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Primeiro-ministro do Catar pede que o acordo de cessar-fogo em Gaza seja ‘totalmente implementado’ | Notícias do conflito Israel-Palestina
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2 anos atrásem
Numa entrevista exclusiva à Al Jazeera, Sheikh Mohammed partilha detalhes sobre as negociações da trégua em Gaza e as conversações sobre a Síria.
O primeiro-ministro do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, pediu que a primeira fase do acordo de cessar-fogo em Gaza seja totalmente implementada e disse esperar que a próxima fase seja definitiva.
Numa entrevista exclusiva à Al Jazeera na sexta-feira, o Xeque Mohammed bin Abdulrahman Al Thani disse que agora espera que “o Conselho de Segurança (da ONU) emita uma resolução vinculativa para implementar o acordo (de cessar-fogo).
Na quarta-feira, Catar, Egito e Estados Unidos anunciado que o Hamas e Israel chegaram a um acordo multifásico para pôr fim à guerra em Gaza e trocar prisioneiros israelitas detidos na Faixa por prisioneiros palestinianos em prisões israelitas.
Os mediadores disseram que o cessar-fogo em Gaza entrará em vigor efeito no domingo. A primeira fase do acordo estende-se por sete semanas e verá um aumento na ajuda humanitária, a retirada gradual das forças israelitas e a libertação de cativos israelitas em troca de prisioneiros palestinianos. A segunda fase está prevista para começar em março, desde que a primeira fase corra bem, de acordo com Israel.
Espera-se que o gabinete israelense ratifique o acordo de cessar-fogo ainda na sexta-feira.
Reportagem de Amã, Jordânia, Stefanie Dekker da Al Jazeera disse que o governo israelense está realizando uma reunião para discutir o assunto.
“Esta reunião estava prevista para acontecer no sábado, mas a pressão dos mediadores fez com que começasse hoje”, disse ela.
O Xeque Mohammed observou que o Qatar e o Egipto desempenharam um papel importante como mediadores nas negociações de trégua. Ele disse que o trabalho conjunto da administração cessante Biden e dos membros da equipe do novo presidente eleito, Donald Trump, foi decisivo para chegar ao acordo de cessar-fogo em Gaza.
Ele enfatizou, no entanto, que a posição do Catar é apenas de mediação e disse que “a administração de Gaza depois da guerra é um assunto palestino”.
O Xeque Mohammed também destacou a importância de mobilizar o apoio internacional para Gaza e de estabelecer mecanismos para apoiar as famílias afectadas.
“Foi alcançado um protocolo humanitário relativo ao mecanismo de entrega de ajuda para evitar chantagem”, disse ele.
Sanções ‘não lógicas’
Além de negociar um acordo de cessar-fogo em Gaza, o Qatar também está focado em reforçando relações com a nova administração de facto da Síria liderada por Ahmed al-Sharaa, cujo grupo Hayat Tahrir al-Sham (HTS) liderou a ofensiva da oposição que derrubou o antigo governante da Síria, Bashar al-Assad, no mês passado.
O Xeque Mohammed encontrou-se com al-Sharaa em Damasco na quinta-feira e apelou ao levantamento das sanções impostas à Síria.
“Temos feito esforços para levantar as sanções desde o primeiro dia da queda do regime (de Assad) e não queremos que a Síria entre em colapso”, disse o Xeque Mohammed.
“As sanções foram impostas ao regime de Assad e não são lógicas agora. Não se espera que a nova administração aborde as preocupações internacionais e trabalhe para o seu povo sob sanções simultaneamente”, acrescentou.
Os EUA e a União Europeia impuseram sanções a al-Assad e ao seu governo por alegadamente terem cometido crimes durante a guerra, que começou depois de as forças de segurança terem reprimido os manifestantes pró-democracia em 2011. Washington e Bruxelas ainda não tomaram uma decisão sobre o levantamento destas sanções. sanções, mas começaram a manifestar o seu interesse em cooperar com a nova administração síria.
O Xeque Mohammed também criticou as medidas israelitas para ocupar o território perto das Colinas de Golã, no sul da Síria.
“Rejeitamos o ato imprudente de incursão de Israel na zona tampão da Síria. Conversamos com Ahmad al-Sharaa e afirmamos a necessidade da cooperação israelense
retirada e que a incursão não deve criar uma nova realidade”, afirmou.
Israel enviou unidades militares no mês passado para a zona tampão, que fica ao longo das Colinas de Golã e separa a Síria e Israel, depois da derrubada de al-Assad. A área foi oficialmente designada zona desmilitarizada como parte de um cessar-fogo mediado pela ONU em 1974.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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