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Pressão para impeachment de Yoon, ministro da Defesa renuncia – DW – 12/05/2024

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Coréia do SulO Partido Democrata, de oposição, apresentou na quinta-feira um projeto de impeachment Presidente Yoon Suk Yeol sobre o dele breve declaração de lei marcialenquanto os ministros começaram a apresentar demissões.

“A declaração de lei marcial de emergência do regime Yoon causou grande confusão e medo entre o nosso povo”, disse Kim Seung-won, membro do Partido Democrata, à Assembleia Nacional quando a moção de impeachment foi apresentada.

“O povo e os assessores que protegeram o parlamento protegeram-nos com os seus corpos. O povo venceu e agora é hora de protegermos o povo”, continuou ele.

“Precisamos suspender imediatamente a autoridade do Presidente Yoon. Ele cometeu um crime histórico e indelével contra o povo, cuja ansiedade precisa ser acalmada para que possam regressar à sua vida quotidiana.”

Segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap, a oposição pretende votar até sábado.

Por lei, a moção será rejeitada se não for votada no prazo de 72 horas após a sua apresentação parlamentar.

Coreia do Sul cambaleia com aparente tentativa de golpe

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Partido de Yoon se opõe ao projeto de impeachment

O Partido do Poder Popular (PPP), no poder de Yoon, declarou a sua intenção de se opor à moção, mas a oposição precisa de apenas oito deserções para que o projeto seja aprovado.

18 legisladores do PPP já votaram pela rescisão da lei marcial de Yoon em uma sessão de emergência nas primeiras horas da manhã de quarta-feira, e o líder do partido Han Dong-hun chamou as ações do presidente de “inconstitucionais”.

No entanto, ele disse que seu partido ainda votará contra o impeachment para evitar “prevenir danos aos cidadãos e apoiadores causados ​​pelo caos despreparado”.

Se Yoon sofresse impeachment e fosse suspenso do exercício do poder, o primeiro-ministro Han Duck-soo ocuparia o cargo de líder, de acordo com a constituição da Coreia do Sul.

Caso ele renunciasse ou fosse destituído do cargo, novas eleições seriam realizadas dentro de 60 dias.

Presidente da Coreia do Sul enfrenta impeachment

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Renúncias ministeriais

Entretanto, Yoon aceitou na quinta-feira a demissão do ministro da Defesa, Kim Yong Hyun, que inicialmente propôs a ideia de declarar a lei marcial – de acordo com os pedidos de impeachment e com um alto oficial militar.

Yoon nomeou Choi Byung-hyuk, um general quatro estrelas aposentado e atualmente embaixador da Coreia do Sul em Arábia Sauditacomo um substituto.

Os ministros das Finanças, da Educação e da Justiça também planeiam renunciar aos seus cargos, segundo a Yonhap.

As medidas ocorrem 24 horas depois de uma noite de caos em Seul, quando Yoon tomou a decisão sem precedentes de declarar a lei marcial, apenas para revogá-la algumas horas depois, após uma votação unânime da Assembleia Nacional.

A votação ocorreu em uma sessão de emergência à meia-noite, enquanto assessores parlamentares mantinham as tropas armadas fora da câmara usando bloqueios de móveis e extintores de incêndio.

Funcionários da Assembleia Nacional pulverizam um extintor de incêndio contra soldados na Assembleia Nacional em Seul, Coreia do Sul
Funcionários da Assembleia Nacional pulverizam extintores de incêndio contra soldados dentro da Assembleia NacionalImagem: Aliança Cho Da-un/Yonhap/AP/picture

‘Suicídio político’

Na quarta-feira, o vice-secretário de Estado dos EUA, Kurt Campbell, disse que Yoon cometeu um grave erro de julgamento.

“Este é um símbolo poderoso do facto de que as pessoas estavam preparadas para se manifestar e deixar claro que este era um processo profundamente ilegítimo”, disse ele. “Um que seria atendido pela vontade do povo e, francamente, pela vontade dos órgãos legislativos”.

Um analista disse à Associated Press que as ações de Yoon foram “suicídio político”.

mf/kb (AP, Reuters, dpa, AFP)



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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