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Profeta da pós-presidência: como Jimmy Carter mudou o mundo | Jimmy Carter
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2 anos atrásem
John S Gardner
TOs fundadores nunca planejaram uma pós-presidência. Ou se o fizeram, pensaram em Cincinato retornando ao arado, com seus deveres cívicos cumpridos, quando o presidente Washington se retirou para Mount Vernon em 1797, quando seu mandato terminou.
Na doença final de Washington, os médicos aplicaram sanguessugas. Medicina moderna – incluindo a medicina inovadora e bem sucedida tratamento para o cancro cerebral que Jimmy Carter recebeu em 2015 – inventou uma pós-presidência, e a questão é como ocupá-la.
Truman e Eisenhower retomaram a vida privada, Kennedy foi assassinado, LBJ deixou o cargo com a saúde debilitada, Nixon renunciou, Ford escreveu memórias e se interessou pelo mundo corporativo. Assim como Carter reinventou a vice-presidência, atribuindo grandes cargos e um escritório na ala oeste a Walter Mondale, Carter teve a chance de reinventar a pós-presidência, e ele o fez. O Centro Cartero foco dos seus esforços, serviu de plataforma para os seus muitos interesses, incluindo os direitos humanos, a promoção da democracia, a resolução de conflitos e a saúde – todos concentrados em torno do “alívio do sofrimento humano”.
A maioria dos americanos, à direita e à esquerda, acredita que Jimmy Carter usou esta influência esmagadoramente para o bem. Se uma imagem duradoura de trabalho para Ronald Reagan é cortar arbustos em seu rancho, isso para Carter são alguns pregos extras em sua boca enquanto ele martela outro prego em um de seus numerosos projetos de construção de casas para a Habitat for Humanity (uma organização fundada nas proximidades de Americus, Geórgia, por um amigo de longa data de Carter), que eventualmente ganhou o nome de “Projeto de trabalho de Jimmy Carter”. Houve 36 deles ao longo dos anos, muitos deles no exterior, inclusive no México (Carter lia a Bíblia em espanhol como parte de suas devoções diárias), com mais de 4.000 casas construídas e mais de 100.000 voluntários.
Carter continuou os temas de seu mandato, incluindo a busca pela paz no Oriente Médio, que trouxe Anwar Sadat e Menachem Begin a Camp David. Ele se tornou mais pró-palestiniano com o passar do tempo; a pós-presidência permitiu-lhe expressar a sua frustração de forma mais publicamente do que ocupar um cargo.
O seu próprio Prémio Nobel da Paz em 2002 já devia ter sido concedido há muito tempo, e o de Carter Endereço do ganhador do Nobel fornece um modelo para sua visão de mundo. Para ele, “(nós) não presumimos que a superforça garante a supersabedoria. . . . os desafios globais devem ser enfrentados com ênfase na paz, em harmonia com os outros, com alianças fortes e consenso internacional.” Quando questionado sobre o maior desafio que o mundo enfrenta, “decidi que o problema mais sério e universal é o crescente abismo entre as pessoas mais ricas e as mais pobres do planeta. . . . (N)no mundo industrializado há uma terrível ausência de compreensão ou preocupação com aqueles que suportam vidas de desespero e desesperança. Ainda não assumimos o compromisso de partilhar com os outros uma parte apreciável da nossa riqueza excessiva (.)”
A democracia e os direitos humanos foram marcas registradas de sua administração e assim permaneceram durante o Carter Center. Um raro passo em falso em 2004, no referendo revogatório sobre Hugo Chávez na Venezuela (quando o Centro afirmou que os resultados eram preciso) não diminui o trabalho em dezenas de países ao redor do mundo, incluindo o próprio longo trabalho de Carter compromisso pessoal para um Acordo de Paz Abrangente no Sudão. Ele ajudou a tirar do poder o General Noriega no Panamá e Daniel Ortega na Nicarágua. Como o Comitê Norueguês do Nobel observado“(f)ew poderiam estar em melhor posição do que Carter para explicar com convicção que uma derrota eleitoral não põe necessariamente fim à atividade política.”
Muitas das realizações menos conhecidas do Centro estão entre as mais significativas. O verme da Guiné, que destruiu a vida de milhões de africanos, é quase erradicadode 3,5 milhões de casos para 13, graças a uma equipe incansável, altamente focada e determinada esforço Carter liderou discretamente, envolvendo milhares de voluntários locais treinados. O verme da Guiné poderá ser a segunda doença a ser erradicada (depois da varíola, em 1980, durante a administração Carter). Esforços semelhantes de Carter combatem tracoma cegante, cegueira dos riose filíaríase linfáticabem como o compromisso de sua esposa Rosalyn em saúde mental. Não são as principais doenças, mas são igualmente dolorosas e mortais para aqueles que as sofrem.
Para Carter, toda vida tinha valor, toda vida conta, toda vida valia a pena ser salva. O Comitê Norueguês do Nobel resumiu melhor, nas próprias palavras de Carter: “Ele sempre disse em sua escola dominical em Plains que “Nunca saberemos se algo novo e maravilhoso é possível, a menos que tentemos. Vamos coçar a cabeça, expandir a mente, ser aventureiros! Sirva a Deus com ousadia, e quem sabe que maravilhas o Senhor pode realizar?”
Plains, na Geórgia, pode parecer um lugar improvável para lançar uma campanha global de influência moral. A fé profundamente pessoal e ativa de Carter foi o trampolim para seus esforços. Carter acreditava firmemente na separação entre Igreja e Estado, mas em seus anos pós-presidenciais ensinou centenas de Aulas de escola dominical em seu pequena igreja batista em Plains, praticando o ministério de hospitalidade para milhares de pessoas que o visitaram para ouvi-lo ensinar e reunindo suas meditações em um livro.
Carter disse que seu desenho favorito da revista The New Yorker era o de uma criança dizendo “Papai, quero ser um ex-presidente”. O seu trabalho após 20 de Janeiro de 1981, mais do que os anos tumultuados no cargo, definirá o seu legado, no qual milhões de pessoas entre os mais pobres do mundo se lembrarão dele para sempre. Carter escreveu que “O vínculo da nossa humanidade comum é mais forte do que a divisão dos nossos medos e preconceitos. Deus nos dá a capacidade de escolha. Podemos escolher aliviar o sofrimento. Podemos optar por trabalhar juntos pela paz. Podemos fazer essas mudanças – e devemos”.
Jimmy Carter fez essa escolha séria. As palavras de um hino resumiu sua vida por mais de quatro décadas desde que deixou a Casa Branca: “Não há tempo para descanso até que o céu ocidental brilhe/Até que as longas sombras sobre nosso caminho se encontrem/E um som alegre venha com o sol poente: Muito bem, bem feito”.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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