cargo pelo Parlamento depois de se recusar a cooperar com o Legislativo no processo de remoção do presidente.
Assim, Choi chegou ao cargo de presidente interino na sexta-feira (27), um dia antes do acidente aéreo em Muan. Na segunda, ele ordenou que o Ministério dos Transportes conduza uma inspeção especial de todos os 101 Boeings do modelo 737-800 em operação na Coreia do Sul, com foco especial no histórico de manutenção das aeronaves.
A pasta disse que os pilotos informaram a torre de controle sobre uma colisão com um pássaro pouco antes do pouso. Especialistas consideram improvável que essa seja a principal causa do acidente —um choque com uma ave não é capaz de impedir o uso do trem de pouso nem de destruir o motor imediatamente, mesmo que um animal tenha sido sugado pela turbina.
Em um caso como esse, avaliam, os pilotos deveriam ter voado em círculos pelo maior tempo possível para gastar combustível e minimizar uma explosão em solo. Entretanto, a aeronave tentou pousar minutos depois de se chocar com o pássaro, atingiu o solo longe do começo da pista e não utilizou o trem de pouso.
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