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Presidentes da Rússia e do Irã assinam tratado de parceria em Moscou | Notícias

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Os líderes iranianos e russos elogiam o acordo que abrange áreas como política, segurança, comércio, transportes e energia.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e o presidente russo, Vladimir Putin, assinaram um pacto de cooperação, aprofundando a parceria entre duas das nações mais fortemente sancionadas do mundo.

Autoridades iranianas e russas disseram que o “tratado de parceria estratégica abrangente” cobre áreas que vão desde o comércio e a cooperação militar até a ciência, cultura e educação.

Numa conferência de imprensa conjunta com Pezeshkian em Moscovo na sexta-feira, Putin elogiou o acordo como um “verdadeiro avanço que cria condições para o desenvolvimento estável e sustentável da Rússia, do Irão e de toda a região”.

O Kremlin disse anteriormente que o tratado irá melhorar as relações “político-militares e económico-comerciais” entre Teerão e Moscovo, embora os detalhes permaneçam desconhecidos.

Pezeshkian disse que os dois países estão a entrar num novo capítulo nas relações, especialmente no comércio.

Os líderes disseram que os dois países intensificariam a cooperação numa série de áreas, incluindo política, segurança, comércio, transportes e energia.

Ambos os países aumentaram as suas actividades comerciais em resposta às sanções ocidentais. O Irão já forneceu à Rússia drones autodetonantes “Shahed”, que Moscovo tem utilizado nos seus ataques nocturnos à Ucrânia, segundo autoridades ucranianas e ocidentais.

Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, em Fevereiro de 2022, Moscovo tem visto o Irão como um parceiro estratégico fundamental, um movimento que alarmou as autoridades ocidentais que vêem ambas as nações como forças desestabilizadoras a nível global.

As negociações para o novo tratado levaram anos. O quadro actual entre os dois países baseia-se num acordo de 2001 que tem sido renovado periodicamente.

“O tratado… é de natureza construtiva e visa fortalecer as capacidades da Rússia, do Irão e dos nossos amigos em várias partes do mundo”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, na terça-feira.

Espera-se que o tratado permaneça em vigor por 20 anos, informou a agência de notícias estatal TASS, citando o embaixador iraniano na Rússia, Kazem Jalali.

Construir laços mais estreitos com o Irão, a China e a Coreia do Norte tem sido um foco central da política externa de Putin, à medida que procura desafiar o que chama de “hegemonia global” liderada pelos EUA.

A visita de Pezeshkian à Rússia ocorre depois que Teerã enfrentou vários reveses na política externa no ano passado.

Estas incluíram uma ofensiva da oposição síria que derrubou o presidente Bashar al-Assad, um importante aliado russo e iraniano, e o enfraquecimento do grupo armado libanês Hezbollah, alinhado com o Irão, após uma guerra com Israel.

O tratado foi assinado poucos dias antes do retorno de Trump ao poder. O presidente eleito dos EUA, que há muito defende uma posição intransigente contra o Irão, ameaçou uma acção militar rápida para pôr fim aos conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente.

Durante o seu primeiro mandato, Trump retirou-se de um acordo multinacional que proporcionava ao Irão o alívio das sanções em troca de restrições nucleares.

Em 2020, Trump ordenou o assassinato do comandante da Guarda Revolucionária Iraniana, Qasem Soleimani, num ataque de drones dos EUA no Iraque, provocando indignação no Irão.

No ano passado, Trump alertou que os EUA iriam “varrer (o Irão) da face da Terra” se uma alegada conspiração iraniana para o matar tivesse tido sucesso.



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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