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Primeira vez do bebê na praia? Veja cuidados a tomar – 18/01/2025 – Equilíbrio

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Fernanda Bassette

Com o verão e as férias escolares, é comum que as famílias programem uma viagem à praia. Mas, se você tem bebê pequeno, precisa seguir algumas recomendações para que o passeio não se transforme em preocupação.

Não há uma idade mínima para levar uma criança à praia, mas é importante tomar precauções para proteger a pele sensível dos pequenos. A recomendação é evitar levar bebês com menos de 6 meses, mas, caso a família decida passear mesmo assim, eles devem ser mantidos fora da luz solar direta.

Outro ponto é que os bebês só devem ir à praia em horários de menor radiação solar, ou seja, antes das 10h e depois das 16h. E a exposição ao sol não deve durar mais de 15 minutos. “É importante manter o bebê sempre na sombra, vestir roupas que cubram o corpo, usar chapéu de aba larga e óculos de sol para essa faixa etária”, orienta o pediatra Thomaz Bittencourt Couto, professor médico da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein.

1. E o filtro solar?

O uso de protetor solar não é indicado para crianças com menos de 6 meses. Nesses casos, os pequenos devem usar roupas específicas com fator de proteção aplicado no tecido (preferencialmente as de manga longa). O ideal é procurar a sombra de quiosques ou árvores, pois protegem mais que a do guarda-sol. “Se necessário, uma quantidade mínima de protetor solar pode ser aplicada em pequenas áreas expostas do bebê, como o rosto e as mãos”, orienta Couto.

Os que já completaram o sexto mês de vida podem usar protetor com filtro físico. Também conhecido como protetor solar mineral, esse é um produto que contém ingredientes como dióxido de titânio e óxido de zinco em sua formulação, minerais capazes de refletir e dispersar os raios ultravioleta com menor risco de causar irritação na pele sensível da criança. “O protetor solar deve ser reaplicado a cada duas horas ou após nadar ou suar”, lembra o pediatra.

2. Cuidados com a alimentação

É extremamente importante garantir que o bebê esteja bem hidratado e tenha acesso a alimentos seguros na praia. Uma boa dica é levar de casa aquilo que ele esteja acostumado a comer. “Essa é uma boa prática para evitar riscos de contaminação. No caso de crianças um pouco mais velhas, se os pais optarem por consumir alimentos em quiosques, é essencial garantir que sejam preparados e armazenados de forma higiênica para evitar infecções alimentares”, adverte Couto.

A hidratação precisa ser constante. “É essencial oferecer líquidos regularmente. A amamentação deve ser mantida conforme necessário e, para bebês que já consomem outros alimentos, a oferta de água deve ser frequente”, avisa o pediatra. Vale tanto água mineral, de preferência engarrafada, quanto água de coco, por exemplo.

3. Areia: zona de perigo

A areia da praia pode esconder alguns riscos, especialmente para crianças pequenas. É ali onde ficam, por exemplo, larvas causadoras do bicho geográfico (larva migrans cutânea), oriundas das fezes de animais. “Após a exposição à areia, é essencial limpar bem a pele com água limpa”, frisa Couto.

Os responsáveis devem ficar atentos ainda à ingestão de areia pelos pequenos, pois essa também pode ser uma via de contaminação por parasitas. O ideal é que bebês brinquem supervisionados e sobre alguma superfície, como lençóis, cangas ou toalhas.

Insetos como abelhas e mosquitos também podem estar em meio aos grãos da praia. Daí porque, além de garantir que não haja restos de comida no entorno da criança, o uso de repelente é recomendado. Segundo o pediatra do Einstein, esses produtos podem ser usados em bebês a partir de 2 meses de idade, conforme recomendado pela Academia Americana de Pediatria (AAP).

A orientação é aplicar o repelente após o protetor para garantir a eficácia de ambos os produtos. Vale a pena ainda usar barreiras físicas, como mosquiteiros.

4. Atenção ao banho de mar

Outra dúvida recorrente é sobre se pode ou não entrar na água do mar com a criança. De acordo com Thomaz Couto, embora não exista recomendação formal sobre isso, a maioria dos pediatras sugere evitar nadar no mar antes dos 6 meses pelo risco de exposição a patógenos na água. Entre 6 e 12 meses, os pais podem entrar com a criança no mar, mas sempre com cautela, principalmente devido ao risco de hepatite A, já que a vacina só é dada após os 12 meses.

A partir de 1 ano, o banho de mar é liberado, mas é importante supervisionar constantemente e garantir que a água esteja sem sujeira aparente. Busque informações sobre a qualidade da água nas praias da região onde você estiver. Estados como São Paulo, Santa Catarina e Rio de Janeiro divulgam boletins frequentemente.

O uso de fraldas especiais para natação é recomendado para evitar a contaminação e proporcionar mais conforto ao bebê, já que elas são projetadas para não inchar na água e conter eventuais fezes.

5. O que levar?

Para garantir a segurança do seu bebê na praia, saiba o que não pode faltar:

  • alimentos frescos e água mineral;

  • toalhas/cangas para o bebê sentar e outra para enxugá-lo;

  • fraldas de piscina para deixar a criança mais confortável;

  • chapéu com aba larga;

  • óculos de sol;

  • biquíni ou sunga de cor vibrante;

  • trocas de roupa (tanto com proteção UV como as de algodão);

  • protetor solar;

  • repelente;

  • brinquedos;

  • piscina inflável pequena.



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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre

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O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.

O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.

“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.

A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.

Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.

 



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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.

Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.

O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-vice.jpg

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.

A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.

 



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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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